{"id":37648,"date":"2019-07-04T11:16:28","date_gmt":"2019-07-04T14:16:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=37648"},"modified":"2019-07-04T11:16:28","modified_gmt":"2019-07-04T14:16:28","slug":"existe-limite-seguro-para-o-consumo-de-bebidas-alcoolicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/07\/04\/existe-limite-seguro-para-o-consumo-de-bebidas-alcoolicas\/","title":{"rendered":"Existe limite seguro para o consumo de bebidas alco\u00f3licas?"},"content":{"rendered":"<p>Se depender de um dos maiores estudos globais j\u00e1 feitos para mensurar o impacto do <strong>\u00e1lcool<\/strong> na sa\u00fade humana, at\u00e9 mensagens como \u201caprecie com modera\u00e7\u00e3o\u201d est\u00e3o com os dias contados. Ap\u00f3s analisar o consumo e suas repercuss\u00f5es em mais de 100 mil pessoas de 195 pa\u00edses entre 1990 e 2016, pesquisadores da <a href=\"https:\/\/www.washington.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de Washington<\/a>, nos Estados Unidos, concluem: n\u00e3o h\u00e1 limite seguro para a ingest\u00e3o de bebidas alco\u00f3licas. E fazem outro alerta: mesmo eventuais vantagens, como aquela ta\u00e7a de vinho prescrita pelo bem do cora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o superam os malef\u00edcios, caso do aumento no risco de c\u00e2ncer e outros males.<\/p>\n<p>\u201cSabe quem inventou essa hist\u00f3ria de que beber moderadamente faz bem? A ind\u00fastria do \u00e1lcool, baseada em estudos pouco controlados\u201d, afirma o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, diretor da <a href=\"https:\/\/www.uniad.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Unidade de Pesquisas em \u00c1lcool e Drogas<\/a> da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp). \u201cO mais saud\u00e1vel \u00e9 n\u00e3o beber. Mas, se beber, o ideal \u00e9 n\u00e3o passar de uma ou duas doses por semana\u201d, diz. Perceba: tomar algo todo dia, ainda que s\u00f3 um pouco, est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o \u2014 pelo menos se voc\u00ea quer ter sa\u00fade.<\/p>\n<p>Para dar seu veredicto, os cientistas americanos dividiram o p\u00fablico em dois grupos: os que bebiam e os abst\u00eamios. Notaram, ent\u00e3o, que a propens\u00e3o a problemas (c\u00e2ncer, infarto, AVC, cirrose, viol\u00eancia dom\u00e9stica\u2026) aumenta \u00e0 medida que se elevam a quantidade e a frequ\u00eancia de consumo.<\/p>\n<p>O risco de adoecer crescia 0,5% entre quem tomava uma \u00fanica dose por dia (como uma lata de cerveja ou ta\u00e7a de vinho). Subia para 7% diante de duas doses. E decolava para 37% na ingest\u00e3o de cinco.<\/p>\n<p>\u201cAinda que haja pesquisas indicando potenciais benef\u00edcios com o consumo leve ou moderado, isso n\u00e3o pode ser generalizado porque os efeitos do \u00e1lcool tamb\u00e9m dependem do hist\u00f3rico m\u00e9dico e de riscos individuais\u201d, explica o psiquiatra Arthur Guerra, presidente do <a href=\"http:\/\/www.cisa.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro de Informa\u00e7\u00f5es sobre Sa\u00fade e \u00c1lcool (Cisa)<\/a>. \u201cPor essa raz\u00e3o, pensando em minimizar riscos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, a recomenda\u00e7\u00e3o mais segura mesmo \u00e9 n\u00e3o beber.\u201d<\/p>\n<h3>O sono sofre com as bebidas alco\u00f3licas<\/h3>\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 daqueles que, antes de dormir, gostam de tomar uma ta\u00e7a de vinho para relaxar, esque\u00e7a: seu m\u00e9todo pode at\u00e9 soar eficaz, mas \u00e9 prejudicial \u00e0 qualidade do sono. \u201c\u00c0 medida que o \u00e1lcool \u00e9 processado pelo corpo, o sono se torna superficial. A\u00ed o indiv\u00edduo acorda pela manh\u00e3 com a sensa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o dormiu o suficiente\u201d, esclarece a neurologista Andrea Bacelar, presidente da <a href=\"https:\/\/www.absono.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Sono<\/a>.<\/p>\n<p>Um estudo finland\u00eas, realizado com mais de 4 mil pessoas com idade entre 18 e 65 anos, atestou que a recupera\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica durante o repouso \u00e0 noite sofre uma redu\u00e7\u00e3o significativa na presen\u00e7a do \u00e1lcool \u2014 quanto mais se bebe, pior.<\/p>\n<p>J\u00e1 de Londres, na Inglaterra, veio outra descoberta: a bebida desregula os ciclos naturais do sono e, mesmo com modera\u00e7\u00e3o, incentiva roncos e ins\u00f4nia. O ideal \u00e9 que, se for tomar uma ta\u00e7a no jantar, isso aconte\u00e7a de tr\u00eas a quatro horas antes de dormir. E olhe l\u00e1.<\/p>\n<h3>\u00c1lcool engorda?<\/h3>\n<p>Sim. A m\u00e9dica Marisa Helena C\u00e9sar Coral, da <a href=\"https:\/\/www.endocrino.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia<\/a>, j\u00e1 perdeu as contas de quantos pacientes, \u00e1vidos por entrar em forma, reclamaram: \u201cDoutora, n\u00e3o sei por que n\u00e3o emagre\u00e7o. Eu n\u00e3o como praticamente nada\u201d.<\/p>\n<p>O problema, explica, \u00e9 que o indiv\u00edduo pode at\u00e9 fazer dieta e praticar exerc\u00edcios, mas, se n\u00e3o cortar ou moderar o \u00e1lcool, vai ser dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Uma pesquisa da <a href=\"https:\/\/ufop.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Federal de Ouro Preto (MG)<\/a> com 178 universit\u00e1rias investigou a rela\u00e7\u00e3o entre bebida alco\u00f3lica e gordura corporal. O valor m\u00e9dio da gordura concentrada ao redor da cintura foi maior entre as que relataram beber socialmente.<\/p>\n<p>\u201cO \u00e1lcool \u00e9 muito cal\u00f3rico. Cada grama tem 7 calorias. Para ter ideia, cada grama de carboidrato tem 4\u2033, compara Marisa. Na ponta do l\u00e1pis, uma latinha de cerveja (350 ml) corresponde a 150 calorias e uma tulipa de chope (300 ml), 180 calorias. E ainda tem os acompanhamentos, n\u00e9?<\/p>\n<h3>Malef\u00edcios dos drinques para a pele<\/h3>\n<p>Digamos que o \u00e1lcool tem um efeito t\u00f3xico para o tecido que reveste o corpo. De acordo com a m\u00e9dica Sylvia Ypiranga, do Departamento de Cosmiatria da <a href=\"http:\/\/www.sbd.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sociedade Brasileira de Dermatologia<\/a>, a ingest\u00e3o frequente instiga um processo inflamat\u00f3rio que piora quadros de acne, dermatite e psor\u00edase. Sem falar que anos de bebedeira abrem alas ao envelhecimento precoce, que se manifesta por manchas e rugas.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o bastasse, uma bomba foi noticiada por estudiosos do <a href=\"https:\/\/ki.se\/en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Karolinska<\/a>, na Su\u00e9cia, e da <a href=\"https:\/\/www.unimib.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de Monza<\/a>, na It\u00e1lia. Mesmo o consumo moderado de bebida alco\u00f3lica foi associado a um aumento de 20% no risco de melanoma, o c\u00e2ncer de pele mais agressivo.<\/p>\n<p>Os cientistas se aventuram em algumas hip\u00f3teses para elucidar o achado. Uma delas \u00e9 que, al\u00e9m de mexer com o controle da inflama\u00e7\u00e3o no corpo, o \u00e1lcool potencializa a sensibilidade da pele aos raios solares \u2014 vil\u00f5es por tr\u00e1s do tumor.<\/p>\n<h3>O rival do esporte<\/h3>\n<p>N\u00e3o importa se voc\u00ea \u00e9 atleta ou malha de leve pensando no seu bem-estar, o consumo de \u00e1lcool e a pr\u00e1tica de <a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/exercicios-fisicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">exerc<\/a>\u00ed<a href=\"https:\/\/saude.abril.com.br\/tudo-sobre\/exercicios-fisicos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">cios<\/a> definitivamente n\u00e3o combinam. Nem antes nem depois de suar a camisa. A bebida interfere na for\u00e7a, na velocidade e no equil\u00edbrio, acarretando pior desempenho e mais les\u00f5es.<\/p>\n<p>Quem toma umas antes de jogar ou malhar, ent\u00e3o, fica mais sujeito \u00e0 hipoglicemia, quando o a\u00e7\u00facar no sangue despenca. Um perigo!<\/p>\n<p>E sabe aquela rodada de cerveja que costuma fechar a pelada de futebol? Reconsidere. \u201cO \u00e1lcool \u00e9 o inimigo n\u00famero 1 da hidrata\u00e7\u00e3o. Se o sujeito j\u00e1 est\u00e1 desidratado, vai ficar ainda mais depois de beber\u201d, avisa o fisiologista Tur\u00edbio de Barros, da Unifesp. \u201cPor ter efeito diur\u00e9tico, quanto maior o consumo, maior a perda de l\u00edquidos e eletr\u00f3litos como s\u00f3dio e pot\u00e1ssio.\u201d<\/p>\n<p>Vai se exercitar? Ent\u00e3o \u00e9 melhor suspender a bebida alco\u00f3lica por 72 horas antes ou 24 horas depois da atividade.<\/p>\n<h3>Fertilidade em xeque<\/h3>\n<p>Ao que tudo indica, o \u00e1lcool atrapalha o sonho de ser pai e m\u00e3e. Um estudo americano indica que mesmo meras tr\u00eas ta\u00e7as de vinho por semana j\u00e1 podem reduzir a capacidade de mulheres engravidarem.<\/p>\n<p>Para os homens, o cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o diferente. E, quanto maior a ingest\u00e3o, mais dificuldades \u00e0 vista. Segundo a pesquisadora Tina Kold Jensen, da <a href=\"https:\/\/www.sdu.dk\/en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade do Sul da Dinamarca<\/a>, a bebida afeta a qualidade dos espermatozoides. \u201cO consumo cr\u00f4nico pode impactar na forma e na fun\u00e7\u00e3o dessas c\u00e9lulas, diminuir a libido e at\u00e9 levar \u00e0 atrofia dos test\u00edculos\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Pensando em fazer tratamento para ter filhos? A recomenda\u00e7\u00e3o do ginecologista e obstetra Isaac Yadid, da <a href=\"https:\/\/fertilidade.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sociedade Brasileira de Reprodu\u00e7\u00e3o Assistida<\/a>, \u00e9 n\u00e3o ingerir \u00e1lcool pelo menos um m\u00eas antes. \u201cEstudos demonstram tend\u00eancia de pior resultado com a ingest\u00e3o di\u00e1ria\u201d, diz.<\/p>\n<h3>Quer ser produtivo?<\/h3>\n<p>Quem bebe com frequ\u00eancia v\u00ea ou ver\u00e1 o rendimento no emprego naufragar. Mas n\u00e3o para a\u00ed. O consumo de \u00e1lcool j\u00e1 se tornou a principal causa de afastamento do trabalho por uso de subst\u00e2ncias psicoativas no Brasil. Entre 2010 e 2014, o n\u00famero de brasileiros nessas condi\u00e7\u00f5es que precisaram parar de trabalhar e pediram aux\u00edlio-doen\u00e7a registrou um aumento de 19%.<\/p>\n<p>\u201cO \u00e1lcool provoca efeitos f\u00edsicos e cognitivos que impactam no desempenho do trabalhador, o que traz riscos para si e para terceiros\u201d, observa Jo\u00e3o Silvestre da Silva J\u00fanior, diretor da <a href=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho<\/a>.<\/p>\n<p>Dados do \u00faltimo Levantamento Nacional de \u00c1lcool e Drogas indicam que 4,9% da popula\u00e7\u00e3o (cerca de 4,6 milh\u00f5es de cidad\u00e3os) admitiram j\u00e1 ter perdido o emprego por causa do \u00e1lcool e 8% (7,4 milh\u00f5es) relataram que o uso de bebidas alco\u00f3licas teve repercuss\u00e3o em sua rotina de trabalho.<\/p>\n<h3>Depend\u00eancia por \u00e1lcool na fam\u00edlia<\/h3>\n<p>Vinte e oito milh\u00f5es. Eis o n\u00famero de brasileiros que, segundo o Levantamento Nacional de Fam\u00edlias dos Dependentes Qu\u00edmicos, da Unifesp, t\u00eam algum dependente qu\u00edmico na fam\u00edlia. \u201cPara cada usu\u00e1rio de drogas, existem outras quatro pessoas afetadas\u201d, estima Laranjeira.<\/p>\n<p>As mulheres s\u00e3o as que mais padecem: 80% delas sofrem os impactos negativos, psicol\u00f3gicos ou financeiros, do v\u00edcio dentro de casa (seja do filho, seja do marido).<\/p>\n<p>Um dos desafios apontados na pesquisa \u00e9 o tempo para busca de apoio: no caso dos dependentes de \u00e1lcool, uma m\u00e9dia de sete anos at\u00e9 procurar um servi\u00e7o especializado \u2014 entre dependentes de coca\u00edna, essa janela n\u00e3o passa de dois anos.<\/p>\n<p>Nesse \u00ednterim, o lar pode virar ref\u00e9m inclusive da viol\u00eancia. \u201cO \u00e1lcool \u00e9 um veneno. Ao menor sinal de depend\u00eancia, o indiv\u00edduo ou a fam\u00edlia devem buscar ajuda\u201d, ressalta o psiquiatra Jorge Jaber, presidente da <a href=\"http:\/\/www.abradonline.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Alcoolismo e Drogas<\/a>.<\/p>\n<h3>Os problemas do \u00e1lcool em n\u00fameros e quem precisa ficar longe dele<\/h3>\n<p>\u201cCerveja? S\u00f3 faz mal quando falta\u201d, \u201cEvite ressaca: mantenha-se de porre\u201d\u2026 Frases do tipo, a estampar paredes de bar ou para-choques de caminh\u00e3o, seriam c\u00f4micas se n\u00e3o fossem tr\u00e1gicas. Segundo a <a href=\"https:\/\/www.who.int\/eportuguese\/countries\/bra\/pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/a>, o consumo de \u00e1lcool causa problemas a 10% da popula\u00e7\u00e3o do planeta \u2014 s\u00e3o 753 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n<p>No ano de 2016, cerca de 2,8 milh\u00f5es (100 mil delas s\u00f3 no Brasil) perderam a vida em decorr\u00eancia dele. O motivo? De acidente de tr\u00e2nsito a fal\u00eancia do f\u00edgado. E n\u00e3o pense que o preju\u00edzo se restringe a quem bebe demais.<\/p>\n<p>No Brasil, o \u00faltimo Relat\u00f3rio Global sobre \u00c1lcool e Sa\u00fade da OMS revela que, entre 2010 e 2016, a m\u00e9dia de consumo per capita caiu 11% e passou de 8,8 litros para 7,8 litros ao ano por cidad\u00e3o. \u201c\u00c9 um avan\u00e7o. Apesar de estar acima da m\u00e9dia mundial de 6,4 litros, o pa\u00eds alcan\u00e7ou valor inferior \u00e0 m\u00e9dia das Am\u00e9ricas, de 8 litros\u201d, analisa Guerra.<\/p>\n<p>Se a ingest\u00e3o per capita caiu, o consumo de grande quantidade de \u00e1lcool em curto espa\u00e7o de tempo aumentou de 12,7% para 19,4% entre mulheres e jovens, revela o estudo \u00c1lcool e a Sa\u00fade dos Brasileiros \u2013 Panorama 2019 do Cisa.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 preocupante porque, biologicamente, o organismo feminino \u00e9 mais suscet\u00edvel aos efeitos do \u00e1lcool e o c\u00e9rebro adolescente pode sofrer danos irrevers\u00edveis\u201d, avalia Guerra.<\/p>\n<p>Jovens e gestantes est\u00e3o entre aqueles que em nenhuma hip\u00f3tese deveriam tomar bebida alco\u00f3lica. O grupo do \u201c\u00e1lcool zero\u201d, por orienta\u00e7\u00e3o da OMS, inclui, ainda, quem vai dirigir ou trabalhar com m\u00e1quinas, faz uso de rem\u00e9dios que interagem com a bebida ou tem hist\u00f3rico de depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n<p>Para especialistas, por\u00e9m, n\u00e3o basta ficar nas recomenda\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso proibir e fiscalizar a venda para menores de 21 anos e elevar o pre\u00e7o do produto. \u201cO mercado no Brasil \u00e9 completamente desregulado. Quem domina a pol\u00edtica de \u00e1lcool \u00e9 a pr\u00f3pria ind\u00fastria. O governo, federal, estadual ou municipal, pouco faz\u201d, critica Laranjeira.<\/p>\n<p>Que as novas evid\u00eancias ajudem a rever e a mudar essa situa\u00e7\u00e3o, para o nosso pr\u00f3prio bem e de toda a sociedade.<\/p>\n<h3><strong>Problemas cl\u00e1ssicos que o \u00e1lcool causa ou amplifica<\/strong><\/h3>\n<ul>\n<li>Cirrose e fal\u00eancia do f\u00edgado<\/li>\n<li>C\u00e2ncer<\/li>\n<li>Hipertens\u00e3o<\/li>\n<li>V\u00edcio<\/li>\n<li>Infarto e AVC<\/li>\n<li>Transtornos psiqui\u00e1tricos<\/li>\n<li>Acidentes de tr\u00e2nsito<\/li>\n<li>Viol\u00eancia dentro e fora de casa<\/li>\n<li>Preju\u00edzos ao feto<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>(Fonte: Revista Sa\u00fade)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se depender de um dos maiores estudos globais j\u00e1 feitos para mensurar o impacto do \u00e1lcool na sa\u00fade humana, at\u00e9 mensagens como \u201caprecie com modera\u00e7\u00e3o\u201d est\u00e3o com os dias contados. 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