Congressos sobre ética e bioética contam com participação da ANAMT 

 

Questões relacionadas ao uso da Inteligência Artificial na medicina, à defesa do sigilo e da autonomia médicas e ao acesso aos cuidados paliativos e à reprodução assistida fizeram parte da programação de dois eventos que reuniram especialistas de dois continentes na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília (DF). A Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ANAMT) marcou presença por meio de vários de seus representantes, que foram porta-vozes da percepção da especialidade sobre os temas discutidos. 

O VII Encontro Luso-Brasileiro de Bioética do Conselho Federal de Medicina e o II Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Bioética Médica aconteceram nos dias 7 e 8 de julho, com a participação de centenas de lideranças, especialistas e estudiosos que se debruçaram sobre os tópicos da programação a partir de uma visão de respeito aos princípios da bioética nas relações entre as pessoas e delas com a legislação e com as instituições, entre outros campos. 

Decisões clínicas – Com o tema “Novas Fronteiras para Bioética e Ética Médica”, o evento reuniu especialistas do Brasil e de Portugal e para os representantes da ANAMT provocou reflexões e debates de grande interesse para o exercício da medicina. Palestraram nos encontros, Gilvana Campos, diretora de Legislação, e Rosylane Rocha, diretora Científica Adjunta da ANAMT. Além delas, acompanharam as atividades, Simone Assalie, diretora de Ética e Defesa Profissional; Anderson Grimminger Ramos, diretor de Relações Interinstitucionais da entidade, e Carlos Magno Dalapicola, conselheiro federal de medicina e coordenador da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho no CFM.

 “Como usar a Inteligência Artificial no apoio às decisões clínicas e a importância do sigilo dos médicos no manuseio de dados sensíveis dos pacientes são pontos que merecem a atenção de todos, inclusive dos médicos do trabalho”, disse o diretor Anderson Grimminger Ramos. 

De modo complementar, Rosylane Rocha destacou a necessidade de se preservar o protagonismo do médico na assistência ao paciente. “As novas tecnologias jamais vão substituir o médico. Isso é particularmente importante se considerarmos que a tomada de decisão exige conhecimento especializado e responsabilidade ética”, destacou.

Programação – Na abertura dos eventos, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran Gallo, aproveitou para destacar a importância da iniciativa para a bioética e para a medicina. “A riqueza dessa programação revela o cuidado dos organizadores e a qualidade dos especialistas convidados. Tenho convicção de que este encontro fará jus ao seu tema principal, promovendo discussões no mais alto nível”, afirmou.

Gallo ainda compartilhou uma breve reflexão sobre o impacto da bioética na medicina. “Se antes a bioética parecia restrita aos livros e aos artigos científicos, agora, assistimos sua materialização nas discussões que levam à tomada de providências e ao estabelecimento de regras para normatizar o impacto da ciência e da medicina na sociedade. Afinal, não existe ato médico que não contenha uma dimensão bioética, explícita ou implícita”, finalizou. 

 

Por |2026-07-14T16:53:22-03:0014 de julho de 2026|Institucional, Notícias|Comentários desativados em Congressos sobre ética e bioética contam com participação da ANAMT