A Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) marcou presença no IV Fórum do Ato Médico, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado em Florianópolis (SC). O encontro reuniu lideranças médicas, especialistas e representantes de instituições da área da saúde para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da prática médica e à proteção da sociedade diante do exercício irregular da profissão.
Participaram do evento, representando a ANAMT, a diretora adjunta do Departamento Científico, Rosylane Rocha, que também é 2ª vice-presidente do CFM, e o diretor de Relações Interinstitucionais da Associação, Anderson Grimminger Ramos. Outros médicos do trabalho também acompanharam os debates, como Carlos Magno Dalapicola, vice-tesoureiro do CFM; Flávio Freitas (conselheiro federal de medicina – suplente – pelo Mato Grosso do Sul) e João Gonçalves, também membro do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal).
Ao abordar as iniciativas conduzidas pelo Conselho Federal de Medicina na defesa do ato médico, Rosylane Rocha destacou o avanço das estratégias da instituição voltadas ao tema. “Desde 2024, quando buscamos desenvolver novas estratégias sobre o tema, os conceitos se tornaram mais claros e as estratégias foram aperfeiçoadas. Portas se abriram e percebemos que a mesma ansiedade que afeta a classe médica encontra eco em outros setores da sociedade brasileira”, afirmou.
Promovido pelo CFM, o Fórum teve como tema central “Segurança, Ética e Justiça na Defesa dos Pacientes” e reuniu especialistas para debater aspectos relacionados ao combate ao exercício ilegal da medicina e ao fortalecimento do chamado Pacto pela Medicina Segura, que reúne diferentes entidades médicas em torno da defesa das prerrogativas profissionais.
A programação contou com conferências e painéis temáticos que abordaram, entre outros pontos, o uso de tecnologias na fiscalização do exercício ilegal da medicina; o papel das vigilâncias sanitárias e do Procon no enfrentamento dessas irregularidades; a articulação das entidades médicas com o Ministério Público e o Judiciário. O evento abordou ainda estratégias de prevenção e combate à violência contra médicos e equipes nos locais de atendimento.
Para Anderson Grimminger Ramos, a agenda proposta pelo encontro tem eco nas necessidades da população médica e precisa ser alvo de uma articulação que envolva vários setores da sociedade. “Como diretor de Relações Interinstitucionais, considero eventos assim fundamentais, pois nos permitem conhecer a visão de outras áreas que têm interface com a medicina”, finalizou.