{"id":40618,"date":"2020-06-09T11:27:38","date_gmt":"2020-06-09T14:27:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=40618"},"modified":"2020-06-09T11:27:38","modified_gmt":"2020-06-09T14:27:38","slug":"normas-tecnicas-sobre-epis-sao-revisadas-de-acordo-com-evolucao-da-nr-35","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2020\/06\/09\/normas-tecnicas-sobre-epis-sao-revisadas-de-acordo-com-evolucao-da-nr-35\/","title":{"rendered":"Normas t\u00e9cnicas sobre EPIs s\u00e3o revisadas de acordo com evolu\u00e7\u00e3o da NR 35"},"content":{"rendered":"<p>A ABNT (Associa\u00e7\u00e3o Brasileiras de Normas T\u00e9cnicas) publicou, em maio, as revis\u00f5es de sete NBRs (normas t\u00e9cnicas) para EPIs (Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual) contra queda de altura alinhadas \u00e0s evolu\u00e7\u00f5es da NR 35 (Trabalho em Altura), trazendo requisitos como os 6kN (quilonewtons) e o conceito do SPIQ (Sistema de Prote\u00e7\u00e3o Individual Contra Quedas). S\u00e3o elas: ABNT NBR 14626 (Trava-queda deslizante incluindo a linha flex\u00edvel); 14628 (Trava-queda retr\u00e1til); 14629 (Absorvedor de energia), 15834 (Talabarte de seguran\u00e7a para reten\u00e7\u00e3o de queda); 15835 (Cintur\u00e3o de seguran\u00e7a tipo abdominal e talabarte de seguran\u00e7a para posicionamento e restri\u00e7\u00e3o); 15836 (Cintur\u00e3o de seguran\u00e7a tipo paraquedista) e 15837 (Conectores).<\/p>\n<p>O processo de estudos e atualiza\u00e7\u00e3o das referidas normas foi iniciado em 2015 pelas Comiss\u00f5es de Estudos de Trava-queda (CE 032:004.001) e de Cintur\u00e3o de Seguran\u00e7a (CE 032:004003) do CB 32 (Comit\u00ea Brasileiro de Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual). \u201cA revis\u00e3o teve in\u00edcio quando as normas, lan\u00e7adas em 2010, completaram cinco anos, tempo que os procedimentos da ABNT determinam para que os documentos sejam revistos\u201d, explica o coordenador da CE de Cintur\u00e3o de Seguran\u00e7a e da CE de Equipamentos Auxiliares para Trabalho em Altura, Marcos Amazonas.<\/p>\n<p>Ele observa que as normas t\u00e9cnicas s\u00e3o complementares \u00e0 normatiza\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade do Trabalho e sua evolu\u00e7\u00e3o precisa ocorrer paralelamente, para que n\u00e3o haja descompasso. \u201cAs comiss\u00f5es de estudo t\u00eam o desafio de se aproximar do mercado e dos respons\u00e1veis pela elabora\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o, antecipando pontos em andamento\u201d, comenta. Acrescenta que o conceito de norma de gest\u00e3o da NR 35 coloca para as normas t\u00e9cnicas (35.1.3) o desafio de complementarem o processo com orienta\u00e7\u00f5es de como executar as atividades. \u201cA NR 35 teve uma evolu\u00e7\u00e3o muito positiva em 2016, trazendo requisitos como os 6kN e o conceito do SPIQ. Os produtos das sete NBRs revisadas estavam, em alguns pontos, atrasados nesse alinhamento e agora n\u00e3o mais\u201d, ressalta.<\/p>\n<h3>ALTERA\u00c7\u00d5ES<\/h3>\n<p>Entre as principais altera\u00e7\u00f5es trazidas pelas atualiza\u00e7\u00f5es, Amazonas destaca o acompanhamento dos 6 kN na ABNT NBR 15834, que passa a ser exclusiva para talabartes de reten\u00e7\u00e3o de queda e a contemplar todos os requisitos de posicionamento e restri\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00e3o. Acrescenta que essa norma t\u00e9cnica tem agora os mesmos requisitos para garantir impactos abaixo dos 6 kN nos testes de queda din\u00e2micos, como j\u00e1 exigia a ABNT NBR 14629. \u201cO CB 32 est\u00e1 fazendo um trabalho forte para a contextualiza\u00e7\u00e3o do EPI (que n\u00e3o \u00e9 aut\u00f4nomo) dentro do SPIQ. A tend\u00eancia \u00e9 dar mais valor ao Sistema de Prote\u00e7\u00e3o Individual que contempla o Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o importante na avalia\u00e7\u00e3o do coordenador diz respeito a n\u00e3o evolu\u00e7\u00e3o em consulta nacional da ABNT NBR 14627, de trava-queda deslizante, incluindo sua linha r\u00edgida. Segundo ele, o novo projeto de norma se encontra em estudo e ser\u00e1 importante a intera\u00e7\u00e3o entre o que est\u00e1 sendo feito pela CE e o mercado. \u201cOs outros projetos tamb\u00e9m n\u00e3o tiveram mudan\u00e7as significativas. H\u00e1 proje\u00e7\u00f5es por novos estudos com rela\u00e7\u00e3o a quedas sobre arestas, t\u00eaxteis para risco t\u00e9rmico, um teste mais exigente para a linha vertical flex\u00edvel e alinhamentos com novas atualiza\u00e7\u00f5es das normas-base europeias\u201d, adianta.<\/p>\n<p>Amazonas afirma que um dos desafios que est\u00e1 agora pela frente \u00e9 a atualiza\u00e7\u00e3o dos requisitos para a certifica\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), no qual os EPIs contra quedas j\u00e1 est\u00e3o inseridos. \u201cEnquanto essa atualiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorrer, as certifica\u00e7\u00f5es seguem sendo feitas com as normas de 2010\u201d, explica. Acrescenta que as comiss\u00f5es de estudo est\u00e3o preparando planilhas de amostras m\u00ednimas para testes. \u201cA inten\u00e7\u00e3o \u00e9 se aproximar do processo de certifica\u00e7\u00e3o, fornecendo essa base de amostras para serem avaliadas pelos respons\u00e1veis. Vemos de forma muito positiva essa participa\u00e7\u00e3o e esse suporte\u201d, relata.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Revista Prote\u00e7\u00e3o)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ABNT (Associa\u00e7\u00e3o Brasileiras de Normas T\u00e9cnicas) publicou, em maio, as revis\u00f5es de sete NBRs (normas t\u00e9cnicas) para EPIs (Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual) contra queda de altura alinhadas \u00e0s evolu\u00e7\u00f5es da NR 35 (Trabalho em Altura), trazendo requisitos como os 6kN (quilonewtons) e o conceito do SPIQ (Sistema de Prote\u00e7\u00e3o Individual Contra Quedas). 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