A Associação Catarinense de Medicina do Trabalho (ACAMT) aprovou, em assembleia realizada em 21 de julho, a reforma de seu Estatuto Social. A atualização moderniza a estrutura da entidade, adequa sua governança às demandas atuais e alinha o estatuto da federada ao da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), ampliando a integração entre as instituições.
Elaborada com apoio jurídico da ANAMT, a revisão promove uma série de mudanças voltadas à modernização da gestão e ao aprimoramento da representação institucional. Entre os principais avanços estão a reformulação de categorias de associados, adoção da filiação integrada ao sistema da ANAMT, reorganização da diretoria, possibilidade de eleições eletrônicas, definição de procedimentos administrativos e atualização de referências éticas, em consonância com o Código de Ética Médica e o Código Internacional de Ética Ocupacional (ICOH).
Atuação integrada – Na prática, as alterações tornam a gestão da ACAMT mais ágil, ampliam o foco em atividades científicas e na comunicação digital, reconhecem a categoria de associados jubilados e preservam a autonomia administrativa, patrimonial e financeira da Associação, ao mesmo tempo em que consolidam sua atuação integrada à ANAMT.
Para a presidente da ACAMT, Denise Fátima Brzozowski, a reforma representa um marco para a entidade. “Após 15 anos, desde a última atualização, conseguimos modernizar nosso estatuto e adequá-lo à realidade atual da Associação. Esse alinhamento com a ANAMT aprimora nossa governança, torna a gestão mais eficiente e contribui para uma atuação cada vez mais conectada com os desafios da Medicina do Trabalho”, destaca.
Grande conquista – O vice-presidente da Região Sul da ANAMT, Leonardo Sato, ressalta que a aprovação foi resultado de um trabalho conjunto entre a diretoria da ACAMT e a assessoria jurídica da entidade nacional. “Foi uma grande conquista. Depois de vários alinhamentos internos e do apoio jurídico da ANAMT, conseguimos aprovar um estatuto moderno, alinhado às diretrizes da associação nacional e à realidade da Medicina do Trabalho”, comenta.
Outro ponto observado por Sato é a alteração em que permite a participação de médicos de fora da capital na eleição para a Presidência da Associação. Isso se tornou possível com a retirada do item que tornava obrigatório ao presidente e vice-presidente terem residência oficial em Florianópolis. “Esperamos que esse trabalho sirva de inspiração para outras federadas que desejam revisar seus estatutos e modernizar sua gestão, beneficiando os médicos do trabalho em todo o país”, afirma.