{"id":47180,"date":"2023-05-09T12:32:44","date_gmt":"2023-05-09T15:32:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=47180"},"modified":"2023-05-09T12:32:44","modified_gmt":"2023-05-09T15:32:44","slug":"segundo-simposio-internacional-da-anamt-destaca-troca-de-saberes-com-outros-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2023\/05\/09\/segundo-simposio-internacional-da-anamt-destaca-troca-de-saberes-com-outros-paises\/","title":{"rendered":"Segundo Simp\u00f3sio Internacional da ANAMT destaca troca de saberes com outros pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47181 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio3-800x447.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"447\" \/><\/p>\n<p>A ANAMT realizou, nos dias 5 e 6 de maio, o 2\u00ba Simp\u00f3sio Internacional de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho ANAMT (II ANAMT International Symposium on Occupational Heath &amp; Safety), com transmiss\u00e3o ao vivo pela plataforma da ANAMT Virtual.<\/p>\n<p>A abertura oficial do evento teve a participa\u00e7\u00e3o do Dr. Francisco Cortes Fernandes, presidente da ANAMT, Dra. Rosylane Rocha, diretora Cient\u00edfica da Associa\u00e7\u00e3o, Dr. Ricardo Turenko, diretor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Dr. Ruddy Facci, consultor e assessor da presid\u00eancia da Associa\u00e7\u00e3o. Participaram tamb\u00e9m Dra. Frida Fischer, membro do board da ICOH, e Dra. Diana Gagliardi, secret\u00e1ria Geral da Comiss\u00e3o Internacional de Sa\u00fade Ocupacional (ICOH) da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Dra. Diana Gagliardi parabenizou a equipe brasileira pelas atividades, envolvendo pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m do simp\u00f3sio internacional. \u201cMostra que h\u00e1 um grande movimento em torno da Medicina do Trabalho na regi\u00e3o. Isso nos apoia e inclui a especialidade como algo importante para os trabalhadores locais\u201d, disse.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47182 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio2-800x454.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"454\" \/><\/p>\n<p>Dra. Frida Fischer elogiou as realiza\u00e7\u00f5es da anfitri\u00e3: \u201cMe agrada muito saber que a ANAMT tem a iniciativa de trazer pesquisadores de v\u00e1rios lugares do mundo, online, que far\u00e3o palestras sobre diversos assuntos importantes na \u00e1rea de sa\u00fade do trabalhador, desde quest\u00f5es ligadas \u00e0 inform\u00e1tica, Intelig\u00eancia Artificial, novas pr\u00e1ticas, at\u00e9 quest\u00f5es mais cl\u00e1ssicas da \u00e1rea da sa\u00fade do trabalhador, quer seja ambiente de trabalho, fatores psicossociais, minera\u00e7\u00e3o e outros\u201d, resumiu, ao chamar a aten\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3ximo Congresso ICOH 2024, de 28 de abril a 3 de maio, em Marrakesh, no Marrocos.<\/p>\n<p>Dr. Ruddy Facci e Dr. Ricardo Turenko elogiaram o alto n\u00edvel do II Simp\u00f3sio. \u201cNosso agradecimento \u00e0 ANAMT por mais esse evento internacional, que repetir\u00e1, com certeza, o sucesso do primeiro, com palestrantes trazendo informa\u00e7\u00f5es com bastante utilidade\u201d, frisou Dr. Facci.<\/p>\n<p>Dr. Turenko ressaltou a oportunidade para os inscritos: \u201cVamos adquirir um grande conhecimento, que vai servir para crescermos cada vez mais como m\u00e9dicos do trabalho. Com essa participa\u00e7\u00e3o dos colegas com experi\u00eancia internacional s\u00f3 temos a ganhar\u201d, completou.<\/p>\n<p>Dra. Rosylane Rocha, enfatizou que \u201ca troca de saberes e ter conhecimento do que est\u00e1 acontecendo em outros pa\u00edses que s\u00e3o refer\u00eancia em seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho, ouvindo professores e pesquisadores, \u00e9 muito importante. Os m\u00e9dicos do trabalho no Brasil tamb\u00e9m s\u00e3o reconhecidos por sua compet\u00eancia.\u201d disse ao elogiar a participa\u00e7\u00e3o crescente de m\u00e9dicos brasileiros na ICOH.<\/p>\n<p>\u201cEsse evento visa uma estrat\u00e9gia da ANAMT em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa atua\u00e7\u00e3o internacional, que n\u00f3s estamos expandindo nos \u00faltimos anos, objetivando levar a medicina do trabalho do Brasil a todos os rinc\u00f5es do mundo\u201d, disse Dr. Francisco Cortes Fernandes.<\/p>\n<p>De acordo com Dr. Francisco, a realiza\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio e uma estrat\u00e9gia em rela\u00e7\u00e3o a atua\u00e7\u00e3o internacional da Associa\u00e7\u00e3o. \u201cNosso objetivo \u00e9 levar a medicina do trabalho do Brasil a todos os rinc\u00f5es do mundo\u201d, sublinhou.<br \/>\n\u201cAcredito que n\u00f3s, m\u00e9dicos do trabalho, possamos ter acesso a saberes de outros pa\u00edses que ir\u00e3o acrescentar na nossa experi\u00eancia profissional. Acredito muito na educa\u00e7\u00e3o, na educa\u00e7\u00e3o continuada e que a ANAMT, como associa\u00e7\u00e3o representante dos m\u00e9dicos do trabalho, est\u00e1 cumprindo o seu papel institucional com esse evento\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>Doa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Parte do valor das inscri\u00e7\u00f5es no Simp\u00f3sio ser\u00e1 revertido para a compra de cestas b\u00e1sicas a serem doadas para institui\u00e7\u00f5es indicadas pelas Federadas em todo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Temas atuais de interesse<\/p>\n<p>Desafios do trabalho de imigrantes, doen\u00e7as respirat\u00f3rias ocupacionais, monitoramento biol\u00f3gico, Intelig\u00eancia Artificial, dificuldades da minera\u00e7\u00e3o de alta altitude e sa\u00fade total do trabalhador s\u00e3o os principais assuntos apresentados por seis palestrantes, de diferentes nacionalidades, no primeiro dia do II Simp\u00f3sio Internacional de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho ANAMT.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47183 size-fusion-600\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio1-600x335.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"335\" \/><\/p>\n<p>A primeira palestra foi realizada pela Dra. Diana Gagliardi, secret\u00e1ria Geral da Comiss\u00e3o Internacional de Sa\u00fade Ocupacional (ICOH) \u2013 It\u00e1lia, sobre Trabalhadores Migrantes.<\/p>\n<p>A partir de dados e informa\u00e7\u00f5es reunidos pela ICOH em assembleia realizada em 2015, foi tra\u00e7ado um panorama das m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e seguran\u00e7a dos trabalhadores imigrantes, em diversas partes do mundo. Na ocasi\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores que se deslocaram em busca de oportunidades de emprego na regi\u00e3o do Golfo P\u00e9rsico, especialmente para o Catar, por conta das obras pr\u00e9-Copa do Mundo 2022, ganhou destaque devido principalmente \u00e0s m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vida desses trabalhadores identificadas na regi\u00e3o. Grande parte desses trabalhadores s\u00e3o oriundos da \u00cdndia, Nepal, Filipinas e Bangladesh.<\/p>\n<p>Ao longo de sua palestra, ela apresentou dados sobre os trabalhadores imigrantes que aturaram nas obras no Catar, como perfil de idade, problemas de sa\u00fade e seguran\u00e7a, \u00f3bitos por doen\u00e7as e acidentes, direitos trabalhistas, entre outras informa\u00e7\u00f5es. Falou tamb\u00e9m das a\u00e7\u00f5es da ICOH junto com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) para melhoria das condi\u00e7\u00f5es de vidas desse imigrantes e das conquistas dessas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cHavia um sistema dominante chamado \u2018Kafala\u2019, que permitia aos empregadores direitos sobre os seus empregados, n\u00e3o permitindo que deixassem o pa\u00eds sem pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o. Muitos n\u00e3o recebiam sal\u00e1rios, sofriam abusos f\u00edsicos, psicol\u00f3gicos e sexuais\u201d, relatou a especialista, que ressaltou as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de vida, alta press\u00e3o de trabalho para cumprir prazos apertados para a constru\u00e7\u00e3o a tempo para a Copa do Mundo, longas jornadas em temperaturas altas, m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, alojamentos lotados, falta de apoio m\u00e9dico por parte dos empregadores, entre outros fatores.<\/p>\n<p>Doen\u00e7as Respirat\u00f3rias<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47184 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio5-800x378.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"378\" \/><\/p>\n<p>\u2018Doen\u00e7as Respirat\u00f3rias Ocupacionais\u2019 foi o eixo da palestra da Dra. Irmeli Lindstr\u00f6m, especialista em medicina respirat\u00f3ria pelo Helsinki University Hospital e M\u00e9dica-Chefe pelo Instituto Finland\u00eas de Sa\u00fade Ocupacional (FIOH).<br \/>\nAs caracter\u00edsticas comuns das doen\u00e7as pulmonares ocupacionais geralmente s\u00e3o causadas por inala\u00e7\u00e3o de vapores, gases, poeiras, fuma\u00e7as no local de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cGeralmente n\u00e3o conseguimos dar um diagn\u00f3stico. \u00c9 comum isso acontecer e \u00e9 uma pena porque se n\u00e3o tivermos o diagn\u00f3stico de doen\u00e7as ocupacionais n\u00e3o podemos preveni-las e precisamos trabalhar com preven\u00e7\u00e3o\u201d, frisou a m\u00e9dica.<br \/>\nAs a\u00e7\u00f5es mais eficientes neste sentido envolvem a elimina\u00e7\u00e3o do agente causador ou a redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o aos agentes, entre outras a\u00e7\u00f5es, como destacou Dra. Irmeli. A seu ver, \u00e9 fundamental trabalhar com a educa\u00e7\u00e3o de empregadores e trabalhadores para aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o problema.<\/p>\n<p>Segundo a m\u00e9dica, as doen\u00e7as ocupacionais mais importantes s\u00e3o relacionadas aos asbestos, ligadas a peneumoconiose e doen\u00e7as par\u00eanquimas, como silicose, silicotuberculose e doen\u00e7as pulmonares relacionadas \u00e0 p\u00f3 de carv\u00e3o de minas, entre outros.<\/p>\n<p>Monitoramento Biol\u00f3gico<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47185 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio6-800x371.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"371\" \/><\/p>\n<p>A terceira palestra do dia tratou de \u2018Monitoramento Biol\u00f3gico \u2013 O Qu\u00ea, Por que e Como\u2019, apresentada pela professora Kate Jones, secret\u00e1ria Nacional da ICOH &#8211; Reino Unido.<\/p>\n<p>De modo geral, o monitoramento biol\u00f3gico \u00e9 a medi\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, seus metab\u00f3litos, com seus efeitos em amostras biol\u00f3gicas de trabalhadores, conforme explicou. O objetivo do monitoramento \u00e9 avaliar e controlar a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s subst\u00e2ncias qu\u00edmicas no trabalho.<\/p>\n<p>\u201cEsse monitoramento pode avaliar a exposi\u00e7\u00e3o por todas as vias de exposi\u00e7\u00e3o. Queremos reduzir o risco \u00e0 sa\u00fade, de prefer\u00eancia com interven\u00e7\u00f5es antes de qualquer dano. \u00c9 bom para todos. Empregadores e trabalhadores.\u201d, destacou Dra. Kate.<\/p>\n<p>Conforme explicou, o foco principal do monitoramento \u00e9 verificar os efeitos precoces, potencialmente revers\u00edveis. A avalia\u00e7\u00e3o deve considerar o tempo de exposi\u00e7\u00e3o, comportamento, equipamentos de prote\u00e7\u00e3o e outros. \u201cSe interromper a exposi\u00e7\u00e3o o feito ser\u00e1 revertido. Se continuar, a internaliza\u00e7\u00e3o resulta em doen\u00e7as e \u00e9 isso que tentamos prevenir diariamente\u201d, observou.<\/p>\n<p>Ao longo da palestra, a professora recomendou um link para acesso a um documento sobre o biomonitoramento publicado recentemente pela OCDE, entre outras dicas. Ela tamb\u00e9m fez uma explana\u00e7\u00e3o sobre quais as amostras devem ser colhidas, o que fazer com elas, entre outros procedimentos. \u201cOs trabalhadores devem estar bem informados sobre os testes e somente laborat\u00f3rios certificados devem ser utilizados\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Intelig\u00eancia artificial<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47186 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio7-800x469.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"469\" \/><\/p>\n<p>A quarta palestra do dia abordou a \u2018Intelig\u00eancia Artificial e Sa\u00fade Ocupacional\u2019, com o Dr. Santiago Aldaz, da Argentina, coordenador M\u00e9dico Nacional do Pr\u00f3-Mediar e consultor em sa\u00fade ocupacional do Instituto Santa Isabel e S\u00e3o Francisco Solano.<\/p>\n<p>Para falar da intera\u00e7\u00e3o entre a IA e a sa\u00fade ocupacional, um dos primeiros destaques feito pelo Dr. Aldaz foi a \u00e9tica. \u201cPodemos eliminar certos trabalhos e criar outros com a IA, mas \u00e9 fundamental considerar as responsabilidades \u00e9ticas da cria\u00e7\u00e3o da IA\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>A palestra ilustrou as diversas fases de desenvolvimento da IA, desde a d\u00e9cada de 1950, quando o termo foi utilizado pela primeira vez por John McCarthy, at\u00e9 os dias de hoje. Os impactos positivos e negativos tamb\u00e9m foram expostos. Do lado positivo, a IA permite a melhora da efici\u00eancia, a qualidade e a produtividade do trabalho. Do ponto de vista da rela\u00e7\u00e3o negativa, envolve maior carga de trabalho, isolamento social e o perigo para a privacidade dos trabalhadores, entre outras quest\u00f5es complexas, como frisou Dr. Aldaz.<\/p>\n<p>\u201cA IA tem muitas oportunidades e desafios para a sa\u00fade ocupacional dentro da automatiza\u00e7\u00e3o de tarefas mediante os rob\u00f4s, que podem evitar que os trabalhadores se exponham a situa\u00e7\u00f5es perigosas. Os rob\u00f4s podem facilitar o acesso ao emprego de pessoas com necessidades especiais, al\u00e9m de melhorar a produ\u00e7\u00e3o, os riscos trabalhistas e prever precocemente doen\u00e7as do trabalho. Mas, a \u00e9tica e os direitos humanos cumprem um papel importante na concep\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o da Intelig\u00eancia Artificial,\u201d sublinhou o palestrante.<\/p>\n<p>Minera\u00e7\u00e3o em altas altitudes<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47187 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio8-800x413.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"413\" \/><\/p>\n<p>A quinta palestra do Simp\u00f3sio da ANAMT foi sobre Sa\u00fade Ocupacional na Minera\u00e7\u00e3o de Alta Altitude, com Dr. Ignacio M\u00e9ndez Campos, m\u00e9dico cirurgi\u00e3o formado pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Chile e Mestre em Sa\u00fade P\u00fablica pela Universidade do Chile.<\/p>\n<p>Dr. M\u00e9ndez disse que levou em considera\u00e7\u00e3o que o tema provavelmente seja pouco conhecido no Brasil, por se tratar de trabalho em grandes altitudes, a partir dos tr\u00eas mil metros acima do n\u00edvel do mar. Ele fez uma revis\u00e3o geral sobre o que s\u00e3o altitudes geogr\u00e1ficas, os impactos gerados na sa\u00fade humana e como \u00e9 hoje o trabalho em grandes alturas no Chile, principalmente na minera\u00e7\u00e3o, e como \u00e9 a gest\u00e3o da sa\u00fade ocupacional nessas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>No Brasil, disse o m\u00e9dico, o ponto mais alto \u00e9 o Pico da Neblina, com tr\u00eas mil metros. No Chile, muitos locais est\u00e3o acima dos 3 mil metros e chegam at\u00e9 mesmo a 7 mil metros acima do n\u00edvel do mar. \u201cNo mesmo continente temos condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas espec\u00edficas que condicionam exposi\u00e7\u00f5es e condi\u00e7\u00f5es de trabalho muito diferentes\u201d, observou.<\/p>\n<p>No Chile, segundo Dr. Ignacio M\u00e9ndez, a minera\u00e7\u00e3o \u00e9 predominante quando se fala de trabalho em grandes altitudes. S\u00e3o de 200 a 300 mil pessoas trabalhando nesses locais de forma habitual, al\u00e9m de motoristas de transportes transandino para os pa\u00edses vizinhos, como Argentina e Bol\u00edvia, em atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas localizadas entre 3 a 4 mil metros de altura. Al\u00e9m de policiamento, servi\u00e7os agr\u00edcolas, alf\u00e2ndegas, geologia, geot\u00e9cnica e astronomia.<\/p>\n<p>\u201cEm grande altura temos efeitos fisiol\u00f3gicos, anat\u00f4micos e bioqu\u00edmicos nas pessoas expostas, mas que s\u00e3o revers\u00edveis. Mas, acima dos 5,5 mil metros, as pessoas podem permanecer pouco tempo e o risco para a sa\u00fade \u00e9 alto a n\u00e3o ser que usemos medidas de mitiga\u00e7\u00e3o, como oxigena\u00e7\u00e3o\u201d, detalhou o especialista.<\/p>\n<p>De acordo com ele, a descida \u00e9 a \u00fanica terapia para todas as complica\u00e7\u00f5es apresentadas na altura e a terapia inicial al\u00e9m de outras alternativas de apoio a serem consideradas. \u201cAs empresas t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de formar e capacitar anualmente, com avalia\u00e7\u00f5es, programas preventivos, protocolos de aclimata\u00e7\u00e3o, medidas de impacto na sa\u00fade mental, e outras a\u00e7\u00f5es\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Antigos e novos perigos<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47188 size-fusion-600\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio10-600x338.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"338\" \/><\/p>\n<p>Encerrando o primeiro dia do Simp\u00f3sio, o tema \u2018Sa\u00fade Total do Trabalhador\u2019 foi apresentado por Dr. L. Casey Chosewood, diretor associado para iniciativas estrat\u00e9gicas do NIOSH e diretor do Office for Total Worker Health (TWH), nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ele tra\u00e7ou um panorama sobre a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos EUA considerando a pandemia e o p\u00f3s pandemia, que geraram muitas incertezas no mercado de trabalho.<br \/>\n\u201cAqui, nas pesquisas e levantamentos percebemos que os trabalhadores est\u00e3o em modo sobreviv\u00eancia\u201d, salientou o m\u00e9dico ao acrescentar que h\u00e1 tamb\u00e9m uma falta de contentamento, uma tristeza com a situa\u00e7\u00e3o corrente, tendo em vista que as pessoas t\u00eam empregos diferentes do que tinham antes e menos est\u00e1veis.<\/p>\n<p>A palestra detalhou a situa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, principalmente daqueles com empregos de menor remunera\u00e7\u00e3o, como na constru\u00e7\u00e3o civil e na \u00e1rea rural, mas falou tamb\u00e9m de todos os reflexos da pandemia na popula\u00e7\u00e3o em geral, como a redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida, crian\u00e7as \u00f3rf\u00e3s, aumento da ansiedade e depress\u00e3o nos trabalhadores e aumento do uso de drogas.<\/p>\n<p>O especialista falou tamb\u00e9m das previs\u00f5es sobre o trabalho no futuro pr\u00f3ximo, com as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas. \u201c\u00c9 um desafio porque seres humanos n\u00e3o evoluem com a mesma velocidade que a tecnologia e sentimos culpa de n\u00e3o conseguirmos nos adaptar rapidamente. Isso \u00e9 muito estressante. Mesmo trabalhadores mais jovens est\u00e3o reclamando do ritmo acelerado das mudan\u00e7as e tecnologias. Esperamos ver escassez de trabalhadores em todos os n\u00edveis, mesmo de altas compet\u00eancias. Esperamos tamb\u00e9m um deslocamento de trabalhadores que perderam seus empregos para a automa\u00e7\u00e3o e intelig\u00eancia artificial\u201d, exemplificou.<\/p>\n<p>A tecnologia afeta todos os aspectos da vida como ressaltou o m\u00e9dico. \u201cN\u00e3o podemos esquecer dos problemas antigos ao mesmo tempo que nos preparamos para os novos desafios\u2019, sublinhou.<\/p>\n<p>As apresenta\u00e7\u00f5es na manh\u00e3 de s\u00e1bado (6 de maio), segundo dia do II Simp\u00f3sio Internacional da ANAMT, contou com palestras de especialistas de quatro pa\u00edses, que trataram sobre \u2018SST nas atividades de petr\u00f3leo e g\u00e1s\u2019, \u2018Question\u00e1rio Latino para doen\u00e7as muscoesquel\u00e9ticas\u2019, \u2018Panorama de enfermidades profissionais na Col\u00f4mbia\u2019 e \u2018Biot\u00e9tica e \u00c9tica\u2019.<\/p>\n<p>Question\u00e1rio Latino<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47197 size-full\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio13.png\" alt=\"\" width=\"549\" height=\"409\" \/><\/p>\n<p>O Simp\u00f3sio teve in\u00edcio com o \u2018Question\u00e1rio Latino para Doen\u00e7as Muscoloesquel\u00e9ticas\u2019, com a Dra. Daniela Colombini, M\u00e9dica em Medicina do Trabalho e Estat\u00edstica e presidente e diretora da Escola Internacional de Ergonomia de Postura e Movimento de Ergonomia (EPM IES).<\/p>\n<p>A especialista, que \u00e9 coautora do M\u00e9todo OCRO, apresentou algumas t\u00e9cnicas para estudos epidemiol\u00f3gicos e t\u00e9cnicas anamn\u00e9sicas para a pesquisa e avali\u00e7\u00e3o preliminares das doen\u00e7as musculoesquel\u00e9ticas para fins de tratamento, acompanhamento e estudo epidemiol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u201cA primeira atividade do m\u00e9dico do trabalho \u00e9 conhecer como o risco \u00e9 avaliado e como o seu significado \u00e9 interpretado, com a an\u00e1lise de todos os fatores de risco ocupacionais que podem causar a sobrecarga biomec\u00e2nica. Para organizar um sistema apropriado de vigil\u00e2ncia \u00e9 importante saber quais patologias musculoesquel\u00e9ticas s\u00e3o de interesse ocupacional do trabalho para organizar um sistema apropriado de vigil\u00e2ncia\u201d, explicou durante a exposi\u00e7\u00e3o do tema.<\/p>\n<p>Ela explicou que \u00e9 preciso cumprir a primeira fase de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria, ligada a parte anamn\u00e9sica. \u201cPara o m\u00e9dico do trabalho, constitui uma ferramenta importante e f\u00e1cil de usar, para decidir quais trabalhadores devem iniciar a segunda fase instrumental cl\u00ednica e \u00e9 um instrumento para a pesquisa epidemiol\u00f3gica inicial. Esse trabalho foi publicado na Revista Brasileira de medicina do Trabalho\u201d, informou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47198 size-fusion-600\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio12-600x312.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"312\" \/><\/p>\n<p>Dra. Daniela apresentou as fichas do Question\u00e1rio Latino e falou sobre os campos, separados por g\u00eanero, membros superiores, coluna e membros inferiores. Falou tamb\u00e9m sobre o software Excel, que auxilia o preenchimento do question\u00e1rio, j\u00e1 oferecendo dados estat\u00edsticos, automaticamente, e outras informa\u00e7\u00f5es para an\u00e1lise.<br \/>\nDr. Ruddy Facci fez uma breve apresenta\u00e7\u00e3o para complementar a palestra da Dra. Daniela Colombini, com mais detalhes sobre o question\u00e1rio, al\u00e9m de demonstrar as facilidades da automa\u00e7\u00e3o da planilha.<\/p>\n<p>Petr\u00f3leo e G\u00e1s<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47199 size-fusion-600\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio11-600x323.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"323\" \/><\/p>\n<p>A segunda palestra foi sobre \u2018SST nas Atividades de Petr\u00f3leo e G\u00e1s\u2019, com a apresenta\u00e7\u00e3o do Dr. Sandeep Sharma, Gerente Geral Corporativo de Sa\u00fade, Seguran\u00e7a, Meio Ambiente e Medicina da Indian Oil Corporation e Secret\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade Ambiental e Ocupacional, Delhi (AEOHD).<\/p>\n<p>Dr. Sharma falou sobre os grandes desafios e riscos que envolvem as atividades na ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s, que emprega milhares de trabalhadores na \u00cdndia. Ele enumerou situa\u00e7\u00f5es que precisam de controle permanente, como lidar com material altamente inflam\u00e1vel, altas temperaturas e press\u00e3o, uso de muito hidrog\u00eanio em tecnologias modernas, corrosividade, reatividade, vazamentos entre outras situa\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<p>O especialista tamb\u00e9m falou sobre a fadiga como um fator de risco para acidentes e as causas desse estado, como concentra\u00e7\u00e3o por per\u00edodos de tempo muito longos, realiza\u00e7\u00e3o de trabalho remoto e repetitivo e outros que exigem esfor\u00e7o f\u00edsico cont\u00ednuo constante.<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico, os trabalhadores da Indian Oil contam com hospitais, servi\u00e7os de enfermagem, al\u00e9m de uma equipe multidisciplinar, como m\u00e9dicos, higienistas, enfermeiras, pessoas de laborat\u00f3rios m\u00e9dicos, fisioterapeutas. \u201cA India Oil \u00e9 uma ind\u00fastria que traz muitos desafios e j\u00e1 fomos premiados em diferentes \u00e1reas,\u201d complementou.<\/p>\n<p>Sa\u00fade e Seguran\u00e7a na Col\u00f4mbia<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47200 size-fusion-600\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio14-600x336.png\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"336\" \/><\/p>\n<p>\u2018Panorama de enfermidades profissionais na Col\u00f4mbia\u2019 foi o tema do Dr. Juan Ignacio Rincon Sarmiento, Chefe da Divis\u00e3o de Seguran\u00e7a Ocupacional da Universidade Nacional, sediada em Bogot\u00e1, Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Dr. Sarmiento falou sobre a realidade e evolu\u00e7\u00e3o das atividades ocupacionais na Col\u00f4mbia nos \u00faltimos anos. \u201cTivemos mudan\u00e7as importantes nesse per\u00edodo\u201d, avaliou o m\u00e9dico, ao destacar a import\u00e2ncia do Sistema Geral de Seguridade Social da Col\u00f4mbia, criado h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia tem mais tr\u00eas estruturas de apoio social \u00e0 popula\u00e7\u00e3o: o Sistema Geral de Sa\u00fade, que cobre todas as doen\u00e7as comuns (n\u00e3o ocupacionais), que correspondem a 80% dos casos no pa\u00eds; o Sistema Geral de Riscos Laborais e um Sistema de Pens\u00e3o, disse o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>A Col\u00f4mbia soma 51,609 milh\u00f5es de habitantes. Desse total, 43% da popula\u00e7\u00e3o trabalha. No entanto, somente 9,260 milh\u00f5es est\u00e3o formalmente vinculadas ao trabalho, enquanto cerca de 58% dos trabalhadores \u00e9 informal.<\/p>\n<p>\u201cNos \u00faltimos 20 anos, o Minist\u00e9rio do Trabalho e de Sa\u00fade e o Minist\u00e9rio de Prote\u00e7\u00e3o Social fizeram importantes esfor\u00e7os para estabelecer v\u00e1rias normativas. As empresas t\u00eam o dever de cumprir as quest\u00f5es de seguran\u00e7a ocupacional, mas as normas s\u00f3 alcan\u00e7am o setor formal do trabalho\u201d, sublinhou Dr. Sarmiento.<\/p>\n<p>No entanto, somente as grandes empresas implantam os programas de sa\u00fade ocupacional como exigem as normas legais. \u201cAs pequenas e m\u00e9dias empresas ainda est\u00e3o numa fase muito b\u00e1sica nesse tipo de implementa\u00e7\u00e3o de leis porque n\u00e3o t\u00eam recursos\u201d, avaliou Dr. Sarmiento.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, ainda n\u00e3o existe um sistema integrado capaz de fornecer dados precisos sobre quantas doen\u00e7as ocupacionais afetam os trabalhadores, mas pesquisas em andamento devem estabelecer as diferen\u00e7as entre o que \u00e9 considerado patologia ocupacional e n\u00e3o ocupacional, conforme explicou o m\u00e9dico. \u00c9 o governo nacional quem determina, de forma peri\u00f3dica, as doen\u00e7as consideradas ocupacionais.<\/p>\n<p>Bio\u00e9tica e \u00c9tica<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47201 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio15-800x419.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"419\" \/><\/p>\n<p>Dr. Rui Nunes, doutor em Medicina na \u00c1rea de Bio\u00e9tica pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, em Portugal (FMUP), destacou o tema \u2018Bio\u00e9tica e \u00c9tica\u2019.<br \/>\nA evolu\u00e7\u00e3o nas pesquisas cient\u00edficas em biologia e medicina, somados aos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos indicam que n\u00e3o haver\u00e1 retorno e o desfio \u00e9 conciliar a \u00e9tica m\u00e9dica tradicional com a vis\u00e3o moderna, que \u00e9 designada bio\u00e9tica. Com essa perspectiva que Dr. Rui Nunes iniciou a palestra.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a nova \u00e9tica da vida, de todas as formas, j\u00e1 n\u00e3o apenas da vida humana, j\u00e1 n\u00e3o apenas da rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico e paciente\u201d, pontuou ao demonstrar preocupa\u00e7\u00e3o com os rumos da quest\u00e3o, especialmente diante das novas tecnologias, como Intelig\u00eancia Artificial (IA) e rob\u00f3tica.<\/p>\n<p>\u201cA ci\u00eancia cumpre um objetivo central na humanidade, mas n\u00e3o pode estar em completa rota livre, precisa ser acompanhada de conceitos \u00e9ticos muito bem consolidados, na melhor harmonia poss\u00edvel na cena internacional\u201d, defende o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>Dr. Rui Nunes relatou uma visita que fez a um hospital onde rob\u00f4s j\u00e1 fazem atendimentos para casos menos graves na emerg\u00eancia. \u201cTemos que ter no\u00e7\u00e3o de como as coisas est\u00e3o evoluindo\u201d, acentuou.<\/p>\n<p>\u201cA IA mudar\u00e1 radicalmente as nossas vidas e ningu\u00e9m pense que apenas como cidad\u00e3os, mas como m\u00e9dicos. Temos que ter essa no\u00e7\u00e3o muito clara que desde o diagn\u00f3stico ao tratamento, a aten\u00e7\u00e3o que \u00e9 dispensada a nossos pacientes, tudo vai mudar nos pr\u00f3ximos anos\u201d.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m criticou poss\u00edveis experi\u00eancias que fujam \u00e0 \u00e9tica estabelecida para experimentos com genes humanos. \u201cA altera\u00e7\u00e3o da natureza humana \u00e9 uma enorme caixa de pandora,\u201d acentuou.<\/p>\n<p>Forma\u00e7\u00e3o da especialidade em Portugal<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47214 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio16-800x457.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"457\" \/><\/p>\n<p>Na palestra seguinte, Dr. Nuno Saldanha, m\u00e9dico especialista em Medicina do Trabalho com Certifica\u00e7\u00e3o Europeia pela UEMS, falou sobre a Forma\u00e7\u00e3o do M\u00e9dico do Trabalho em Portugal. Ele detalhou o processo, que tem in\u00edcio com os seis anos do curso de Medicina, seguidos po uma prova nacional de acesso, realizada anualmente para participar de um internato de forma\u00e7\u00e3o geral que dura doze meses.<\/p>\n<p>A atividade \u00e9 seguida por outro internato, de forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em Medicina do Trabalho, com dura\u00e7\u00e3o de quatro anos, somente realizado em hospitais p\u00fablicos. Ele detalhou as etapas do internato, que abrange est\u00e1gios obrigat\u00f3rios e opcionais em diversas \u00e1reas. Ainda h\u00e1 uma forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica obrigat\u00f3ria, mas que n\u00e3o d\u00e1 acesso \u00e0 especialidade.<\/p>\n<p>Sobre a avalia\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o, Dr, Nuno explicou que \u00e9 realizada um exame anual pelos m\u00e9dicos do trabalho do hospital do internato. Tamb\u00e9m ocorre um processo nacional que abrange avalia\u00e7\u00e3o curricular, te\u00f3rica e pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>O palestrante tamb\u00e9m falou sobre o trabalho desses profissionais, como realiza\u00e7\u00e3o de exames de admiss\u00e3o, peri\u00f3dicos e ocasionais, avali\u00e7\u00e3o de acidentes de trabalho, visitas e interven\u00e7\u00f5es nos postos de trabalho, rastreio de riscos, como de exposi\u00e7\u00e3o a radia\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as como tuberculose e risco biol\u00f3gico, entre outras atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Riscos Psicossociais<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47215 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio17-800x417.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"417\" \/><\/p>\n<p>Dr. Quentin Durand-Moreau, diretor de Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Medicina do Trabalho da Universidade de Alberta (Canad\u00e1), abordou os Riscos Psicossociais. Ele apresentou defini\u00e7\u00f5es de estresse e de riscos psicossociais, que podem ser demandas psicol\u00f3gicas que devem ser avaliadas ap\u00f3s serem levantadas e o potencial para causar danos psicol\u00f3gicos ou f\u00edsicos.<\/p>\n<p>Demanda e complexidade do trabalho, al\u00e9m de press\u00e3o e a pr\u00f3pria cultura da empresa podem ser consideradas demandas emocionais, assim como exaust\u00e3o emocional. \u201cPensar em demandas de trabalho quando n\u00e3o se est\u00e1 trabalhando \u00e9 normal, o problema \u00e9 a sobrecarga. Tenha em mente maneiras de avaliar isso\u201d, destacou, acrescentando que, no caso de trabalhadores que lidam com o p\u00fablico, em especial pessoas que estejam vulner\u00e1veis ou ansiosas, a empresa deve pensar em formas de proteger o trabalhador.<\/p>\n<p>Gest\u00e3o de Sa\u00fade Ocupacional<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47216 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio18-800x413.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"413\" \/><\/p>\n<p>Em seguida, o m\u00e9dico equatoriano Dr. Klever Parra, diretor geral da IPS, falou sobre Gest\u00e3o de Sa\u00fade Ocupacional. Ele explicou que os sistemas de gest\u00e3o de SST tem por finalidade identificar riscos e oportunidades do trabalho realizado e tamb\u00e9m da pr\u00f3pria ferramenta de gest\u00e3o. A ferramenta ainda re\u00fane elementos que estabelecem uma pol\u00edtica de SST, como indicadores de gest\u00e3o que podem ser verificados posteriormente, al\u00e9m de equipes especializadas.<\/p>\n<p>Dr. Klever explicou que, no Equador, a responsabilidade sobre o tema \u00e9 das empresas, o que demanda investimentos na sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho dos trabalhadores. Entre os regulamentos existentes na \u00e1rea, ele apontou o regulamento andino da \u00e1rea e o ISSO 45001, que \u00e9 usado mundialmente. No caso deste, pontos como conhecer a organiza\u00e7\u00e3o, eliminar perigos e reduzir riscos para trabalhadores identificados em situa\u00e7\u00e3o de risco. \u201cSem identifica-los, n\u00e3o h\u00e1 como ter plano de a\u00e7\u00e3o\u201d, detalhou. Dr. Klever ainda falou da import\u00e2ncia de ter m\u00e9tricas para controlar eventuais riscos. \u201cIdentificar os perigos no local de trabalho \u00e9 fundamental para planejar a\u00e7\u00f5es efetivas\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Sa\u00fade, seguran\u00e7a e meio ambiente<\/p>\n<p>Dra. Aida Montiel, do M\u00e9xico, abordou o assunto Sa\u00fade, Seguran\u00e7a e Meio Ambiente no M\u00e9xico. Ela falou sobre o programa de sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho no pa\u00eds e a legisla\u00e7\u00e3o sobre o tema, que abrange a Constitui\u00e7\u00e3o local, leis ambientais e lei de seguridade social, que estabelece a obrigatoriedade de ter m\u00e9dicos nas empresas e outros aspectos, como tempo de descanso e restri\u00e7\u00f5es para gestantes.<\/p>\n<p>Sobre o programa de SST, Dra. Ainda explicou que as empresas podem se certificar. Ela tamb\u00e9m pontuou o uso da ISO 45001 no M\u00e9xico.<\/p>\n<p>ICOH 2024<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-47217 size-fusion-800\" src=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/simposio19-800x448.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"448\" \/><\/p>\n<p>A \u00faltima palestra do II Simp\u00f3sio Internacional da ANAMT foi realizada pelo m\u00e9dico marroquino Dr. Abdeljalil El Kholti, que falou sobre o 34\u00ba Congresso Internacional de Sa\u00fade Ocupacional (ICOH 2024), que ser\u00e1 entre os dias 28 de abril e 4 de maio de 2024 em Marraquexe, no Marrocos. Ele mostrou suas participa\u00e7\u00f5es nas edi\u00e7\u00f5es anteriores do evento, datas-chave do Congresso at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o, a programa\u00e7\u00e3o e o local de realiza\u00e7\u00e3o. O presidente da ANAMT, Dr, Francisco Fernandes, ressaltou que a ANAMT est\u00e1 promovendo o evento no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ANAMT realizou, nos dias 5 e 6 de maio, o 2\u00ba Simp\u00f3sio Internacional de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho ANAMT (II ANAMT International Symposium on Occupational Heath &amp; Safety), com transmiss\u00e3o ao vivo pela plataforma da ANAMT Virtual. A abertura oficial do evento teve a participa\u00e7\u00e3o do Dr. Francisco Cortes Fernandes, presidente da ANAMT, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[77,8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47180"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=47180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/47180\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=47180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=47180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=47180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}