{"id":39824,"date":"2020-03-10T08:00:31","date_gmt":"2020-03-10T11:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=39824"},"modified":"2020-03-09T10:23:19","modified_gmt":"2020-03-09T13:23:19","slug":"anamt-entrevista-a-primeira-medica-do-trabalho-da-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2020\/03\/10\/anamt-entrevista-a-primeira-medica-do-trabalho-da-paraiba\/","title":{"rendered":"ANAMT entrevista a primeira M\u00e9dica do Trabalho da Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p>\u201cTenho 50 anos de formada, 75 anos de idade e me acho com 40.\u201d Assim se apresenta a Dra. Maria Celeste Celani, primeira mulher a exercer a Medicina do Trabalho na Para\u00edba. Vivacidade e entusiasmo sobram nas mem\u00f3rias da m\u00e9dica, que cursou Psicologia para entender melhor seus pacientes. \u201cFaria tudo de novo. Valeu a pena!\u201d, comemora.<\/p>\n<p>Moradora de Jo\u00e3o Pessoa, Dra. Maria Celeste nasceu em Guarabira, a 100 km da capital. J\u00e1 est\u00e1 aposentada, mas continua a exercer a profiss\u00e3o: \u201cContinuo trabalhando todos os dias, mas com hor\u00e1rios mais flex\u00edveis.\u201d<\/p>\n<p>Dra. Maria Celeste trabalha como volunt\u00e1ria, exerce a Medicina do Trabalho como contratada freelancer, faz pilates, caminha pela orla, \u00e9 s\u00edndica do condom\u00ednio onde mora, vai a todos os congressos da ANAMT e participa da diretoria da Associa\u00e7\u00e3o Paraibana de Medicina do Trabalho, onde ocupa o cargo de Secret\u00e1ria.<\/p>\n<p>Casada h\u00e1 52 anos com um engenheiro, teve tr\u00eas filhos e cinco netos. A neta mais velha, formada em Medicina h\u00e1 dois anos \u2013 para orgulho e alegria da av\u00f3, que d\u00e1 seus conselhos:<\/p>\n<p>\u201cOu\u00e7a seu paciente, n\u00e3o tenha pressa. S\u00f3 em ouvir j\u00e1 \u00e9 um rem\u00e9dio. Sou do tempo que se fazia diagn\u00f3stico s\u00f3 de olhar\u201d, orgulha-se.<\/p>\n<p>A vida familiar n\u00e3o a impediu de seguir seus sonhos. Come\u00e7ou a trabalhar com 17 anos como professora. Sempre buscou sua independ\u00eancia financeira, mesmo numa \u00e9poca onde o horizonte das mulheres era ser \u201cdona de casa\u201d. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), em 1969, e cursou Psicologia entre 1970 e 1974, \u201cpara me completar\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>A voca\u00e7\u00e3o para a Medicina do Trabalho surgiu por acaso. T\u00e3o logo se formou, trabalhou na f\u00e1brica Portm, onde \u201cinaugurou\u201d a especialidade. \u201cEra tudo emp\u00edrico naquela \u00e9poca. Fui chamada para trabalhar como cl\u00ednica e ginecologista no ambulat\u00f3rio montado na f\u00e1brica. N\u00e3o tinha nada na empresa na ocasi\u00e3o. Implantei todo o servi\u00e7o m\u00e9dico da organiza\u00e7\u00e3o\u201d, lembra. Foi nessa \u00e9poca em que surgiu a primeira turma de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Medicina do Trabalho em Jo\u00e3o Pessoa, na Fundacentro, onde obteve o t\u00edtulo em 1974. \u201cMe encantei com a especializa\u00e7\u00e3o\u201d, confessa a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Quando fala sobre a ANAMT, faz quest\u00e3o de frisar que nunca faltou a um congresso da entidade. \u201cS\u00e3o assuntos novos, oportunidade de encontrar com pessoas, conhecer outras. Atualizo o conhecimento com as pesquisas apresentadas, fico a par dos novos aparelhos e ainda aproveito para a conhecer a cidade\u201d. Tamb\u00e9m elogia o site da associa\u00e7\u00e3o, onde tem acesso ao Jornal da ANAMT e \u00e0s informa\u00e7\u00f5es e normas atualizadas sobre o setor.<\/p>\n<p>Em meio ao Dia Internacional da Mulher, a m\u00e9dica fala sobre a import\u00e2ncia da presen\u00e7a feminina na Medicina: \u201cA mulher no mercado de trabalho \u00e9 muito importante. Ela \u00e9 mais afetiva, sens\u00edvel, sente mais a dor do paciente. A mulher \u00e9 a flor e o perfume do ambiente\u201d.<\/p>\n<p>Para Dra. Maria Celeste, o futuro da Medicina do Trabalho \u201c\u00e9 brilhante\u201d. E ainda d\u00e1 um conselho aos empres\u00e1rios: \u201cInvestir na Medicina do Trabalho \u00e9 um benef\u00edcio. Gasta-se agora e ganha-se l\u00e1 na frente\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cTenho 50 anos de formada, 75 anos de idade e me acho com 40.\u201d Assim se apresenta a Dra. Maria Celeste Celani, primeira mulher a exercer a Medicina do Trabalho na Para\u00edba. Vivacidade e entusiasmo sobram nas mem\u00f3rias da m\u00e9dica, que cursou Psicologia para entender melhor seus pacientes. \u201cFaria tudo de novo. 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