{"id":40248,"date":"2020-04-24T18:09:37","date_gmt":"2020-04-24T21:09:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=40248"},"modified":"2020-04-24T18:09:37","modified_gmt":"2020-04-24T21:09:37","slug":"diabetes-hipertensao-e-obesidade-avancam-entre-os-brasileiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2020\/04\/24\/diabetes-hipertensao-e-obesidade-avancam-entre-os-brasileiros\/","title":{"rendered":"Diabetes, hipertens\u00e3o e obesidade avan\u00e7am entre os brasileiros"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>O maior aumento identificado \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia da obesidade, que teve uma alta de 72% no per\u00edodo de 13 anos. Os dados fazem parte da pesquisa Vigitel 2019<\/em><\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tra\u00e7ou o perfil do brasileiro em rela\u00e7\u00e3o as doen\u00e7as cr\u00f4nicas mais incidentes no pa\u00eds: 7,4% tem diabetes, 24,5% tem hipertens\u00e3o e 20,3% est\u00e3o obesos. \u00c9 o que aponta a pesquisa <a href=\"https:\/\/www.saude.gov.br\/images\/pdf\/2020\/April\/16\/Boletim-epidemiologico-SVS-16.pdf\">Vigitel 2019<\/a> (Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico), lan\u00e7ada na \u00faltima semana pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. No per\u00edodo de 13 anos, desde o in\u00edcio do monitoramento, o maior aumento \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a obesidade, que passou de 11,8% em 2006 para 20,3% em 2019, uma amplia\u00e7\u00e3o de 72%. Significa que dois em cada 10 brasileiros est\u00e3o obesos. Se considerando o excesso de peso, metade dos brasileiros est\u00e1 nesta situa\u00e7\u00e3o (55,4%).<\/p>\n<p>A pesquisa mostrou que, no per\u00edodo entre 2006 e 2019, a preval\u00eancia de diabetes passou de 5,5% para 7,4% e a hipertens\u00e3o arterial subiu de 22,6% para 24,5%. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 diabetes, o perfil de maior preval\u00eancia est\u00e1 entre mulheres e pessoas adultas com 65 anos ou mais. O mesmo perfil se aplica a hipertens\u00e3o arterial, chegando a acometer 59,3% dos adultos com 65 anos ou mais, sendo 55,5% dos homens e 61,6% das mulheres.<\/p>\n<p>Quanto ao\u00a0 excesso de peso, o \u00edndice passou de 42,6% em 2006 para 55,4% em 2019. O maior \u00edndice est\u00e1 entre os homens, alcan\u00e7ando 57,1% e entre as mulheres o percentual de 53,9%. A pesquisa apontou que o excesso de peso tende a aumentar com a idade: para os jovens de 18 a 24 anos, a preval\u00eancia foi de 30,1% e entre os adultos com 65 anos e mais de 59,8%. Por outro lado, a incid\u00eancia diminui com a escolaridade: para as pessoas com at\u00e9 oito anos de estudo, a preval\u00eancia foi de 61,0%, j\u00e1 entre aqueles com 12 anos ou mais de estudo, de 52,2%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obesidade, o maior percentual est\u00e1 entre as mulheres (21%) e aumenta conforme a idade: para os jovens de 18 a 24 anos \u00e9 de 8,7% e entre os adultos com 65 anos e mais, alcan\u00e7a o patamar de 20,9%. A obesidade \u00e9 maior para as pessoas com at\u00e9 oito anos de escolaridade (24,2%) ante e aqueles com 12 anos ou mais (17,2%).<\/p>\n<p>O Vigitel \u00e9 uma pesquisa telef\u00f4nica realizada com maiores de 18 anos, nas 26 capitais e no Distrito Federal, sobre diversos assuntos relacionados \u00e0 sa\u00fade. O objetivo \u00e9 conhecer a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o para orientar a\u00e7\u00f5es e programas que reduzam a ocorr\u00eancia e a gravidade de doen\u00e7as, melhorando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os resultados apresentados para diabetes e hipertens\u00e3o merecem destaque frente \u00e0 pandemia da COVID-19. Estudos realizados com pacientes da China e de outras localidades apontaram para maior risco de agravamento e morte por COVID-19 em pessoas que apresentam doen\u00e7as pr\u00e9-existentes, como diabetes e hipertens\u00e3o, al\u00e9m de doen\u00e7as cardiovasculares. No Brasil, at\u00e9 o dia 20 de abril, 72% dos \u00f3bitos confirmados para a doen\u00e7a tinham mais de 60 anos e 70% apresentavam pelo menos um fator de risco.\u00a0 A cardiopatia foi a principal comorbidade associada e esteve presente em 945 dos \u00f3bitos, seguida de diabetes (em 734 \u00f3bitos), pneumopatia (187), doen\u00e7a renal (160) e doen\u00e7a neurol\u00f3gica (159).<\/p>\n<h3><strong>METODOLOGIA<\/strong><\/h3>\n<p>No ano de 2019 foram realizadas 52.443 entrevistas com adultos residentes nas capitais e no Distrito Federal, com dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de, aproximadamente, 12 minutos, variando entre 4 e 58 minutos. Foram avaliados os indicadores de hipertens\u00e3o arterial e diabetes, excesso de peso e obesidade, consumo abusivo de \u00e1lcool, fumantes, consumo alimentar e atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p>Foram entrevistadas pessoas com 18 anos ou mais, residentes em domic\u00edlios com, pelo menos, uma linha de telefone fixo. Anualmente, estima-se um n\u00famero amostral m\u00ednimo de duas mil entrevistas telef\u00f4nicas para cada capital e o Distrito Federal e foram realizadas entre os meses de janeiro e dezembro de 2019.<\/p>\n<p><a class=\"link2-egov\" href=\"https:\/\/www.saude.gov.br\/images\/pdf\/2020\/April\/16\/Boletim-epidemiologico-SVS-16.pdf\"><strong>Para mais informa\u00e7\u00f5es, clique aqui para acessar o<\/strong>\u00a0Boletim Epidemiol\u00f3gico do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade<\/a><\/p>\n<p><em>(Fonte: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O maior aumento identificado \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia da obesidade, que teve uma alta de 72% no per\u00edodo de 13 anos. 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