{"id":723,"date":"2011-10-11T10:12:00","date_gmt":"2011-10-11T13:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2011\/10\/11\/volume-de-doencas-ocupacionais-no-amazonas-preocupa-associacao\/"},"modified":"2011-10-11T10:12:00","modified_gmt":"2011-10-11T13:12:00","slug":"volume-de-doencas-ocupacionais-no-amazonas-preocupa-associacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2011\/10\/11\/volume-de-doencas-ocupacionais-no-amazonas-preocupa-associacao\/","title":{"rendered":"Volume de doen\u00e7as ocupacionais no Amazonas preocupa associa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Data: 01\/10\/2011 <\/em><\/p>\n<p>O Amazonas oscila entre os primeiros lugares no ranking nacional de doen\u00e7as ocupacionais. Seja nas f\u00e1bricas ou no com\u00e9rcio, o trabalhador em Manaus, por exemplo, est\u00e1 exposto a uma s\u00e9rie de doen\u00e7as que v\u00e3o muito al\u00e9m das conhecidas les\u00f5es por esfor\u00e7o repetitivo ou doen\u00e7as osteomusculares relacionadas ao trabalho (LER\/DORT).<\/p>\n<p>Hoje, o trabalhador encara problemas de sa\u00fade decorrentes de ass\u00e9dio moral e dist\u00farbios ps\u00edquicos, como s\u00edndrome de p\u00e2nico e depress\u00e3o. Tentando reverter este quadro, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho &#8211; regional do Amazonas (ANMT\/AM) reuniu profissionais em um evento para melhorar a capacita\u00e7\u00e3o e a qualifica\u00e7\u00e3o das equipes.<\/p>\n<p>&#8220;Sair da lideran\u00e7a deste ranking passa por maior investimento das empresas na qualifica\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o das equipes de sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho&#8221;, afirma o presidente da ANMT\/AM. Em entrevista, Ricardo Turenko Be\u00e7a falou sobre os principais problemas de sa\u00fade causados pela atividade laboral e alertou para o excesso de horas extras feitas pelos trabalhadores nos \u00faltimos meses do ano &#8211; quando a economia local fica superaquecida.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Quantos s\u00e3o os m\u00e9dicos especializados na \u00e1rea e como est\u00e1 o quadro atual de sa\u00fade do trabalhador amazonense?<\/strong><br \/>Temos uma boa quantidade de m\u00e9dicos, acima de 200 nessa especialidade. Agora, o Polo Industrial de Manaus \u00e9 onde existe uma das maiores incid\u00eancia de doen\u00e7as ocupacionais do pa\u00eds. No ranking nacional, estamos sempre entre os primeiros.<\/p>\n<p><strong>Porque chegamos a esse n\u00edvel?<\/strong><br \/>O investimento em atualiza\u00e7\u00e3o, capacita\u00e7\u00e3o e preparo das equipes de sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho \u00e9 baixo. Esse investimento ainda \u00e9 visto como secund\u00e1rio nas empresas. Assim, acabamos n\u00e3o tendo equipes preparadas para fazer frente aos problemas e a incid\u00eancia de doen\u00e7as laborais aumenta.<\/p>\n<p><strong>A Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos M\u00e9dicos do Trabalho realizou na semana um encontro em Manaus. Qual o foco das discuss\u00f5es?<\/strong><br \/>O foco era atualiza\u00e7\u00e3o em Medicina, e tratamos de temas como doen\u00e7as ocupacionais, LER\/DORT e atualiza\u00e7\u00e3o de normas t\u00e9cnicas, onde muita coisa mudou.<\/p>\n<p><strong>Quais normas mudaram e o que elas normatizam?<br \/><\/strong>A NR 12, que trata de como evitar acidentes do trabalho no manuseio de m\u00e1quinas e equipamentos. A NR 32, que trata dos riscos de manipula\u00e7\u00e3o de agentes biol\u00f3gicos e de riscos para quem trabalha em hospitais ou em ambientes de unidades de sa\u00fade. Tratamos tamb\u00e9m de novos dist\u00farbios que afetam o trabalhador.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o eles e como o m\u00e9dico atua nestes casos?<br \/><\/strong>O assedio moral, por exemplo, exige muito cuidado por parte dos m\u00e9dicos do trabalho. Ele pode motivar uma doen\u00e7a psiqui\u00e1trica ou dist\u00farbios do tipo ansiedade, depress\u00e3o ou transtornos do humor. Ao m\u00e9dico do trabalho cabe estar preparado para identificar o problema, recorrer a especialistas quando for o caso. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 saber como identificar precocemente, diagnosticar e tratar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel doen\u00e7as como depress\u00e3o, ansiedade, s\u00edndrome de p\u00e2nico, pois hoje todas podem ser motivadas pelo trabalho.<\/p>\n<p><strong>O quadro ruim do Amazonas \u00e9 um problema da ind\u00fastria ou est\u00e1 presente tamb\u00e9m em outros setores da economia?<\/strong><br \/>Esse quadro \u00e9 geral e deve-se, por exemplo, \u00e0s condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias que ainda vemos em canteiros de obras. Muitas empresas n\u00e3o oferecem as condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias m\u00ednimas para os trabalhadores. Infelizmente, essa \u00e9 a realidade.<\/p>\n<p><strong>Isso independe do tamanho da empresa?<\/strong><br \/>Nas multinacionais, vemos menos problemas porque h\u00e1 muita fiscaliza\u00e7\u00e3o. E mesmo assim n\u00e3o vemos o cuidado em investir e preparar m\u00e9dicos, engenheiros e enfermeiros na atualiza\u00e7\u00e3o dos temas. N\u00f3s realizamos eventos com especialistas capacitados, mas poucos profissionais s\u00e3o liberados pelas empresas para comparecer. N\u00e3o custa lembrar que \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o da empresa cuidar da seguran\u00e7a e da sa\u00fade do trabalhador.<\/p>\n<p><strong>Esse quadro tamb\u00e9m se estende ao com\u00e9rcio, um dos segmentos que mais gera empregos em Manaus?<\/strong><br \/>V\u00e1 ao com\u00e9rcio de Manaus e procure localizar uma cadeira para o trabalhador descansar. N\u00e3o tem, e o funcion\u00e1rio fica oito horas em p\u00e9. No final, ele ter\u00e1 problemas circulat\u00f3rios, varizes de membros inferiores, problemas posturais; e essa situa\u00e7\u00e3o gera a insatisfa\u00e7\u00e3o do colaborador, que percebe a falta de cuidado com a sa\u00fade dele.<\/p>\n<p><strong>Os empres\u00e1rios reclamam muito do excesso de atestados para dispensa do trabalhador. Como o senhor v\u00ea essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>A Medicina do trabalho n\u00e3o d\u00e1 atestado. Quem d\u00e1 s\u00e3o outros m\u00e9dicos. O m\u00e9dico do trabalho recebe e analisa a incid\u00eancia das doen\u00e7as anotadas no atestado. Faz um trabalho estat\u00edstico. A problem\u00e1tica do atestado n\u00e3o depende da Medicina do Trabalho, porque fazemos apenas a tratativa para saber o motivo do trabalhador estar se afastando.<\/p>\n<p><strong>Qual o futuro da Medicina do Trabalho?<br \/><\/strong>O pr\u00f3ximo passo na regional \u00e9 trazer capacita\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o para as equipes e melhorar o status do nosso Estado. O status de cidade com maior incid\u00eancia de acidentes e doen\u00e7as ocupacionais do pa\u00eds precisa mudar. Temos de atuar com a Superintendencia de Trabalho e Emprego (SRTE), Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho e Suframa, pois s\u00f3 assim vamos trazer melhores condi\u00e7\u00f5es e qualidade de vida para os trabalhadores.<\/p>\n<p><strong>A prop\u00f3sito de qualidade de vida, os \u00faltimos tr\u00eas meses do ano s\u00e3o marcados pelo crescimento do n\u00famero de horas extras. Quais os perigos que isso representa para o trabalhador que est\u00e1 de olho numa renda extra para o fim de ano?<\/strong><br \/>Hora extra deve ser feita com parcim\u00f4nia, com cuidado. Do contr\u00e1rio, causar\u00e1 sobrecarga no trabalhador, principalmente onde tem esfor\u00e7os repetitivos. O ideal \u00e9 ter modera\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso que a fiscaliza\u00e7\u00e3o atue para impedir os abusos.<\/p>\n<p><em>Fonte: A Cr\u00edtica Manaus<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Amazonas est\u00e1 entre os l\u00edderes nacionais no ranking de doen\u00e7as ocupacionais, o que preocupa a regional do Amazonas da Anamt. Em entrevista, Ricardo Be\u00e7a, presidente da ANAMT\/AM, aponta que maiores investimentos nas empresas seria uma das solu\u00e7\u00f5es para este cen\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/723"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=723"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/723\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}