{"id":40322,"date":"2020-05-07T10:33:18","date_gmt":"2020-05-07T13:33:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=40322"},"modified":"2020-05-07T10:33:18","modified_gmt":"2020-05-07T13:33:18","slug":"covid-faz-casos-de-estresse-e-ansiedade-mais-que-dobrarem-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2020\/05\/07\/covid-faz-casos-de-estresse-e-ansiedade-mais-que-dobrarem-no-brasil\/","title":{"rendered":"Covid faz casos de estresse e ansiedade mais que dobrarem no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Os problemas de sa\u00fade mental est\u00e3o aumentando durante a pandemia de <strong>covid-19<\/strong> e o isolamento social for\u00e7ado, segundo estudo da Universidade do Estado do Rio (Uerj). Publicado online pela\u00a0<i>The Lancet<\/i>, embora ainda sem revis\u00e3o, o levantamento revelou que casos de ansiedade e estresse mais do que dobraram, enquanto os de depress\u00e3o tiveram aumento de 90%.<\/p>\n<p>A pesquisa revela que as mulheres s\u00e3o mais propensas a sofrer com <strong>ansiedade<\/strong> e <strong>depress\u00e3o<\/strong> durante a <strong>epidemia<\/strong>, em especial as que continuam trabalhando, porque se sentem ainda mais sobrecarregadas acumulando tarefas dom\u00e9sticas e cuidados com os filhos em casa. Outros fatores de risco s\u00e3o a alimenta\u00e7\u00e3o desregrada, doen\u00e7as preexistentes e a necessidade de sair de casa para trabalhar.<\/p>\n<p>\u201cFatores sociais tamb\u00e9m aumentam os n\u00edveis de adoecimento mental\u201d, explica Alberto Filgueiras, do Instituto de Psicologia da Uerj e coordenador do trabalho. \u201cTrabalhadores que precisam sair de casa durante a quarentena, entregadores, pessoas que trabalham no transporte p\u00fablico ou em supermercados,\u00a0 profissionais de sa\u00fade, todos apresentam indicadores mais elevados quando comparados aos que est\u00e3o em casa. Eles se veem mais vulner\u00e1veis \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o e, por isso, mais ansiosos e estressados.\u201d<\/p>\n<p>No caso da depress\u00e3o, as principais causas s\u00e3o a idade avan\u00e7ada, o baixo n\u00edvel de escolaridade e a o medo de passar a infec\u00e7\u00e3o para pessoas mais vulner\u00e1veis. \u201cA presen\u00e7a de um idoso em casa, que s\u00e3o as pessoas mais vulner\u00e1veis e que t\u00eam maior porcentual de letalidade, gera um n\u00edvel de estresse aumentado, pelo temor de passar o v\u00edrus\u201d, exemplificou.<\/p>\n<p>Entre os dias 20 de mar\u00e7o e 20 de abril, 1.460 pessoas de 23 Estados responderam a um question\u00e1rio online com mais de duzentas perguntas. O trabalho \u00e9 coordenado por Filgueiras com Matthew Stults-Kolehmainen, do Hospital Yale New Haven, nos EUA. Segundo Filgueiras, os resultados sugerem um agravamento preocupante da situa\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da epidemia.<\/p>\n<p>O porcentual de pessoas que relataram sintomas de estresse agudo na primeira etapa da coleta de dados (entre 20 e 25 de mar\u00e7o) foi de 6,9% para 9,7% na segunda rodada (de 15 a 20 de abril). Entre os casos de depress\u00e3o, o salto foi de 4,2% para 8%. A crise aguda de ansiedade pulou de 8,7% para 14,9%.<\/p>\n<p>Segundo dados da <strong>Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS)<\/strong>, os porcentuais m\u00e9dios esperados desses problemas na popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o: estresse, 8,5%; ansiedade, 7,9%; depress\u00e3o, 3,9%;<\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, quem recorreu \u00e0 terapia online e praticou exerc\u00edcios f\u00edsicos apresentou \u00edndices menores de estresse e ansiedade. Da mesma forma, aqueles que puderam continuar praticando exerc\u00edcios aer\u00f3bicos tiveram melhor desempenho do que os sedent\u00e1rios ou do que os que praticaram exerc\u00edcios de for\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas Filgueiras faz um alerta porque a press\u00e3o social para se exercitar, por exemplo, pode acabar impondo ainda mais estresse \u00e0s pessoas. \u201cRespeite seu estilo de vida e limites\u201d.<\/p>\n<p>Curiosamente, um fator que se revelou protetor \u00e9 a presen\u00e7a de crian\u00e7as. \u201cIsso foi surpreendente, porque de certa forma esper\u00e1vamos que fosse um fator estressor ter as crian\u00e7as confinadas\u201d, disse. \u201cPor outro lado, como pai de um menino de quatro anos que est\u00e1 tocando o terror em casa, digo que estaria mais estressado se ele estivesse na escola e eu n\u00e3o soubesse em que condi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p><strong>Fique atento aos sintomas de ansiedade e\u00a0procure ajuda profissional:<\/strong><\/p>\n<p><em>&#8211; Fisiol\u00f3gicos<\/em><\/p>\n<p>Ins\u00f4nia<\/p>\n<p>Taquicardia<\/p>\n<p>Falta de energia para executar tarefas (lentid\u00e3o psicomotora)<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00e3o de apetite<\/p>\n<p>Sudorese excessiva<\/p>\n<p><em>&#8211; Cognitivos<\/em><\/p>\n<p>Irritabilidade<\/p>\n<p>Solid\u00e3o<\/p>\n<p>Melancolia<\/p>\n<p>Inseguran\u00e7a<\/p>\n<p>Pensamentos negativos<\/p>\n<p>Desesperan\u00e7a<\/p>\n<p><em>(Fonte: Estad\u00e3o)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os problemas de sa\u00fade mental est\u00e3o aumentando durante a pandemia de covid-19 e o isolamento social for\u00e7ado, segundo estudo da Universidade do Estado do Rio (Uerj). 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