Em entrevista ao Podprevenir, o educador da Fundacentro Jefferson Peixoto aborda um tema crítico da realidade brasileira: as condições atuais de vida, trabalho, segurança e saúde do professor. Uma categoria que há algumas décadas era prestigiada pelo seu saber e papel social. Ele destaca que entre as mudanças implementadas na política educacional, a massificação do ensino foi um dos fatores que contribuiu para a precarização do trabalho do professor.
“Com o aumento do número de alunos nas salas de aula, sem que o professor estivesse preparado para lidar com o novo perfil de público que ingressava nas escolas, os conflitos se acentuaram, o trabalho ficou mais intenso, obrigando o profissional a um maior investimento de energia”, explica Peixoto. Segundo o especialista, houve um grande crescimento do número de escolas e de oferta de vagas, mas não houve investimento na formação e remuneração do professor para atender à demanda.
Estudos baseados em documentos de perícias médicas identificam que hoje os principais motivos de afastamento da categoria são decorrentes de transtornos mentais e de comportamento, devido à sobrecarga de trabalho e violência contra o professor, seguidos por problemas da voz e doenças osteomusculares.
Para debater o assunto, a Fundacentro promove no dia 10 de outubro, na sede da entidade em São Paulo, o II Seminário Trabalho e Saúde dos Professores. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas no portal da entidade. www.fundacentro.gov.br
Para ouvir a entrevista completa no Podprevenir, acesse aqui.
(Fonte: Podprevenir)