{"id":733,"date":"2011-10-26T11:10:50","date_gmt":"2011-10-26T13:10:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2011\/10\/26\/pais-gasta-r-71-bilhoes-com-acidente-de-trabalho\/"},"modified":"2011-10-26T11:10:50","modified_gmt":"2011-10-26T13:10:50","slug":"pais-gasta-r-71-bilhoes-com-acidente-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2011\/10\/26\/pais-gasta-r-71-bilhoes-com-acidente-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds gasta R$ 71 bilh\u00f5es com acidente de trabalho"},"content":{"rendered":"<p><em>Data: 21\/10\/2011<\/em><\/p>\n<p>O custo gerado para as empresas com os acidentes de trabalho \u00e9 &#8220;muito pequeno quando comparado ao enorme sofrimento causado ao trabalhador e seus familiares&#8221;, de acordo com o economista Jos\u00e9 Pastore, pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e consultor em rela\u00e7\u00f5es do Trabalho e Recursos Humanos. Durante o Semin\u00e1rio de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes de Trabalho realizado pelo Tribunal Superior do Trabalho, nesta quinta-feira (20\/10), ele afirmou que o custo que os acidentes de trabalho geram para as fam\u00edlias, para o governo e para a sociedade \u00e9 muito grande, e muitas vezes os n\u00fameros chegam a &#8220;surpreender aqueles que n\u00e3o est\u00e3o acostumados com a sua dimens\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Pastore disse que o custo total dos acidentes de trabalho \u00e9 de aproximadamente R$ 71 bilh\u00f5es, anuais, em uma avalia\u00e7\u00e3o &#8220;subestimada&#8221;. Este valor representa cerca de 9% da folha salarial anual dos trabalhadores do setor formal no Brasil, que \u00e9 da ordem de R$ 800 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Para chegar a este n\u00famero o pesquisador observou que devem ser somados os custos para as empresas e os custos para a sociedade. Para as empresas, dividem-se basicamente em custos segurados e n\u00e3o segurados. O primeiro envolve o valor gasto para se fazer seguro de acidentes de trabalho, e o segundo s\u00e3o aqueles que decorrem do pr\u00f3prio acidente, que causam muitos estragos na &#8220;vida&#8221; da empresa e que n\u00e3o est\u00e3o segurados. Para a sociedade, tratam-se dos gastos com Previd\u00eancia Social, Sistema \u00fanico de Sa\u00fade (SUS) e custos judici\u00e1rios.<\/p>\n<p>O professor lembrou que o valor investido em seguros contra acidentes de trabalho no ano de 2009 pelas empresas foi de R$ 8,2 bilh\u00f5es (custo segurado). Para cada R$ 1 gasto no custo segurado, a empresa tem uma despesa de R$ 4, em m\u00e9dia, em custos n\u00e3o segurados, o que perfaz um total de R$ 41 bilh\u00f5es (8 x 4 + 8 j\u00e1 recolhidos). Somados aos custos da sociedade e aos custos das fam\u00edlias (R$ 14 bilh\u00f5es), que muitas vezes t\u00eam sua renda diminu\u00edda ou interrompida, a propor\u00e7\u00e3o aumenta: R$ 6 n\u00e3o segurados para cada R$ 1 segurado.<\/p>\n<p>Pastore lembrou ainda que entre os custos n\u00e3o segurados que afetam a &#8220;vida das empresas&#8221; est\u00e3o a perda de tempo causada pelos acidentes, a destrui\u00e7\u00e3o de equipamentos, a interrup\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, a destrui\u00e7\u00e3o de insumos e materiais e, ainda, despesas com afastamento dos empregados e contrata\u00e7\u00e3o de nova m\u00e3o de obra com o devido treinamento, os adicionais de risco, a perda do valor de mercado e a exposi\u00e7\u00e3o negativa na m\u00eddia, atraindo a aten\u00e7\u00e3o das Procuradorias do Trabalho e da Justi\u00e7a do Trabalho.<\/p>\n<p><em>Fonte: Consultor Jur\u00eddico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O custo anual dos acidentes de trabalho \u00e9 de cerca de R$ 71 bilh\u00f5es, em avalia\u00e7\u00e3o considerada subestimada pelo economista Jos\u00e9 Pastore, pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas. O valor \u00e9 corresponde a 9% da folha salarial anual dos trabalhadores do setor formal no Brasil, que \u00e9 da ordem de R$ 800 bilh\u00f5es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/733"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/733\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}