{"id":39494,"date":"2020-01-08T10:41:43","date_gmt":"2020-01-08T13:41:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=39494"},"modified":"2020-01-08T10:42:22","modified_gmt":"2020-01-08T13:42:22","slug":"um-desafio-necessario-e-urgente-para-resgatar-uma-especialidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2020\/01\/08\/um-desafio-necessario-e-urgente-para-resgatar-uma-especialidade\/","title":{"rendered":"Um desafio necess\u00e1rio e urgente para resgatar uma especialidade"},"content":{"rendered":"<p>Pe\u00e7o licen\u00e7a aos colegas para tecer coment\u00e1rios que podem parecer redundantes ou desnecess\u00e1rios, mas, certamente, para algu\u00e9m ou alguns, e n\u00e3o importa<br \/>\nquantos, far\u00e3o sentido. Ressalto que s\u00e3o decorrentes do que penso, de modo que n\u00e3o os fa\u00e7o em nome de nenhuma Institui\u00e7\u00e3o, mas, em prol da nossa especialidade.<\/p>\n<p>Isto porque, diante do cen\u00e1rio atual e olhando, com olhos de quem atua h\u00e1 muitos anos no mundo do trabalho, inquieta-me o presente pelo que pode, em decorr\u00eancia do que for ou n\u00e3o feito agora, trazer consequ\u00eancias funestas para a nossa \u00e1rea.<\/p>\n<p>Parafraseando S\u00eaneca, filosofo estoico, \u201cn\u00e3o haver\u00e1 raz\u00e3o para viver, nem termo para as nossas mis\u00e9rias, se for mister temer tudo quanto seja tem\u00edvel!\u201d.<\/p>\n<p>Portanto, inquietar-se n\u00e3o quer dizer temer e ficar inerte pelo medo. Inquietar-se, \u00e9 sentimento de quem est\u00e1 atento aos acontecimentos presentes, quando eles parecem caminhar para rumos indesej\u00e1veis.<\/p>\n<p>Portanto, inquietar-se n\u00e3o quer dizer temer e ficar inerte pelo medo. Inquietar-se, \u00e9 sentimento de quem est\u00e1 atento aos acontecimentos presentes, quando eles parecem caminhar para rumos indesej\u00e1veis.<\/p>\n<p>A inquieta\u00e7\u00e3o exige que se fa\u00e7a algo para que ela deixe de ser o motivo principal de uma ang\u00fastia, passando a ser o motivo de um ato sensato que culmine com a sua substitui\u00e7\u00e3o por algo melhor.<\/p>\n<p>Encarar o momento atual, com tantas perspectivas de mudan\u00e7as, n\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil. Sobretudo, por exigir um rigoroso levantamento das lacunas a serem preenchidas com atos decisivos para o empoderamento da nossa profiss\u00e3o, atentando para n\u00e3o repetirmos o que de errado houve e refor\u00e7ando os pontos positivos j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Da\u00ed a import\u00e2ncia de nos agruparmos e, assim, atuarmos no sentido de que essas mudan\u00e7as tragam em seu bojo, efetivos benef\u00edcios para o mundo do trabalho, do qual fazemos parte como atores principais e nos recusamos a passar a fazer o papel de meros coadjuvantes.<\/p>\n<p>Em tudo aquilo que podemos mudar para melhor, devemos interferir.<\/p>\n<p>Isto se aplica a todos e todas que est\u00e3o acompanhando as insidiosas mudan\u00e7as que est\u00e3o ocorrendo no mundo do trabalho.<\/p>\n<p>Dirijo-me, portanto, aos colegas que atuam na \u00e1rea, para que possamos refletir sobre nossas a\u00e7\u00f5es nestes momentos dif\u00edceis de agora.<\/p>\n<p>Para que, aonde quer que estejamos, possamos ser \u00fateis, cabendo-nos a importante tarefa de representar o que de melhor existe na Medicina do Trabalho.<\/p>\n<p>Nossas experi\u00eancias, fruto do resultado do que ouvimos, presenciamos e modificamos na nossa lida di\u00e1ria, n\u00e3o podem ser menosprezadas. Devem ser ouvidas. E aqui, n\u00e3o h\u00e1 que se falar de ouvidos moucos, se nossas vozes forem claras e em bom tom.<\/p>\n<p>O momento atual exige que tenhamos bom senso, sejamos \u00e9ticos, persistentes e corajosos, para que consigamos<br \/>\nas mudan\u00e7as que queremos.<\/p>\n<p>Tarefa herc\u00falea? Sim. Mas, n\u00e3o imposs\u00edvel, se entendermos que n\u00e3o cabe, no atual contexto, passividade. Mais que isso, \u00e9 preciso entender que as diferen\u00e7as que marcam nossas vis\u00f5es do mundo e individualidades, n\u00e3o podem ser refer\u00eancia e motivo de desuni\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>A nossa profiss\u00e3o, por sua import\u00e2ncia social, e tendo em seu quadro pessoas de not\u00f3ria compet\u00eancia e capacidade de implementar a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode ficar \u00e0 merc\u00ea de influ\u00eancias externas, como se fosse destino o decl\u00ednio da nossa \u00e1rea.<\/p>\n<p>A ANAMT, como Institui\u00e7\u00e3o que nos representa, sabendo do potencial de cada um e acompanhando a atua\u00e7\u00e3o daqueles que n\u00e3o est\u00e3o se limitando a representar o papel de meros espectadores, ao se fazer presente aonde for necess\u00e1rio, refor\u00e7ar\u00e1 certamente a nossa luta.<\/p>\n<p>\u00c9 disso que precisamos!<\/p>\n<p>&#8211;<\/p>\n<p>Dra. Edenilza Mendes<br \/>\nM\u00e9dica do Trabalho e Sanitarista, M\u00e9dica do Trabalho do Setor de Normas e Procedimentos do DPME-SP e Membro da Diretoria Cient\u00edfica e do Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina do Trabalho (APMT) e membro da C\u00e2mara T\u00e9cnica de Medicina do Trabalho do CREMESP<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe\u00e7o licen\u00e7a aos colegas para tecer coment\u00e1rios que podem parecer redundantes ou desnecess\u00e1rios, mas, certamente, para algu\u00e9m ou alguns, e n\u00e3o importa quantos, far\u00e3o sentido. Ressalto que s\u00e3o decorrentes do que penso, de modo que n\u00e3o os fa\u00e7o em nome de nenhuma Institui\u00e7\u00e3o, mas, em prol da nossa especialidade. 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