{"id":37707,"date":"2019-07-12T10:41:12","date_gmt":"2019-07-12T13:41:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=37707"},"modified":"2019-07-12T10:41:12","modified_gmt":"2019-07-12T13:41:12","slug":"pesquisa-comprova-que-trabalhar-demais-aumenta-o-risco-de-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/07\/12\/pesquisa-comprova-que-trabalhar-demais-aumenta-o-risco-de-avc\/","title":{"rendered":"Pesquisa comprova que trabalhar demais aumenta o risco de AVC"},"content":{"rendered":"<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Aviso aos &#8220;workaholics&#8221; de plant\u00e3o: trabalhar mais de dez horas por dia, pelo menos 50 dias por ano, aumenta em 29% a possibilidade de ter um AVC (acidente vascular cerebral). O perigo cresce com o tempo. Se a situa\u00e7\u00e3o persiste por mais de dez anos, o risco cresce 45%. \u00c9 o que mostra uma pesquisa realizada por um grupo de cientistas europeus e americanos, entre eles o pesquisador franc\u00eas Alexis Descatha, especialista de doen\u00e7as profissionais do hospital Raymond-Poincar\u00e9, situado em Garches, na regi\u00e3o parisiense.<\/p>\n<div>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O estudo p\u00f4de ser realizado gra\u00e7as a grupo de 200 mil pacientes que frequentam hospitais e centros p\u00fablicos e integram um banco de dados colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos cientistas. Muitos deles tinham hist\u00f3rico de AVC, o que permitiu aos cientistas fazerem as compara\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para chegar \u00e0s conclus\u00f5es estabelecidas na pesquisa.<\/p>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"63\" data-block-id=\"5\">\n<blockquote><p>&#8220;Temos agora uma an\u00e1lise importante que evidencia esse risco moderado e que \u00e9 estatisticamente significativo. O que \u00e9 interessante notar \u00e9 que ele \u00e9 significativo a partir de dez anos de exposi\u00e7\u00e3o. No consult\u00f3rio, \u00e9 algo que j\u00e1 podemos observar. Ent\u00e3o temos a confirma\u00e7\u00e3o de algo que, em termos de dura\u00e7\u00e3o, nunca havia sido constatado at\u00e9 agora\u201d, diz Descatha, em entrevista \u00e0 RFI.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Quais outras raz\u00f5es poderiam explicar a ocorr\u00eancia de um AVC, que \u00e9 um problema relativamente raro, em caso de excesso de trabalho?<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Por enquanto os cientistas formulam hip\u00f3teses, lembra Alexis Descatha, que ainda n\u00e3o foram confirmadas pelo estudo publicado na revista Stroke. Eles ainda n\u00e3o sabem dizer ao certo se os ataques cerebrais seriam uma consequ\u00eancia direta da carga de trabalho ou do tipo de trabalho realizado, explica.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo ele, h\u00e1 atividades que t\u00eam um efeito direto nas fun\u00e7\u00f5es cardiovasculares, no ritmo card\u00edaco e na coagula\u00e7\u00e3o. Os hor\u00e1rios noturnos, ap\u00f3s as 22h, por exemplo, e alternados, s\u00e3o comprovadamente nocivos para a sa\u00fade, exemplifica, porque afetam o rel\u00f3gio biol\u00f3gico.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Algumas fun\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m estimulam comportamentos pouco saud\u00e1veis, como o tabagismo, a falta de atividade f\u00edsica, a alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, consequ\u00eancia do ritmo profissional e o consumo excessivo de \u00e1lcool. Problemas como ins\u00f4nia tamb\u00e9m s\u00e3o frequentes. \u201cH\u00e1 uma modifica\u00e7\u00e3o do comportamento ligada ao trabalho, principalmente ao excesso de trabalho a longo prazo, o que pode justamente, acarretar a ocorr\u00eancia de um acidente cardiovascular\u201d, diz.<\/p>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"51\" data-block-id=\"12\">\n<blockquote><p>O pesquisador franc\u00eas explica que o estudo n\u00e3o detalha quais atividades profissionais tornam as pessoas mais propensas aos ataques cerebrais, mas os m\u00e9dicos j\u00e1 sabem que o trabalho que continua a ser executado de casa (envio de e-mails e telefonemas, por exemplo) tamb\u00e9m influencia negativamente a sa\u00fade, com todos seus riscos.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cNosso objetivo agora \u00e9 entender os mecanismos que est\u00e3o por tr\u00e1s desse risco, preveni-los, e diminuir a incid\u00eancia dos acidentes vasculares cerebrais\u201d, reitera Descatha.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Seus pr\u00f3ximos estudos agora dever\u00e3o analisar qual a rela\u00e7\u00e3o entre o trabalho excessivo e outras doen\u00e7as cardiovasculares, e a maneira exata como os efeitos diretos e indiretos afetam os indiv\u00edduos. Somente desta forma poder\u00e1 ser poss\u00edvel efetuar uma preven\u00e7\u00e3o eficaz, reitera.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">As pr\u00f3ximas pesquisas tamb\u00e9m buscam entender se a carga de trabalho extrema exerce a mesma influ\u00eancia em acidentes vasculares hemorr\u00e1gicos, quando h\u00e1 ruptura de uma veia ou art\u00e9ria bloqueada por excesso de colesterol, por exemplo, ou vasculares isqu\u00eamicos, nos quais o c\u00e9rebro fica temporariamente sem oxig\u00eanio, mesmo sem antecedentes.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A pesquisa leva a crer, diz Descatha, que o excesso de trabalho pode ser a raz\u00e3o das isquemias cerebrais em jovens que n\u00e3o apresentam fatores de risco.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201c\u00c9 o que constatamos no estudo, quando tentamos analisar os casos mais jovens, de adultos de menos de 50 anos. \u00c9 mais do que claro que todo mundo pode ser v\u00edtima de um AVC, jovens ou nem tanto.\u201d<\/p>\n<div data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"6\" data-block-id=\"19\">\n<h2>Como criar um programa de preven\u00e7\u00e3o?<\/h2>\n<\/div>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cDizer \u00e0s pessoas para trabalhar menos n\u00e3o tem sentido\u201d, diz o pesquisador franc\u00eas. \u201cO que \u00e9 certo, por diferentes raz\u00f5es, que sejam sociais ou financeiras, ou de carreira profissional, \u00e9 que trabalhar mais do que a m\u00e9dia, mais de 10 horas por dia e 50 dias por anos, \u00e9 algo comum, j\u00e1 que 30% da popula\u00e7\u00e3o declara estar nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Mas se essa situa\u00e7\u00e3o se prolonga por mais de dez anos, h\u00e1 efeitos na sa\u00fade que devem levar a uma prud\u00eancia maior da gest\u00e3o de Recursos Humanos e do tempo de trabalho\u201d, diz Alexis Descatha. A preven\u00e7\u00e3o para evitar essa situa\u00e7\u00e3o, ressalta, deve ser coordenada entre o m\u00e9dico do trabalho e outros setores da empresa.<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Essa situa\u00e7\u00e3o de risco existe em empresas de todo o mundo, lembra o especialista franc\u00eas, e j\u00e1 foi demonstrada em estudos asi\u00e1ticos, americanos e europeus. As pesquisas demonstram que a preven\u00e7\u00e3o passa pelo equil\u00edbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e \u00e0 vida pessoal. \u201cH\u00e1 limites que n\u00e3o devem ser ultrapassados\u201d, conclui<\/p>\n<div data-track-category=\"multicontent\" data-track-action=\"ultimo chunk conteudo\" data-track-noninteraction=\"false\" data-track-scroll=\"view\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O objetivo agora do pesquisador franc\u00eas e de sua equipe \u00e9 ir mais longe nos estudos para compreender se \u00e9 carga cognitiva, f\u00edsica ou ambas que afetam a sa\u00fade e se isso depende da maneira como o individuo lida com essa situa\u00e7\u00e3o. \u201cO objetivo \u00e9 fazer a preven\u00e7\u00e3o. E j\u00e1 sabemos que trabalhar demais por muito tempo afeta a sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><em>(Fonte: G1)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aviso aos &#8220;workaholics&#8221; de plant\u00e3o: trabalhar mais de dez horas por dia, pelo menos 50 dias por ano, aumenta em 29% a possibilidade de ter um AVC (acidente vascular cerebral). O perigo cresce com o tempo. Se a situa\u00e7\u00e3o persiste por mais de dez anos, o risco cresce 45%. \u00c9 o que mostra uma pesquisa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30653,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37707"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37707"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37707\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30653"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}