A tecnologia tem promovido uma transformação contínua na rotina de trabalho. Nos últimos anos, em especial após a covid-19, reuniões virtuais, plataformas colaborativas, inteligência artificial, aplicativos de mensagens e sistemas integrados passaram a fazer parte do dia a dia das empresas. A conectividade virou regra, porém o ritmo acelerado também tem provocado um efeito colateral dentro das organizações: o tecnostresse, tema que para a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) merece atenção especial.
Por isso, o estresse causado pelo aparato tecnológico é destaque do novo episódio do Podcast ANAMT Express, iniciativa da ANAMT, por meio do seu Departamento Científico, voltado à atualização técnica e científica dos profissionais da área. Sob coordenação do diretor Ricardo Turenko, a discussão alerta para o momento em que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de apoio e passa a contribuir para o desgaste físico, mental e emocional dos trabalhadores.
Durante o programa, Turenko elenca cinco elementos frequentemente associados ao tecnostresse: sobrecarga tecnológica, invasão da vida pessoal pelo trabalho, complexidade dos sistemas, insegurança diante da automação e incerteza provocada pelas constantes mudanças tecnológicas.
Pressão por respostas – Na avaliação da ANAMT, a hiperconectividade, a pressão por respostas imediatas, o excesso de informações, a multiplicidade de canais de comunicação e a dificuldade de desconexão criaram uma nova dinâmica laboral. Nesse cenário, muitos profissionais permanecem conectados mesmo após o encerramento da jornada, acompanhando notificações, respondendo mensagens e lidando com demandas que ultrapassam os limites tradicionais entre trabalho e vida pessoal.
De acordo com o conteúdo preparado para o podcast, o resultado do tecnostresse pode ser percebido em sinais cada vez mais frequentes, como fadiga mental, irritabilidade, dificuldades de concentração, distúrbios do sono, ansiedade e sensação constante de urgência. O importante, segundo a discussão proposta, é compreender que o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é incorporada aos processos de trabalho.
“Ferramentas digitais podem melhorar significativamente a qualidade das atividades e a eficiência operacional. No entanto, quando sua implementação ocorre sem planejamento adequado, treinamento, suporte organizacional e respeito aos limites humanos, novos fatores de risco podem surgir”, comenta o coordenador do podcast.
Para saber mais sobre esse assunto, inclusive como prevenir o tecnostresse, acesse o perfil da ANAMT no Spotify e confira o episódio: “Tecnostresse: Quando a Tecnologia Adoece.