{"id":42580,"date":"2021-07-12T17:07:06","date_gmt":"2021-07-12T20:07:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=42580"},"modified":"2021-07-12T17:07:46","modified_gmt":"2021-07-12T20:07:46","slug":"covid-19-taxa-de-mortalidade-nos-estados-nao-aumenta-pela-primeira-vez-no-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2021\/07\/12\/covid-19-taxa-de-mortalidade-nos-estados-nao-aumenta-pela-primeira-vez-no-ano\/","title":{"rendered":"Covid-19: taxa de mortalidade nos estados n\u00e3o aumenta pela primeira vez no ano"},"content":{"rendered":"<p>A nova edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/agencia.fiocruz.br\/sites\/agencia.fiocruz.br\/files\/u34\/boletim_covid_2021-semanas_25-26-red_2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz<\/a>, publicada nesta quinta-feira (8\/7), reafirma tend\u00eancia de melhora nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid-19 no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) pela quarta semana consecutiva. A an\u00e1lise, que compreende o per\u00edodo entre 20 de junho e 3 de julho, destaca que pela primeira vez neste ano n\u00e3o houve aumento das taxas de incid\u00eancia ou de mortalidade em nenhum estado. Nas duas \u00faltimas semanas foram observadas quedas no n\u00famero de casos novos e no n\u00famero de \u00f3bitos. \u201cAinda n\u00e3o se pode afirmar que essa tend\u00eancia \u00e9 sustentada, isto \u00e9, que vai ser mantida ao longo das pr\u00f3ximas semanas, ou se estamos vivendo um per\u00edodo de flutua\u00e7\u00f5es em torno de um patamar alto de transmiss\u00e3o, que se estabeleceu a partir de mar\u00e7o em todo o pa\u00eds\u201d, alertam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Mesmo com redu\u00e7\u00e3o expressiva no n\u00famero de casos, as taxas de incid\u00eancia de S\u00edndromes Respirat\u00f3rias Agudas Graves (SRAG) ainda s\u00e3o muito altas em v\u00e1rios estados. Em sua maioria, esses n\u00fameros indicam casos graves de Covid-19. Os pesquisadores tamb\u00e9m afirmam que os padr\u00f5es observados nos \u00faltimos meses evidenciam uma redu\u00e7\u00e3o da taxa de mortalidade, par\u00e2metro n\u00e3o acompanhado pela taxa de incid\u00eancia. Esse cen\u00e1rio pode ser resultado do avan\u00e7o da campanha de vacina\u00e7\u00e3o, que atingiu os grupos mais vulner\u00e1veis em um primeiro momento.<\/p>\n<p>Estes avan\u00e7os v\u00e3o configurando novos cen\u00e1rios. No momento atual, o curso da pandemia segue com mudan\u00e7a gradativa do perfil et\u00e1rio de casos internados e \u00f3bitos. O rejuvenescimento, com expressiva concentra\u00e7\u00e3o entre a popula\u00e7\u00e3o adulta jovem, traz novos desafios com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formas de enfrentamento da pandemia, como os relacionados a garantia da cobertura vacinal no maior estrato populacional do Brasil (30 a 59 anos), e reconhecer situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de vulnerabilidade, requerendo abordagens mais adequadas \u00e0s novas faixas et\u00e1rias, e um aprofundamento das discuss\u00f5es sobre a repercuss\u00e3o da pandemia nestes estratos populacionais.<\/p>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o ao rejuvenescimento, o novo Boletim traz resultados sobre a percep\u00e7\u00e3o de jovens de diferentes regi\u00f5es e realidades sociais sobre os efeitos da pandemia em suas vidas e na sociedade, com resultados que v\u00e3o na contram\u00e3o do efeito de culpabiliza\u00e7\u00e3o dos jovens.<\/p>\n<h3>Taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos<\/h3>\n<p>O Boletim demonstra que a maioria dos estados apresentou queda substantiva no indicador, com destaque para as mudan\u00e7as nos quadros de Tocantins (90% para 71%) e Sergipe (88% para 56%), que migraram da zona de alerta cr\u00edtico para a zona de alerta intermedi\u00e1rio e para fora da zona de alerta, respectivamente.<\/p>\n<p>Em outros 14 estados, as taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid-19 ca\u00edram pelo menos cinco pontos percentuais: Acre (37% para 26%), Par\u00e1 (63% para 55%), Amap\u00e1 (55% para 50%), Piau\u00ed (76% para 69%), Rio Grande do Norte (72% para 57%), Para\u00edba (59% para 49%), Pernambuco (76% para 63%), Alagoas (77% para 66%), Bahia (75% para 70%), Minas Gerais (75% para 70%), Paran\u00e1 (94% para 89%), Santa Catarina (92% para 85%), Mato Grosso do Sul (88% para 74%) e Goi\u00e1s (85% para 74%).<\/p>\n<p>Com queda de quatro pontos percentuais, o Rio de Janeiro saiu da zona de alerta, com a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o caindo de 63% para 59%. No Maranh\u00e3o a taxa caiu de 79% para 75% e em S\u00e3o Paulo de 76% para 72%. O Distrito Federal tem mantido o indicador relativamente est\u00e1vel, um pouco acima de 80%.<\/p>\n<p>Pela primeira vez em meses, somente um estado, Roraima (97%), apresenta taxa de ocupa\u00e7\u00e3o superior a 90%. Tamb\u00e9m na zona cr\u00edtica, com taxas entre 80% e 89%, encontram-se mais dois estados: Paran\u00e1 (89%) e Santa Catarina (85%) e o Distrito Federal (82%). Quinze estados est\u00e3o na zona de alerta intermedi\u00e1rio (\u226560% e &lt;80%): Amazonas (62%), Tocantins (71%), Maranh\u00e3o (75%), Piau\u00ed (69%), Cear\u00e1 (73%), Pernambuco (63%), Alagoas (66%), Bahia (70%), Minas Gerais (70%), Esp\u00edrito Santo (63%), S\u00e3o Paulo (72%), Rio Grande do Sul (79%), Mato Grosso do Sul (74%), Mato Grosso (76%) e Goi\u00e1s (74%). Oito estados est\u00e3o fora da zona de alerta: Rond\u00f4nia (59%), Acre (26%), Par\u00e1 (55%), Amap\u00e1 (50%), Rio Grande do Norte (57%), Para\u00edba (49%), Sergipe (56%) e Rio de Janeiro (59%).<\/p>\n<p>Seis capitais est\u00e3o com taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 80%: Boa Vista (97%), S\u00e3o Lu\u00eds (83%), Rio de Janeiro (83%), Curitiba (85%) Goi\u00e2nia (85%) e Bras\u00edlia (82%). Onze capitais est\u00e3o na zona de alerta intermedi\u00e1rio, com taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%: Porto Velho (69%), Manaus (62%), Tocantins (71%), Teresina (sem informa\u00e7\u00e3o direta; n\u00famero estimado em torno de 66%), Fortaleza (74%), Salvador (62%), Belo Horizonte (63%), Vit\u00f3ria (64%), S\u00e3o Paulo (66%), Porto Alegre (69%) e Campo Grande (78%). Dez capitais est\u00e3o fora da zona de alerta: Rio Branco (28%), Bel\u00e9m (51%), Macap\u00e1 (56%), Natal (53%), Jo\u00e3o Pessoa (48%), Recife (56%), Macei\u00f3 (57%), Aracaju (58%), Florian\u00f3polis (52%) e Cuiab\u00e1 (61%).<\/p>\n<p>Vacina\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O estudo ainda aponta que o pa\u00eds vacinou mais de 45% da popula\u00e7\u00e3o adulta com pelo menos uma dose de vacina e cerca de 16% com as duas doses. Os pesquisadores alertam que falhas operacionais no SUS podem resultar em atraso no registro das doses aplicadas. Segundo os cientistas do Observat\u00f3rio, o sucesso do Plano Nacional de Imuniza\u00e7\u00e3o depende da ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias mais adequadas de comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de melhor coordena\u00e7\u00e3o e planejamento. Tamb\u00e9m \u00e9 destacado que o surgimento de variantes continua sendo uma amea\u00e7a, com potencial de reduzir a efetividade das vacinas dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>Onze estados apresentaram percentual de vacinados com esquema completo inferior \u00e0 m\u00e9dia nacional, com destaque para Maranh\u00e3o, Paran\u00e1, Rond\u00f4nia e S\u00e3o Paulo. No Boletim ainda consta que a falta de coordena\u00e7\u00e3o nacional fez com que estados e munic\u00edpios adotassem crit\u00e9rios pr\u00f3prios quanto aos grupos priorit\u00e1rios. Em algumas localidades, inclusive, o calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o foi adiantado e por isso faltaram imunizantes para a aplica\u00e7\u00e3o da segunda dose.<\/p>\n<p>\u201cO adiantamento da vacina\u00e7\u00e3o sem a seguran\u00e7a de doses dispon\u00edveis pode causar uma situa\u00e7\u00e3o de frustra\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo o deslocamento de pessoas em busca de vacina, sobretudo em busca da segunda dose, caso se adiantem as primeiras doses e ocorra algum problema no cronograma de entrega de vacinas\u201d, ressaltam.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Fiocruz de Not\u00edcias<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nova edi\u00e7\u00e3o do Boletim do Observat\u00f3rio Covid-19 Fiocruz, publicada nesta quinta-feira (8\/7), reafirma tend\u00eancia de melhora nas taxas de ocupa\u00e7\u00e3o de leitos de UTI Covid-19 no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) pela quarta semana consecutiva. 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