{"id":37821,"date":"2019-07-23T10:23:07","date_gmt":"2019-07-23T13:23:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=37821"},"modified":"2019-07-23T10:32:46","modified_gmt":"2019-07-23T13:32:46","slug":"acidentes-de-trabalho-no-parana-tem-queda-pelo-terceiro-ano-consecutivo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/07\/23\/acidentes-de-trabalho-no-parana-tem-queda-pelo-terceiro-ano-consecutivo\/","title":{"rendered":"Acidentes de trabalho no Paran\u00e1 t\u00eam queda pelo terceiro ano consecutivo"},"content":{"rendered":"<p>Ao longo de 2017 foram registrados no Brasil 549,4 mil acidentes de trabalho, mantendo uma redu\u00e7\u00e3o que iniciou em 2015 e se confirmou nos anos seguintes. Foram 162,8 mil ocorr\u00eancias a menos nos \u00faltimos tr\u00eas anos, uma redu\u00e7\u00e3o de 22,86% em todo o pa\u00eds. O Paran\u00e1 tamb\u00e9m teve menos acidentes pelo terceiro ano consecutivo, passando de 52.574 em 2014 para 41.807 em 2017, o que corresponde a uma diminui\u00e7\u00e3o de 21%. Em n\u00fameros absolutos o Estado se manteve na 4\u00aa posi\u00e7\u00e3o entre todas as unidades da federa\u00e7\u00e3o, concentrando 7% do total, ficando atr\u00e1s de S\u00e3o Paulo (187.700), Minas Gerais (56.125) e Rio Grande do Sul (46.736).<\/p>\n<p>No \u00e2mbito nacional, mais uma vez os trabalhadores das atividades de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os foram os mais afetados, com 82.135 ocorr\u00eancias. Ainda assim, a quantidade teve leve queda em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, quando foram registrados 83.990 acidentes. Na sequencia est\u00e3o as fun\u00e7\u00f5es transversais, com 10,47% (57.524) do total, e os escritur\u00e1rios, com 7,29% (40.080). T\u00e9cnicos de n\u00edvel m\u00e9dio das ci\u00eancias biol\u00f3gicas, bioqu\u00edmicas e da sa\u00fade, assim como trabalhadores da ind\u00fastria extrativa e da constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m est\u00e3o entre os que mais sofrem com acidentes decorrentes da atividade profissional. Os principais problemas f\u00edsicos relatados dizem respeito a punho e m\u00e3o, com ferimentos, fraturas e traumas, totalizando 20% do total.<\/p>\n<p>Esses e outros dados do Anu\u00e1rio Estat\u00edstico da Previd\u00eancia Social mostram que h\u00e1 uma tend\u00eancia nacional de queda na quantidade de acidentes e doen\u00e7as provocados pelo trabalho. \u201cAcreditamos que houve, sim, uma melhora na conscientiza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores da import\u00e2ncia de se prevenir. Claro que acidentes podem ocorrer, mas, se controlarmos e minimizarmos os riscos, tanto os acidentes quanto as doen\u00e7as do trabalho ser\u00e3o reduzidos significativamente e as consequ\u00eancias para o trabalhador, sua fam\u00edlia e at\u00e9 mesmo para as empresas ser\u00e3o menores. Os empregadores tamb\u00e9m t\u00eam um papel essencial, fornecendo equipamentos de seguran\u00e7a e orienta\u00e7\u00e3o sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o, assim como fiscalizando e cobrando os funcion\u00e1rios a obrigatoriedade do seu uso\u201d, explica o presidente da APAMT, Dr. Jos\u00e9 Ricardo Facin Ferreira.<\/p>\n<p>Nesse contexto, \u00e9 importante destacar tamb\u00e9m que ainda existe subnotifica\u00e7\u00e3o dos acidentes de trabalho, sendo que no Paran\u00e1 as ocorr\u00eancias sem CAT (Comunica\u00e7\u00e3o de Acidente de Trabalho) correspondem a 15,45% do total (no Brasil s\u00e3o 18%). \u201cO fato de n\u00e3o registrar oficialmente um acidente \u00e9 ruim para o trabalhador e tamb\u00e9m para a empresa, pois sem a devida notifica\u00e7\u00e3o, a investiga\u00e7\u00e3o sobre a ocorr\u00eancia \u00e9 prejudicada, reduzindo desta maneira o trabalho de preven\u00e7\u00e3o a ser realizado pelos profissionais envolvidos com a sa\u00fade e seguran\u00e7a no trabalho\u201d, pondera o Dr. Facin. Pode-se afirmar que uma raz\u00e3o pela qual o trabalhador opta por n\u00e3o comunicar um acidente, \u00e9 o medo de repres\u00e1lia ou mesmo de demiss\u00e3o. \u201cConsiderando as altas taxas de desocupa\u00e7\u00e3o, que, de acordo com o IBGE, tiveram uma m\u00e9dia de 9% em 2017 (ano dos dados apurados pelo Anu\u00e1rio), esse pode ser um fator que contribui para a subnotifica\u00e7\u00e3o\u201d, conclui o presidente da APAMT.<\/p>\n<p>Os acidentes e doen\u00e7as relacionados ao trabalho podem atingir qualquer um, independentemente da atividade desenvolvida, apesar de algumas apresentarem mais risco que outras. Eles impactam a vida do trabalhador, de seus familiares e demais colegas, tanto gerando sobrecarga aos que ficam, e at\u00e9 mesmo influenciando sua sa\u00fade mental, outro fator importante de afastamento do trabalho.<\/p>\n<p>O M\u00e9dico do Trabalho, juntamente com os demais profissionais respons\u00e1veis pela seguran\u00e7a do trabalhador, tem papel fundamental na avalia\u00e7\u00e3o dos riscos, conscientiza\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o para a forma mais segura de o profissional exercer sua atividade, precavendo-se contra os acidentes e doen\u00e7as relacionadas \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No dia 27 de julho comemora-se o Dia Nacional de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes de Trabalho, dia para conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as a\u00e7\u00f5es a serem tomadas para a prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e a seguran\u00e7a no trabalho. A Associa\u00e7\u00e3o Paranaense de Medicina do Trabalho recomenda: trabalhador, procure o M\u00e9dico do Trabalho na sua empresa, ele cuida da sua sa\u00fade.<\/p>\n<p><em>(Fonte: APAMT, com dados extra\u00eddos do Anu\u00e1rio Estat\u00edstico da Previd\u00eancia Social 2017 e do site do IBGE)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao longo de 2017 foram registrados no Brasil 549,4 mil acidentes de trabalho, mantendo uma redu\u00e7\u00e3o que iniciou em 2015 e se confirmou nos anos seguintes. Foram 162,8 mil ocorr\u00eancias a menos nos \u00faltimos tr\u00eas anos, uma redu\u00e7\u00e3o de 22,86% em todo o pa\u00eds. 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