{"id":53983,"date":"2026-08-06T11:18:52","date_gmt":"2026-08-06T14:18:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=53983"},"modified":"2026-08-06T11:18:52","modified_gmt":"2026-08-06T14:18:52","slug":"anamt-alerta-trabalhadores-brasileiros-sobre-a-importancia-da-vacinacao-contra-o-sarampo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2026\/08\/06\/anamt-alerta-trabalhadores-brasileiros-sobre-a-importancia-da-vacinacao-contra-o-sarampo\/","title":{"rendered":"ANAMT alerta trabalhadores brasileiros sobre a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o contra o sarampo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Vacina\u00e7\u00e3o contra o sarampo: prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos trabalhadores e fortalecimento da preven\u00e7\u00e3o nos ambientes de trabalho<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) manifesta apoio \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o conduzida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para ampliar a cobertura vacinal contra o sarampo e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia da atualiza\u00e7\u00e3o da caderneta de vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira. Como entidade cient\u00edfica comprometida com a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos trabalhadores e com a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as evit\u00e1veis, a ANAMT considera essa iniciativa estrat\u00e9gica para reduzir riscos individuais, preservar ambientes laborais seguros e fortalecer a prote\u00e7\u00e3o coletiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O sarampo \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa altamente transmiss\u00edvel, cuja preven\u00e7\u00e3o depende, fundamentalmente, da vacina\u00e7\u00e3o. Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certifica\u00e7\u00e3o de elimina\u00e7\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o end\u00eamica do v\u00edrus, a ocorr\u00eancia de casos importados e de surtos localizados demonstra que o pa\u00eds permanece vulner\u00e1vel sempre que h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o das coberturas vacinais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Como aderir ao esfor\u00e7o nacional de vacina\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vacina tr\u00edplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rub\u00e9ola, integra o Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI) e est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente nas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recomenda:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Crian\u00e7as: primeira dose aos 12 meses, com a vacina tr\u00edplice viral; segunda dose aos 15 meses, conforme calend\u00e1rio vacinal vigente;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pessoas de 1 a 29 anos: devem possuir comprova\u00e7\u00e3o de duas doses;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Pessoas de 30 a 59 anos: devem possuir pelo menos uma dose registrada, caso n\u00e3o tenham comprova\u00e7\u00e3o vacinal anterior;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Trabalhadores da sa\u00fade: devem comprovar duas doses da vacina, independentemente da idade, em raz\u00e3o do maior risco de exposi\u00e7\u00e3o ocupacional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas definidas pelas autoridades sanit\u00e1rias, como a\u00e7\u00f5es de bloqueio vacinal, varredura em \u00e1reas delimitadas ou viagens para locais com surto ativo, crian\u00e7as de 6 a 11 meses e 29 dias podem receber a chamada \u201cdose zero\u201d, que n\u00e3o substitui as doses previstas no calend\u00e1rio regular.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ANAMT recomenda que todos os trabalhadores verifiquem sua situa\u00e7\u00e3o vacinal e procurem uma Unidade B\u00e1sica de Sa\u00fade sempre que houver d\u00favida sobre o esquema recebido. Manter a caderneta atualizada representa uma medida simples, segura e eficaz de prote\u00e7\u00e3o individual e coletiva.<\/span><\/p>\n<p><b>Caracter\u00edsticas da vacina, efetividade e contraindica\u00e7\u00f5es<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vacina tr\u00edplice viral \u00e9 produzida com v\u00edrus vivos atenuados. Em pessoas imunocompetentes, estimula a resposta imunol\u00f3gica sem provocar a doen\u00e7a e constitui a principal estrat\u00e9gia para preven\u00e7\u00e3o do sarampo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Como qualquer interven\u00e7\u00e3o em sa\u00fade, possui contraindica\u00e7\u00f5es que devem ser respeitadas. N\u00e3o deve ser administrada em gestantes, crian\u00e7as menores de seis meses, pessoas com imunossupress\u00e3o grave ou indiv\u00edduos com hist\u00f3rico de rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica grave (anafilaxia) a componentes da vacina. Mulheres em idade f\u00e9rtil devem evitar gravidez por pelo menos um m\u00eas ap\u00f3s a vacina\u00e7\u00e3o, e pessoas com doen\u00e7a febril aguda moderada ou grave devem adiar a aplica\u00e7\u00e3o at\u00e9 recupera\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">De modo geral, trata-se de vacina segura e bem tolerada. As rea\u00e7\u00f5es adversas mais frequentes s\u00e3o leves e transit\u00f3rias, como dor no local da aplica\u00e7\u00e3o, febre baixa, vermelhid\u00e3o, discreto incha\u00e7o e exantema. Eventos graves s\u00e3o extremamente raros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>O cen\u00e1rio epidemiol\u00f3gico exige vigil\u00e2ncia permanente<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Os dados nacionais mostram o impacto da vacina\u00e7\u00e3o no controle do sarampo. Ap\u00f3s anos sem circula\u00e7\u00e3o sustentada da doen\u00e7a, o Brasil voltou a registrar aumento expressivo de casos a partir de 2018, culminando em mais de 21 mil casos confirmados em 2019. Desde ent\u00e3o, houve redu\u00e7\u00e3o progressiva, com aus\u00eancia de casos em 2023, cinco casos em 2024, 38 casos em 2025 e dois casos confirmados at\u00e9 a 14\u00aa semana epidemiol\u00f3gica de 2026.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A mortalidade acompanhou essa evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. O Brasil registrava centenas de \u00f3bitos anuais no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. Ap\u00f3s longos per\u00edodos sem mortes, novos \u00f3bitos voltaram a ocorrer entre 2018 e 2021, evidenciando que a perda de cobertura vacinal favorece a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e suas consequ\u00eancias mais graves.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses n\u00fameros refor\u00e7am uma mensagem importante: casos isolados ou importados n\u00e3o significam, por si s\u00f3, o retorno da circula\u00e7\u00e3o end\u00eamica da doen\u00e7a, mas demonstram a necessidade de manter elevadas coberturas vacinais para impedir o restabelecimento da transmiss\u00e3o sustentada.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Um compromisso de trabalhadores, empresas e profissionais de sa\u00fade<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A vacina\u00e7\u00e3o contra o sarampo n\u00e3o \u00e9 uma medida restrita \u00e0 inf\u00e2ncia. Trabalhadores adultos tamb\u00e9m devem manter seu esquema vacinal atualizado, protegendo a pr\u00f3pria sa\u00fade e contribuindo para reduzir a circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus nos ambientes de trabalho, nas fam\u00edlias e nas comunidades.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">As empresas podem colaborar de forma decisiva nesse esfor\u00e7o, promovendo campanhas educativas, divulgando informa\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancias e facilitando o acesso de seus trabalhadores aos servi\u00e7os de vacina\u00e7\u00e3o, respeitando as orienta\u00e7\u00f5es das autoridades sanit\u00e1rias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Aos m\u00e9dicos do trabalho cabe papel igualmente relevante. Durante consultas ocupacionais, exames admissionais, peri\u00f3dicos, de retorno ao trabalho ou demissionais, esses profissionais podem orientar os trabalhadores sobre a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o, esclarecer d\u00favidas, identificar situa\u00e7\u00f5es de suscetibilidade e incentivar a atualiza\u00e7\u00e3o da caderneta vacinal, especialmente entre trabalhadores da sa\u00fade e outros grupos com maior risco de exposi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><b>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A ANAMT reafirma seu compromisso com a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, a preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as e a prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores brasileiros. Seus m\u00e9dicos associados permanecem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para orientar trabalhadores, empresas e demais profissionais sobre boas pr\u00e1ticas de imuniza\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o do sarampo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Para informa\u00e7\u00f5es atualizadas sobre indica\u00e7\u00f5es, esquemas vacinais, contraindica\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da doen\u00e7a, a principal refer\u00eancia deve ser o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, por meio do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI) e de seus canais oficiais.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vacina\u00e7\u00e3o contra o sarampo: prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos trabalhadores e fortalecimento da preven\u00e7\u00e3o nos ambientes de trabalho &nbsp; A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) manifesta apoio \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o conduzida pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para ampliar a cobertura vacinal contra o sarampo e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia da atualiza\u00e7\u00e3o da caderneta de vacina\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":53984,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[77,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53983"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53983"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53983\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":53985,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53983\/revisions\/53985"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}