{"id":42981,"date":"2021-10-04T08:52:27","date_gmt":"2021-10-04T11:52:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=42981"},"modified":"2021-10-04T09:21:15","modified_gmt":"2021-10-04T12:21:15","slug":"anamt-comemora-o-dia-do-medico-do-trabalho-com-relatos-de-profissionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2021\/10\/04\/anamt-comemora-o-dia-do-medico-do-trabalho-com-relatos-de-profissionais\/","title":{"rendered":"ANAMT comemora o Dia do M\u00e9dico do Trabalho com relatos de profissionais"},"content":{"rendered":"<p>O Dia 4 de outubro \u00e9 marcado pela celebra\u00e7\u00e3o do Dia do M\u00e9dico do Trabalho. Em homenagem aos profissionais dedicados \u00e0 especialidade, a ANAMT publica sete relatos de colegas que participaram da campanha &#8220;Orgulho de ser m\u00e9dico do trabalho\u201d, lan\u00e7ada pela Associa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o hist\u00f3rias que marcaram a carreira de cada um e que os fizeram refletir sobre orgulho que sentem de ter seguido esse caminho.<\/p>\n<p>A data foi escolhida como homenagem ao nascimento do m\u00e9dico italiano Bernardino Ramazzini (1633-1714), considerado o pai da Medicina do Trabalho. Autor do livro mais antigo sobre o tema, \u2018As Doen\u00e7as dos Trabalhadores\u2019, publicado em 1700, Ramazzini continua atual at\u00e9 os dias de hoje, na opini\u00e3o dos especialistas. Formado em Medicina e Filosofia em 1659, ele foi pioneiro na associa\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as \u00e0 certas atividades laborais.<\/p>\n<p><strong>Dra. Maria Luiza A. Bastos \u2013 Mestre em Sa\u00fade Coletiva<\/strong><\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 alguns anos, atendi uma senhora que solicitava licen\u00e7a m\u00e9dica para tratamento de neoplasia hematol\u00f3gica. Ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00f5es e perguntas iniciais questionei:<br \/>\n\u201cEm que a Sra. trabalha?\u201d<br \/>\nVisivelmente surpresa, essa senhora me respondeu:<br \/>\n&#8220;\u00c9 a primeira vez que me fazem essa pergunta aqui. Eu sou agente de combate a endemias.\u201d<br \/>\nNa sequ\u00eancia, ela me explicou de forma muito calorosa como era seu trabalho ao longo de mais de 30 anos de profiss\u00e3o. Inclusive com alguns detalhes sobre emprego de inseticidas e outros produtos qu\u00edmicos.<br \/>\nNada cansativo, pelo contr\u00e1rio, resumiu sua hist\u00f3ria ocupacional at\u00e9 o diagn\u00f3stico da leucemia. Entre um processo de tratamento oncol\u00f3gico e outro sempre voltava \u00e0 atividade, pois n\u00e3o desejava comparecer a diversas per\u00edcias.<br \/>\nQuanto a minha conduta, licen\u00e7a concedida. No entanto, solicitei seu retorno com algumas informa\u00e7\u00f5es direcionadas ao seu hematologista. Naquele momento final da consulta, ela disse:<br \/>\n\u201cObrigada por me ouvir\u201d<br \/>\nEm resposta, eu disse: \u201cainda n\u00e3o acabou, por favor, retorne com essas solicita\u00e7\u00f5es, vou estudar seu caso.&#8221;<br \/>\nComecei a pesquisar sobre o modus operandi dos trabalhadores das endemias, suas ra\u00edzes hist\u00f3ricas no combate \u00e0 febre amarela, e o uso de inseticidas diversos. Debrucei-me sobre a literatura cient\u00edfica e grandes cortes internacionais com exposi\u00e7\u00f5es semelhantes. Encontrei diversos estudos sobre associa\u00e7\u00f5es de pesticidas com neoplasias.<br \/>\nNo segundo momento, recebi dessa trabalhadora um parecer quanto aos questionamentos que fiz a seu m\u00e9dico assistente, preparei um relat\u00f3rio m\u00e9dico ocupacional e, por \u00faltimo, fiz uma solicita\u00e7\u00e3o para aposentadoria por doen\u00e7a relacionada ao trabalho. Quando expliquei o motivo daquele segundo encontro, ela respondeu:<br \/>\n\u201cEu sabia. Eu sempre soube que essa minha doen\u00e7a tinha rela\u00e7\u00e3o com meu trabalho, mas sempre que eu tocava no assunto aqui, pediam para eu provar. Ta\u00ed, a Sra. fez isso por mim.\u201d<br \/>\nEu n\u00e3o sei expressar em palavras meu sentimento naquele momento.<br \/>\nPassaram-se alguns meses e tive um doce reencontro com esta Sra., ela veio a mim e agradeceu:<br \/>\n\u201cDra, n\u00e3o sei se a Sra. lembra de mim\u201d \u2013 disse<br \/>\n\u201cComo posso me esquecer? Como a Sra. est\u00e1?\u201d<br \/>\n\u201cEu sou uma mulher aposentada com doen\u00e7a do trabalho reconhecida (pausa), muito obrigada.\u201d<br \/>\nEssa hist\u00f3ria marcou minha trajet\u00f3ria como m\u00e9dica do trabalho, mudou minhas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 especialidade e despertou em mim um novo olhar sobre o atendimento aos trabalhadores.\u201d<\/p>\n<p><strong>Dra. Maria Laura Jorge Piovesana \u2013 Especialista pela ANAMT\/AMB<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSou m\u00e9dica do trabalho h\u00e1 oito anos, com t\u00edtulo de especialista pela ANAMT e AMB. Diretora Executiva Adjunta de Interc\u00e2mbio, Imprensa e Divulga\u00e7\u00e3o da Sociedade Paraense de Medicina do Trabalho (SPMT). Consultora, Gestora e Coordenadora de Sa\u00fade Ocupacional. Perita Judicial no Estado do Cear\u00e1. Assistente t\u00e9cnica pericial e palestrante. Atuando, neste momento, em regime de CLT na empresa Camargo Corr\u00eaa Infra Constru\u00e7\u00f5es S.A. \u2013 Obra Contorno de Florian\u00f3polis.<\/p>\n<p>\u201cIniciei fazendo atendimentos m\u00e9dicos ocupacionais em cl\u00ednicas terceiras, vendo, em sua maioria, tratarem o ASO como documento comercial, e, n\u00e3o, ferramenta de sa\u00fade b\u00e1sica, necess\u00e1ria para constatar aptid\u00e3o e o seguro desempenho das fun\u00e7\u00f5es que cada indiv\u00edduo exercer\u00e1 ao ser contratado.<br \/>\nHoje me considero realizada profissionalmente, com um curr\u00edculo de peso e cheio de aprendizado. Atrav\u00e9s da especialidade tive grandes oportunidades e pude conhecer diversas culturas, povos e cren\u00e7as. Portanto, s\u00f3 posso e devo agradecer sempre.\u201d<\/p>\n<p><strong>Dr. Arnaldo Leal Junior<\/strong><\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o v\u00e1rias as hist\u00f3rias da minha jornada de M\u00e9dico do Trabalho. Trabalho numa empresa de Grau de Risco 4 \u2013 e fazemos tamb\u00e9m a parte de emerg\u00eancia na \u00e1rea. Somos treinados em ACLS \/ PHTLS e v\u00e1rios cursos.<br \/>\nCerto dia, fomos acionados para atendimento, bem afastado da Medicina do Trabalho. Falaram que se tratava de um empregado com mal-estar. (Aqui fazemos muitos simulados e temos apoio do Bombeiro Industrial).<br \/>\nGastamos cerca de 7 a 8 minutos no deslocamento. Ao chegarmos no local, o bombeiro j\u00e1 fazia RCP no empregado. Assumimos o caso e j\u00e1 pegamos nosso DEA na ambul\u00e2ncia.<br \/>\nForam cerca de 5 choques no local, at\u00e9 o paciente voltar a ficar consciente; fizemos a remo\u00e7\u00e3o e foram mais tr\u00eas choques dentro da ambul\u00e2ncia.<br \/>\nAo chegarmos ao hospital, passamos o caso de morte s\u00fabita abortada e hoje o empregado est\u00e1 vivo e com um desfibrilador implantado no peito.\u201d<br \/>\n\u201cOutro caso, foi de um empregado mec\u00e2nico de manuten\u00e7\u00e3o que veio fazer peri\u00f3dico. Ao passar pela recep\u00e7\u00e3o da MT j\u00e1 vi que ele estava um tanto p\u00e1lido, na verdade meio esverdeado.<br \/>\nAo atend\u00ea-lo, chegamos \u00e0 conclus\u00e3o que paciente estava com sangramento retal que n\u00e3o havia sido investigado. Na mesma hora colocamos na ambul\u00e2ncia e foi encaminhado para o hospital. L\u00e1, ele foi operado de um tumor no c\u00f3lon direito, quase j\u00e1 sub oclu\u00eddo.<br \/>\nNa ocasi\u00e3o, ap\u00f3s a cirurgia, parecia bem. Embora tenha sido desligado da empresa h\u00e1 cerca de tr\u00eas anos, ainda mant\u00e9m contato comigo. Hoje, est\u00e1 travando uma nova batalha com um novo c\u00e2ncer em regi\u00e3o retal, mas n\u00e3o deixa de ser grato e estar pronto para lutar contra essa nova etapa na vida dele.\u201d<br \/>\nOutro caso interessante foi de um soldador aqui da empresa que atendi e que apresentava muitas les\u00f5es agudas\/subagudas e cr\u00f4nicas nos dois bra\u00e7os, secund\u00e1ria \u00e0 solda.<br \/>\nAo perguntar se estava usando os EPIs, a resposta foi sim.<br \/>\nFiz contato na mesma hora via e-mail com a Seguran\u00e7a do Trabalho, que foi in loco para avaliar a quest\u00e3o.<br \/>\nResultado, o problema estava relacionado ao uso err\u00f4neo de EPI. Os soldadores s\u00f3 estavam usando o avental. O blus\u00e3o de raspa de couro estava sem ser usado porque segundo os soldadores o blus\u00e3o \u00e9 muito quente.<br \/>\nNa verdade, ser M\u00e9dico do Trabalho \u00e9 ser dedicado e estar ao lado do trabalhado, para que ele trabalhe com sa\u00fade e seguran\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p><strong>Dr. Paulo Roberto Lima \u2013 Anestesiologista. Certifica\u00e7\u00e3o em Medicina Aeroespacial<\/strong><\/p>\n<p>\u201cSou M\u00e9dico do Trabalho h\u00e1 apenas cinco anos, embora seja formado h\u00e1 25 anos. Iniciei minha carreira nesta especialidade com o intuito de ter uma vis\u00e3o hol\u00edstica de todo o corpo de funcion\u00e1rios que estivesse sob minha responsabilidade, independente da empresa para a qual fosse contratado. Ou seja, deixaria de pensar e atuar apenas com quest\u00f5es ocupacionais.<br \/>\nHoje, como M\u00e9dico do Trabalho de uma empresa de Transporte Urbano de S\u00e3o Paulo, consigo colocar em pr\u00e1tica esta forma de atuar. Cada exame m\u00e9dico \u00e9 feito com exame cl\u00ednico conforme a semiologia\/proped\u00eautica que aprendi em minha Faculdade. Independente, se exame ocupacional ou queixa cl\u00ednica. Cada exame j\u00e1 \u00e9 caracterizado por um per\u00edodo m\u00ednimo de 15 minutos.<br \/>\nAboli a realiza\u00e7\u00e3o de campanha anual de peri\u00f3dicos ou exames em massa, porque isto levaria \u00e0 possibilidade de situa\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas de import\u00e2ncia serem deixadas de lado ou n\u00e3o investigadas.<br \/>\nO que mais me impactou foi um exame, no in\u00edcio de minha carreira como m\u00e9dico do trabalho, quando, em exame peri\u00f3dico, atendi uma funcion\u00e1ria que n\u00e3o era exposta a nenhum risco ocupacional. Ao examin\u00e1-la, realizei a palpa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o cervical e consequentemente da gl\u00e2ndula Tire\u00f3ide. Notei um aumento de volume e prov\u00e1vel n\u00f3dulo. Conversei com ela, expliquei e solicitei exames. De posse dos resultados, encaminhei a paciente a um colega cirurgi\u00e3o de cabe\u00e7a e pesco\u00e7o.<br \/>\nAp\u00f3s tr\u00eas meses, a funcion\u00e1ria retornou ao ambulat\u00f3rio e pediu para conversar comigo. Ela me procurou para agradecer e informar que havia sido submetida a Cirurgia de Tireoidectomia Total com Esvaziamento Cervical Bilateral. O diagn\u00f3stico foi de Carcinoma Papil\u00edfero da Tire\u00f3ide.<br \/>\nEla n\u00e3o sabia e nunca havia sido examinada de forma espec\u00edfica.<br \/>\nIsto demonstrou que a minha decis\u00e3o na forma de atua\u00e7\u00e3o estava correta e deveria continuar. Demonstrou que o M\u00e9dico do Trabalho \u00e9 muito mais do que quest\u00f5es e a\u00e7\u00f5es ocupacionais. \u00c9 muito mais do que verifica\u00e7\u00e3o e diminui\u00e7\u00e3o do Absente\u00edsmo. \u00c9 muito mais do que verifica\u00e7\u00e3o de projetos, programas ou cronogramas ocupacionais. \u00c9, tamb\u00e9m, ser um generalista, se poss\u00edvel, um m\u00e9dico com uma vis\u00e3o hol\u00edstica. Somos, sim, M\u00e9dicos Especialistas e devemos prezar pela qualidade e vis\u00e3o completa do ser humano, trabalhador e, por que n\u00e3o, paciente?!\u201d<\/p>\n<p><strong>Dr. Carlos Eduardo de Andrade Bezerra<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTrabalho com sa\u00fade do trabalhador h\u00e1 23 anos, e sou m\u00e9dico do trabalho h\u00e1 21 anos, professor universit\u00e1rio h\u00e1 cerca de 14 anos e professor da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de medicina do trabalho da Unoeste de Presidente Prudente (SP). Dou aula para os alunos do 11\u00ba e 12\u00ba termo de medicina da Unoeste. Quando eles me acompanham no SESMT da Prefeitura Municipal de Presidente Prudente, muitos chegam sem saber muito ao certo o que faz um m\u00e9dico do trabalho. Durante os atendimentos no ambulat\u00f3rio, realizam as consultas ocupacionais, discutimos os casos cl\u00ednicos, debatemos sobre a sa\u00fade ocupacional, falamos de atestados m\u00e9dicos, readapta\u00e7\u00f5es, reabilita\u00e7\u00f5es, as condutas previdenci\u00e1rias, entre outros assuntos, e no final do dia tem uma aula, onde debatemos a medicina do trabalho, onde est\u00e1 inserida, falamos desde Ramazzini at\u00e9 como fazer um adequado atestado m\u00e9dico.<br \/>\nNo final do est\u00e1gio, sempre pergunto se eles aprenderam alguma coisa, e fico muito satisfeito quando a maioria dos alunos diz que gostou muito de conhecer a especialidade, que n\u00e3o imaginavam o que um m\u00e9dico do trabalho fazia. Alguns dizem que nunca pensaram em medicina do trabalho como especialidade para seguir, e que depois de passar no ambulat\u00f3rio pensam na possibilidade de fazer resid\u00eancia ou uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na especialidade. Geralmente na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da faculdade, um ou dois anos depois sempre tem quatro ou cinco ex-alunos j\u00e1 fazendo a p\u00f3s. Em alguns congressos, sou abordado por ex-alunos que vem falar comigo que seguiram a especialidade \u2018por que voc\u00ea me incentivou\u2019. Uma vez, num congresso do Rio de Janeiro, eu estava com a fam\u00edlia subindo o trenzinho do Cristo Redentor e me sentei ao lado de uma jovem m\u00e9dica que tamb\u00e9m participava do congresso, que me reconheceu e disse: \u2018voc\u00ea \u00e9 o professor Bezerra de Presidente Prudente? Fiz medicina do trabalho por causa de voc\u00ea!!!\u2019 eu respondi, que sim, e brinquei com ela, \u201cvoc\u00ea \u00e9 disc\u00edpula de Ramazzini e de Bezerra\u201d. Morremos de rir&#8230;.\u201d<\/p>\n<p><strong>Dr Thiago Braz Novaes<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMeu nome \u00e9 Thiago Braz Novaes, sou m\u00e9dico e h\u00e1 10 anos escolhi, com muito orgulho e dedica\u00e7\u00e3o, a Medicina do Trabalho como minha especialidade.<br \/>\nCom certeza o que me marcou muito foi o desafio de implantar e coordenar os protocolos de sa\u00fade e preven\u00e7\u00e3o ao COVID-19 em duas grandes empresas de Santa Catarina. Em meio a tantas incertezas, criamos um cuidado genu\u00edno e cont\u00ednuo voltado para os trabalhadores e seus familiares, conseguindo, atrav\u00e9s da preven\u00e7\u00e3o, mudar muitos desfechos cl\u00ednicos, protegendo e salvando vidas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Ueslei Elias de Faria<\/strong><\/p>\n<p>\u201cMe chamo Ueslei Elias de Faria e me apaixonei pela especialidade ap\u00f3s formado. Tudo come\u00e7ou com um hobby e hoje \u00e9 uma das minhas paix\u00f5es. Me motiva levantar e trabalhar com aquilo que amo fazer. Como diria o popular, quem gosta do que faz nunca mais precisa trabalhar, pois o trabalho \u00e9 um prazer.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia 4 de outubro \u00e9 marcado pela celebra\u00e7\u00e3o do Dia do M\u00e9dico do Trabalho. Em homenagem aos profissionais dedicados \u00e0 especialidade, a ANAMT publica sete relatos de colegas que participaram da campanha &#8220;Orgulho de ser m\u00e9dico do trabalho\u201d, lan\u00e7ada pela Associa\u00e7\u00e3o. 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