{"id":47837,"date":"2023-07-25T11:25:54","date_gmt":"2023-07-25T14:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=47837"},"modified":"2023-07-25T11:25:54","modified_gmt":"2023-07-25T14:25:54","slug":"producao-de-ciencia-no-brasil-caiu-pela-1a-vez-em-2022-queda-em-numero-de-artigos-foi-observada-em-23-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2023\/07\/25\/producao-de-ciencia-no-brasil-caiu-pela-1a-vez-em-2022-queda-em-numero-de-artigos-foi-observada-em-23-paises\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de ci\u00eancia no Brasil caiu pela 1\u00aa vez em 2022; queda em n\u00famero de artigos foi observada em 23 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mundial cresceu 6,1% em 2022 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Apesar do saldo global positivo, 23 pa\u00edses tiveram queda no n\u00famero de artigos cient\u00edficos publicados em 2022 em rela\u00e7\u00e3o a 2021 \u2014 incluindo, de maneira in\u00e9dita, o Brasil. O pa\u00eds vinha crescendo sua produ\u00e7\u00e3o de artigos anualmente desde que os dados come\u00e7aram a ser tabulados (em 1996).<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, 2022 se tornou o ano com a maior quantidade de pa\u00edses que perderam produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na hist\u00f3ria. O recorde anterior tinha sido em 2002, quando 20 pa\u00edses observaram queda no n\u00famero de artigos cient\u00edficos publicados em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (2001).<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas s\u00e3o do relat\u00f3rio da Elsevier-Bori \u201c2022: um ano de queda na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para 23 pa\u00edses, inclusive o Brasil\u201d lan\u00e7ado nesta segunda (24). Os dados s\u00e3o da base Scopus\/Elsevier e, para os c\u00e1lculos, foi usada a ferramenta anal\u00edtica SciVal\/Elsevier. O relat\u00f3rio analisou todos os pa\u00edses que publicaram mais de 10 mil artigos cient\u00edficos em 2021 \u2014 em um total de 51 pa\u00edses.<\/p>\n<p>O documento mostra que o Brasil teve um decr\u00e9scimo de 7,4% na sua produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em 2022 em compara\u00e7\u00e3o ao ano anterior. A queda na quantidade de ci\u00eancia brasileira em 2022 se assemelha \u00e0 da Ucr\u00e2nia, pa\u00eds que entrou em guerra naquele ano. Brasil e Ucr\u00e2nia tiveram a maior perda de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre os pa\u00edses analisados.<\/p>\n<p>Os dados v\u00eam \u00e0 tona na semana da reuni\u00e3o anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia), que acontece de 23 a 29 de julho na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), em Curitiba. \u00c9 o principal evento cient\u00edfico do pa\u00eds, que debate, tamb\u00e9m, o estado da arte e os rumos da ci\u00eancia brasileira.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito prov\u00e1vel que o decr\u00e9scimo no \u00faltimo per\u00edodo se deva, em boa parte, aos efeitos da pandemia, especialmente considerando-se o n\u00famero de pa\u00edses afetados\u201d, diz Carlos Henrique de Brito Cruz, Vice-presidente S\u00eanior de redes de Pesquisa da Elsevier.<\/p>\n<p>Em sentido contr\u00e1rio, pa\u00edses como China e \u00cdndia apresentaram crescimento significativo na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em 2022 em rela\u00e7\u00e3o a 2021 \u2014 em torno de 20%. A \u00cdndia, ali\u00e1s, superou o Reino Unido pela primeira vez, passando a ser o 3\u00ba pa\u00eds com mais publica\u00e7\u00f5es no mundo, depois de China e EUA.<\/p>\n<p>Perder ritmo de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica significa produzir menos conhecimento e menos solu\u00e7\u00f5es para quest\u00f5es como tratamento de doen\u00e7as, melhora no plantio ou enfrentamento da viol\u00eancia urbana. Nenhum pa\u00eds se desenvolve sem forte produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Ci\u00eancia brasileira<br \/>\nNo Brasil, com exce\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), todas as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do pa\u00eds sofreram redu\u00e7\u00e3o importante na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em 2022 em rela\u00e7\u00e3o a 2021. Foram consideradas as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do pa\u00eds com mais de mil artigos cient\u00edficos publicados em 2021 \u2014 o que resultou em um total de 35 analisadas.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio Elsevier-Bori mostra, ainda, que as Ci\u00eancias Agr\u00e1rias \u2014 \u00e1rea especialmente importante para o pa\u00eds \u2014 teve um decr\u00e9scimo maior na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do que a m\u00e9dia nacional: 13,7% artigos cient\u00edficos publicados de 2021 para 2022.<\/p>\n<p>\u201cA queda in\u00e9dita da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira tamb\u00e9m acompanha os expressivos cortes or\u00e7ament\u00e1rios de recursos p\u00fablicos para pesquisas dos \u00faltimos anos, o que precisa ser analisado em futuros documentos\u201d, diz Est\u00eav\u00e3o Gamba, cientometrista e cientista de dados da Ag\u00eancia Bori.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o segundo relat\u00f3rio da parceria entre a editora cient\u00edfica Elsevier e a Bori, que pretende analisar, periodicamente, a ci\u00eancia brasileira e disponibilizar essas informa\u00e7\u00f5es para jornalistas. O primeiro, \u201cA pesquisa brasileira sobre oceanos \u2013 Estado da arte da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Brasil de 2017-2022\u201d, trouxe uma an\u00e1lise da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica especificamente na \u00e1rea de Oceanos. A ideia \u00e9 ter um retrato da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional e munir o debate p\u00fablico com informa\u00e7\u00f5es relevantes para pol\u00edticas cient\u00edficas e para tomadas de decis\u00e3o.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Bori<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mundial cresceu 6,1% em 2022 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Apesar do saldo global positivo, 23 pa\u00edses tiveram queda no n\u00famero de artigos cient\u00edficos publicados em 2022 em rela\u00e7\u00e3o a 2021 \u2014 incluindo, de maneira in\u00e9dita, o Brasil. 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