A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) participou de encontro promovido pela Associação Nacional de Engenharia e Segurança do Trabalho (ANEST), em parceria com a Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos (Abergo) e a Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho (ABRESST), sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Durante a reunião, na semana passada, as lideranças discutiram estratégias para transformar o GRO em uma ferramenta de gestão e promoção da saúde no ambiente laboral.
Na oportunidade, o vice-presidente da ANAMT, Pascoal Gomes da Costa Neto, destacou a relevância do debate a partir da perspectiva da Medicina do Trabalho, especialmente na análise da relação entre risco ocupacional, trabalho real e processos de tomada de decisão técnica nas organizações. “É de suma importância essa abordagem interdisciplinar para o gerenciamento de riscos, considerando os impactos diretos das condições de trabalho sobre a saúde dos trabalhadores”, avalia.
Costa Neto também ressaltou a necessidade de uma integração efetiva entre o Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (PGR) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO). Segundo ele, o médico do trabalho precisa conhecer o ambiente laboral e o trabalho real para avaliar se os perigos e fatores de risco identificados no PGR correspondem à realidade. “O PCMSO é estruturado a partir desses riscos. Por isso, é fundamental que o médico esteja próximo do processo, visite o chão de fábrica e dialogue com os responsáveis pela elaboração do PGR, garantindo um programa realmente efetivo”, comentou.
Ainda, de acordo com o vice-presidente, o médico do trabalho tem papel central no monitoramento contínuo da saúde dos trabalhadores, sendo responsável por identificar agravamentos, exposições excessivas ou adoecimentos ao longo do período analisado no PCMSO.
“Essas informações precisam ser comunicadas à organização e aos responsáveis pelo PGR para revisão do inventário de riscos e do plano de ação. O PCMSO não é apenas um documento, mas um instrumento que avalia a eficácia do PGR e orienta ajustes necessários”, afirmou, defendendo maior aproximação entre médicos do trabalho, engenheiros de segurança e demais profissionais envolvidos na gestão da saúde e segurança ocupacional.
Rotina das empresas – Reunidos, os representantes defenderam a inserção do GRO na rotina das empresas a partir de uma perspectiva integrada da Engenharia de Segurança, da Saúde do Trabalhador e da Ergonomia, conectando a norma às práticas profissionais e à realidade concreta das organizações.
Os tópicos discutidos foram: GRO como pilar estratégico da gestão de riscos; Integração entre Engenharia de Segurança, Saúde e Ergonomia; Limites do GRO tratado apenas como documento; Desafios práticos de implementação nas organizações; Integração entre Engenharia de Segurança, e Relação entre risco, trabalho real e decisão técnica.
A live teve como público-alvo engenheiros, profissionais de SST, ergonomistas, médicos do trabalho, gestores e estudantes interessados em compreender o GRO como um pilar estratégico da gestão de riscos e da promoção da saúde no trabalho. Participaram do encontro online, como debatedores, representando as entidades nacionais do setor, a presidente da ANEST, Iva Barbosa; o presidente da ABRESST, Ricardo Pacheco, e a presidente da ABERGO, Lucy Mara Baú.
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