{"id":53634,"date":"2026-03-09T10:51:45","date_gmt":"2026-03-09T13:51:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=53634"},"modified":"2026-03-09T14:31:58","modified_gmt":"2026-03-09T17:31:58","slug":"anamt-destaca-saude-mental-das-medicas-durante-ii-forum-da-mulher-medica-promovido-pelo-cfm","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2026\/03\/09\/anamt-destaca-saude-mental-das-medicas-durante-ii-forum-da-mulher-medica-promovido-pelo-cfm\/","title":{"rendered":"No II F\u00f3rum da Mulher M\u00e9dica, promovido pelo CFM, a ANAMT chama aten\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade mental das profissionais"},"content":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da presen\u00e7a feminina na medicina brasileira e os desafios enfrentados por essas profissionais foram debatidos nesta sexta-feira (6), durante o II F\u00f3rum da Mulher M\u00e9dica, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em Bras\u00edlia (DF). A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) participou das discuss\u00f5es por meio de sua diretora cient\u00edfica adjunta da entidade, Rosylane Rocha, que tamb\u00e9m atua como 2\u00aa vice-presidente e coordenadora da Comiss\u00e3o da Mulher M\u00e9dica do CFM.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/GnxjHATGvC8?si=fM76lpSJ9ZshkVPA\">ASSISTA AQUI O F\u00d3RUM NA \u00cdNTEGRA<\/a><\/p>\n<p>O encontro reuniu especialistas e lideran\u00e7as m\u00e9dicas para discutir os impactos da crescente participa\u00e7\u00e3o feminina na profiss\u00e3o e os desafios estruturais que ainda marcam a carreira m\u00e9dica. Atualmente, as mulheres representam 51,1% dos m\u00e9dicos em atividade no Brasil, somando cerca de 338 mil profissionais registrados nos conselhos regionais. Entre os estudantes de medicina, a presen\u00e7a feminina j\u00e1 chega a 61,8%, indicando que essa predomin\u00e2ncia deve se intensificar nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>FUTURAS GERA\u00c7\u00d5ES<\/strong> \u2013 Com as novas gera\u00e7\u00f5es avan\u00e7ando na carreira, cresce a expectativa de que mais mulheres ocupem posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas em sociedades m\u00e9dicas e entidades representativas. Nesse cen\u00e1rio, a gera\u00e7\u00e3o que hoje est\u00e1 nas faculdades de medicina \u00e9 vista como a sucessora das atuais lideran\u00e7as, capaz de ampliar a influ\u00eancia feminina nas decis\u00f5es que moldam o sistema de sa\u00fade brasileiro.<\/p>\n<p>Ao final do encontro, a avalia\u00e7\u00e3o das participantes foi de que a mudan\u00e7a demogr\u00e1fica em curso representa n\u00e3o apenas n\u00fameros, mas tamb\u00e9m uma oportunidade de repensar estruturas da medicina brasileira. A expectativa \u00e9 que esse novo cen\u00e1rio contribua para formar ambientes de trabalho mais inclusivos e capazes de valorizar plenamente a contribui\u00e7\u00e3o das mulheres na profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_53636\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-53636\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-53636 size-medium\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-200x150.jpeg 200w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-300x225.jpeg 300w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-400x300.jpeg 400w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-600x450.jpeg 600w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-768x576.jpeg 768w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-800x600.jpeg 800w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-1200x900.jpeg 1200w, https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/dra-rosylane-1536x1152.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-53636\" class=\"wp-caption-text\">A m\u00e9dica do trabalho, Rosylane Rocha apresentou a palestra \u201cAdoecimento Mental: Panorama Brasil\u201d<\/p><\/div>\n<p><strong>BURNOUT<\/strong> &#8211; Durante o evento, Rosylane Rocha apresentou a palestra \u201cAdoecimento Mental: Panorama Brasil\u201d, na qual alertou para o crescimento dos transtornos mentais entre m\u00e9dicos e m\u00e9dicas. Segundo ela, a profiss\u00e3o re\u00fane fatores de risco importantes para o adoecimento ps\u00edquico, uma vez que demanda alta carga emocional, exig\u00eancias cognitivas intensas e press\u00e3o constante desde a forma\u00e7\u00e3o. \u201cOs m\u00e9dicos apresentam maior preval\u00eancia de sofrimento mental em compara\u00e7\u00e3o com a popula\u00e7\u00e3o em geral\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Rosylane destacou que o burnout \u00e9 reconhecido como um fen\u00f4meno ocupacional relacionado ao estresse cr\u00f4nico no trabalho que n\u00e3o foi adequadamente gerenciado. A s\u00edndrome envolve tr\u00eas dimens\u00f5es principais: exaust\u00e3o emocional, despersonaliza\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o profissional, o que pode comprometer tanto o desempenho do profissional quanto a qualidade da assist\u00eancia aos pacientes.<\/p>\n<p>Dados apresentados durante a palestra indicam que o burnout pode afetar at\u00e9 50% dos m\u00e9dicos ao longo da carreira, com \u00edndices superiores a 60% entre m\u00e9dicos residentes. Especialidades como terapia intensiva, emerg\u00eancia, cl\u00ednica m\u00e9dica, medicina de fam\u00edlia e ortopedia aparecem entre as mais expostas ao risco.<\/p>\n<p><strong>SOBRECARGA<\/strong> \u2013 A diretora da ANAMT tamb\u00e9m ressaltou que, no caso das mulheres, o problema tende a ser agravado por fatores estruturais e desigualdades de g\u00eanero. A chamada \u201cdupla carga\u201d, que envolve a concilia\u00e7\u00e3o entre trabalho m\u00e9dico intenso e responsabilidades familiares, aparece como um dos elementos que aumentam a vulnerabilidade ao adoecimento mental.<\/p>\n<p>Entre os fatores apontados est\u00e3o a sobrecarga emocional, a expectativa social de maior disponibilidade para o cuidado e a necessidade frequente de provar compet\u00eancia em ambientes ainda marcados por desigualdades. \u201cAs m\u00e9dicas muitas vezes precisam trabalhar mais e provar mais que podem mais do que os homens\u201d, observou.<\/p>\n<p>Outro destaque foi a dificuldade que m\u00e9dicos t\u00eam em buscar ajuda quando enfrentam problemas de sa\u00fade mental, frequentemente devido ao estigma associado ao tema. Para Rosylane, romper esse sil\u00eancio \u00e9 fundamental para proteger os profissionais e tamb\u00e9m os pacientes. \u201cA sa\u00fade mental dos m\u00e9dicos \u00e9 uma quest\u00e3o de sa\u00fade p\u00fablica. Quando o m\u00e9dico adoece, a qualidade do cuidado diminui e os pacientes tamb\u00e9m s\u00e3o impactados\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O avan\u00e7o da presen\u00e7a feminina na medicina brasileira e os desafios enfrentados por essas profissionais foram debatidos nesta sexta-feira (6), durante o II F\u00f3rum da Mulher M\u00e9dica, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em Bras\u00edlia (DF). 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