{"id":42534,"date":"2021-06-29T16:32:16","date_gmt":"2021-06-29T19:32:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=42534"},"modified":"2021-06-29T16:32:16","modified_gmt":"2021-06-29T19:32:16","slug":"fiocruz-estudo-sugere-que-variante-delta-pode-causar-mais-reinfeccoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2021\/06\/29\/fiocruz-estudo-sugere-que-variante-delta-pode-causar-mais-reinfeccoes\/","title":{"rendered":"Fiocruz: estudo sugere que variante delta pode causar mais reinfec\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa que teve participa\u00e7\u00e3o de cientistas da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que a variante delta do novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) tem potencial maior de causar reinfec\u00e7\u00f5es e novos quadros de covid-19 em pessoas que haviam se curado da doen\u00e7a. A variante foi detectada pela primeira vez na \u00cdndia, mas j\u00e1 est\u00e1 presente em 85 pa\u00edses e causou a primeira morte no Brasil no \u00faltimo fim de semana.<\/p>\n<p>O trabalho foi publicado na revista cient\u00edfica Cell e detalhes foram divulgados ontem (28) pela Ag\u00eancia Fiocruz de Not\u00edcias. As conclus\u00f5es da pesquisa mostram que pessoas previamente infectadas por outras cepas do novo coronav\u00edrus t\u00eam um soro com anticorpos menos potentes contra a variante delta, que \u00e9 uma das quatro variantes de preocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 identificadas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>A Fiocruz destaca que o aumento do risco \u00e9 marcante no caso das pessoas que tiveram uma infec\u00e7\u00e3o anterior da variante gama, que foi identificada pela primeira vez em Manaus e se tornou a cepa dominante no Brasil. Nesses casos, a capacidade de os anticorpos neutralizarem a variante delta \u00e9 11 vezes menor. O mesmo ocorre com a variante beta, que foi descoberta na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>A diverg\u00eancia antig\u00eanica da variante delta \u00e9 menor quando comparada \u00e0 variante alfa, que foi a primeira de preocupa\u00e7\u00e3o a entrar no radar da OMS, ao surgir no Reino Unido. De acordo com a Fiocruz, cientistas avaliam que &#8220;o achado indica que vacinas baseadas na variante alfa podem proteger amplamente contra as variantes atuais, o que pode ser uma informa\u00e7\u00e3o relevante para a formula\u00e7\u00e3o de novos imunizantes&#8221;.<\/p>\n<p>Apesar de sugerir um escape maior do v\u00edrus ao ataque dos anticorpos produzidos em infec\u00e7\u00f5es anteriores, a pesquisa revela que as vacinas de RNA mensageiro e vetor viral, como Pfizer e AstraZeneca, continuam eficazes contra a infec\u00e7\u00e3o pela cepa delta. Essa efic\u00e1cia, por\u00e9m, \u00e9 reduzida com a muta\u00e7\u00e3o sofrida pelo v\u00edrus na prote\u00edna S, que forma a estrutura viral usada para iniciar a invas\u00e3o da c\u00e9lula do hospedeiro.<\/p>\n<p>A pesquisa constatou que a capacidade de neutralizar a variante delta \u00e9 2,5 vezes menor no caso da vacina da Pfizer, e 4,3 vezes menor para a AstraZeneca. Segundo o artigo, esses \u00edndices s\u00e3o semelhantes aos que j\u00e1 haviam sido registrados nas variantes alfa e gama. Desse modo, a variante beta continua a ser a \u00fanica em que h\u00e1 evid\u00eancia de fuga generalizada da neutraliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cParece prov\u00e1vel, a partir desses resultados, que as vacinas atuais de RNA e vetor viral fornecer\u00e3o prote\u00e7\u00e3o contra a linhagem B.1.617 [que tem tr\u00eas sublinhagens, incluindo a variante delta], embora um aumento nas infec\u00e7\u00f5es possa ocorrer como resultado da capacidade de neutraliza\u00e7\u00e3o reduzida dos soros\u201d, afirma um trecho do artigo traduzido pela Fiocruz.<\/p>\n<p>O estudo foi liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e envolveu 59 pesquisadores do Reino Unido, da China, do Brasil, dos Estados Unidos, da \u00c1frica do Sul e Tail\u00e2ndia. No Brasil, participaram o Laborat\u00f3rio de V\u00edrus Respirat\u00f3rios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz), o Laborat\u00f3rio de Ecologia de Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis na Amaz\u00f4nia do Instituto Le\u00f4nidas e Maria Deane (Fiocruz Amaz\u00f4nia) e a Funda\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade do Amazonas (FVS\/AM).<\/p>\n<p>Nas an\u00e1lises, os pesquisadores investigaram a a\u00e7\u00e3o de 113 soros, obtidos a partir de pacientes infectados e imunizados, englobando seis cepas do novo coronav\u00edrus: uma linhagem pr\u00f3xima do v\u00edrus inicialmente detectado em Wuhan, na China, no come\u00e7o da pandemia; as variantes de preocupa\u00e7\u00e3o alfa, beta, gama e delta; e a variante de interesse kapa, que \u00e9 a mesma da linhagem variante delta.<\/p>\n<p><em>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa que teve participa\u00e7\u00e3o de cientistas da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) sugere que a variante delta do novo coronav\u00edrus (SARS-CoV-2) tem potencial maior de causar reinfec\u00e7\u00f5es e novos quadros de covid-19 em pessoas que haviam se curado da doen\u00e7a. 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