Promovido pela Associação Médica Brasileira, o Congresso Brasileiro de Medicina Geral promove a integração entre especialistas, generalistas e estudantes
O Congresso Brasileiro de Medicina Geral (CBMG) foi uma plataforma que permitiu à Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) levar informação, compartilhar conhecimento e apresentar seu potencial como especialidade médica a estudantes de medicina, médicos generalistas e residentes.
Em sua 4ª edição, o encontro promovido pela Associação Médica Brasileira (AMB) reuniu as 55 especialidades médicas em torno de uma programação que possibilitou a atualização científica dos participantes por meio de aulas, painéis, discussões de casos e atividades conduzidas por especialistas renomados.
Realizado entre 11 e 13 de junho, no Anhembi, em São Paulo (SP), o 4º CBMG, mantém o seu objetivo: contribuir para o raciocínio diagnóstico, qualificar a tomada de decisões e orientar condutas mais seguras e fundamentadas para quem vive a medicina na prática. Aos estudantes foi dada a oportunidade de aprofundar o aprendizado e buscar melhores referências para decidir sobre os rumos que planejam para sua carreira.
OPORTUNIDADE – A participação ANAMT foi marcada por palestras e pelo atendimento no estande da instituição aos interessados na especialidade. “Foi uma oportunidade de aproximar a medicina do trabalho de estudantes de medicina, médicos generalistas e residentes, mostrando a relevância da especialidade na promoção da saúde, na prevenção de doenças ocupacionais e na construção de ambientes laborais mais seguros”, avalia o presidente da Associação, Francisco Cortes Fernandes.
Ainda, segundo ele, que coordenou a mesa-redonda Medicina do Trabalho, eventos como o promovido pela AMB, fortalecem a troca de conhecimento entre as especialidades e contribuem para uma formação médica mais completa. Também representou a ANAMT no Congresso, a diretora científica adjunta, Rosylane Rocha, que também ocupa a 2ª vice-presidência do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Com o tema “Medicina Segura”, Rosylane apresentou a plataforma criada pelo CFM para reunir informações sobre práticas que coloquem pacientes em risco, especialmente quando procedimentos privativos da medicina são realizados por profissionais não médicos.
CBMG – Os organizadores explicam que este é um modelo de Congresso inédito no mundo, na perspectiva de oferecer acesso à informação de qualidade a inúmeros profissionais que carecem de uma rede de apoio para seu processo de educação continuada. Atenta a esta lacuna a AMB, montou uma grade científica que ofereceu aos participantes contato com exposições sobre tema de relevância para o cotidiano do atendimento.
Entre as abordagens oferecidas, estavam urgências reumatológicas no pronto atendimento e no ambulatório; diretrizes 2025: tratamento da obesidade; neurologia na emergência; câncer colorretal: estratégias atuais de rastreamento, diagnóstico e seguimento; gerenciamento do sangue no paciente; cirurgia geral – emergências cirúrgicas; particularidades do seguimento do recém-nascido pré-termo tardio; e uso prático de ferramentas de IA na medicina.
O grande leque dos temas abordados, bem como a qualidade dos expositores, resultou num grande número de pessoas. Entre congressistas e palestrantes, o CBMG reuniu aproximadamente 4.200 participantes, sendo 400 deles conferencistas que se revezaram nos diferentes espaços para garantir que o conhecimento chegasse até os interessados. Diante do sucesso, a fórmula deve se repetir.
“O que vimos aqui foi muito mais do que um congresso científico. Foi uma verdadeira celebração da Medicia em seu sentido mais elevado. Um encontro que fortaleceu a integração entre médicos generalistas e especialistas e reafirmou o compromisso da profissão com a excelência da assistência prestada à população”, afirmou o presidente da AMB, Dr. Cesar Fernandes. Ele destacou ainda que o Congresso “se tornou um patrimônio da medicina brasileira”.