{"id":40830,"date":"2020-07-22T09:57:54","date_gmt":"2020-07-22T12:57:54","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=40830"},"modified":"2020-07-22T09:57:54","modified_gmt":"2020-07-22T12:57:54","slug":"opas-diz-que-nao-ha-sinal-de-desaceleracao-da-covid-19-nas-americas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2020\/07\/22\/opas-diz-que-nao-ha-sinal-de-desaceleracao-da-covid-19-nas-americas\/","title":{"rendered":"Opas diz que n\u00e3o h\u00e1 sinal de desacelera\u00e7\u00e3o da Covid-19 nas Am\u00e9ricas"},"content":{"rendered":"<p>A propaga\u00e7\u00e3o da covid-19 n\u00e3o tem apresentado \u201csinais de desacelera\u00e7\u00e3o\u201d nas Am\u00e9ricas, disse hoje (21) a diretora da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas), Carissa Etienne, ao comentar que Brasil, Estados Unidos e M\u00e9xico s\u00e3o os pa\u00edses onde mais mortes t\u00eam ocorrido em fun\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Segundo Clarissa, s\u00f3 na semana passada, foram registrados mais 900 mil casos e 22 mil mortes no continente. \u201cAt\u00e9 ontem [20] foram 311 mil mortes nas Am\u00e9ricas\u201d, disse a diretora da Opas, em entrevista coletiva. \u201cA pandemia n\u00e3o vem mostrando sinais de uma desacelera\u00e7\u00e3o nessa regi\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com o gerente de Incidentes para Covid-19 da Opas, Sylvain Aldighieri, a entidade tem preocupa\u00e7\u00e3o especial com as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, tanto no Brasil quanto no Peru, para as quais, segundo ele, tem de ser desenvolvidas \u201cestrat\u00e9gias espec\u00edficas\u201d para evitar a piora da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA covid-19 colocou em risco boa parte da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que vive tanto em aldeias quanto em cidades\u201d, disse Aldighieri, ao defender maior aproxima\u00e7\u00e3o de l\u00edderes ind\u00edgenas das autoridades p\u00fablicas, al\u00e9m da ado\u00e7\u00e3o de medidas de isolamento e quarentena para aqueles que apresentarem sintomas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Aldighieri ressaltou que, para tal aproxima\u00e7\u00e3o ser de fato eficiente, \u00e9 necess\u00e1rio um bom trabalho de comunica\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o no sentido de traduzir a informa\u00e7\u00e3o, mas de adaptar a mensagem, levando em considera\u00e7\u00e3o pr\u00e1ticas locais e s\u00edmbolos\u201d que sejam facilmente compreendido por essas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cDestaco que a import\u00e2ncia de incluir essas lideran\u00e7as locais \u00e9 tamb\u00e9m relevante no sentido de ajud\u00e1-las na interpreta\u00e7\u00e3o de rumores [de forma a evitar a dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas]. As autoridades locais precisam ter conhecimento das pr\u00e1ticas tradicionais dessas popula\u00e7\u00f5es [como estrat\u00e9gia para uma comunica\u00e7\u00e3o mais eficiente]\u201d, acrescentou.<\/p>\n<h3>Hidroxicloroquina<\/h3>\n<p>Aldighieri refor\u00e7ou a posi\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), contra o uso de hidroxicloroquina no tratamento do novo coronav\u00edrus. \u201cN\u00e3o recomendamos o uso desse medicamento. Os estudos foram parados, e v\u00e1rios artigos publicados em revistas internacionais de alto n\u00edvel t\u00eam demonstrado a inefici\u00eancia da cloroquina para o tratamento da covid. Estes s\u00e3o aspectos importantes a serem destacados\u201d, ressaltou o gerente da Opas.<\/p>\n<p>Para o diretor do Departamento de Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis da Opas, Marcos Espinal, h\u00e1 lideran\u00e7as pol\u00edticas que precisam ser convencidas de que a covid-19 \u00e9 uma \u201cquest\u00e3o s\u00e9ria\u201d sobre \u201cum problema que ainda n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cA vida \u00e9 o mais importante. Temos de convencer alguns l\u00edderes sobre isso\u201d, afirmou Espinal.<\/p>\n<h3>Vacinas<\/h3>\n<p>De acordo com o vice-diretor da Opas, Jarbas Barbosa, h\u00e1 atualmente mais de 150 projetos de vacinas em andamento. Cinco projetos est\u00e3o na fase 3, que \u00e9 a final, ap\u00f3s o teste em humanos \u2013 medida que \u00e9 necess\u00e1ria para provar que a vacina \u00e9 segura e eficaz. Segundo Barbosa, a expectativa \u00e9 que a vacina fique pronta em um prazo entre seis meses e um ano.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante que as vacinas cheguem ao final desse processo e confirmem que podem prevenir a doen\u00e7a. Vacinas desenvolvidas em plataformas duvidosas e inovadoras podem encontrar dificuldade para acelerar esses prazos. Da\u00ed a necessidade de os pa\u00edses trabalharem de forma coordenada\u201d, afirmou Barbosa.<\/p>\n<p>Ele lembrou que j\u00e1 existem 300 milh\u00f5es de doses fabricadas da vacina em est\u00e1gio mais avan\u00e7ado. \u201cO objetivo \u00e9 chegar a 2 bilh\u00f5es de doses, que ser\u00e3o suficientes para a meta da primeira etapa, de cerca de 20% da popula\u00e7\u00e3o de todos os pa\u00edses, entre idosos, profissionais de sa\u00fade e adultos com algum tipo de enfermidade.\u201d<\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A propaga\u00e7\u00e3o da covid-19 n\u00e3o tem apresentado \u201csinais de desacelera\u00e7\u00e3o\u201d nas Am\u00e9ricas, disse hoje (21) a diretora da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (Opas), Carissa Etienne, ao comentar que Brasil, Estados Unidos e M\u00e9xico s\u00e3o os pa\u00edses onde mais mortes t\u00eam ocorrido em fun\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. 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