{"id":37617,"date":"2019-07-01T15:21:03","date_gmt":"2019-07-01T18:21:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=37617"},"modified":"2019-07-01T15:22:16","modified_gmt":"2019-07-01T18:22:16","slug":"direito-assedio-sexual-por-cliente-e-mais-comum-do-que-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/07\/01\/direito-assedio-sexual-por-cliente-e-mais-comum-do-que-no-mundo\/","title":{"rendered":"Direito: ass\u00e9dio sexual por cliente \u00e9 mais comum no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>As advogadas e advogados brasileiros t\u00eam 14% a mais de chances de serem assediadas sexualmente por um cliente do que a m\u00e9dia mundial. As mulheres s\u00e3o os alvos preferenciais de assediadores.<\/p>\n<p>No mundo, uma a cada tr\u00eas mulheres afirmou j\u00e1 ter sofrido algum tipo de ass\u00e9dio sexual no trabalho. Em contrapartida, entre homens, a propor\u00e7\u00e3o cai para um a cada 14.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da pesquisa <a href=\"https:\/\/www.ibanet.org\/bullying-and-sexual-harassment.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Us Too? Sexual Harassement in the Legal Profession<\/a>, feita pela International Bar Association (IBA). O estudo entrevistou 129 profissionais brasileiros do Direito, incluindo homens e mulheres.<\/p>\n<p>Os pesquisadores, no total, entrevistaram 6.980 pessoas, de 135 pa\u00edses, que trabalham no Direito para tirar conclus\u00f5es sobre o tema. Do total de entrevistados,\u00a0 67% s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p>No caso do bullying no trabalho, uma a cada duas mulheres j\u00e1 foi v\u00edtima dessa pr\u00e1tica. Entre os homens, um a cada tr\u00eas diz j\u00e1 ter sofrido bullying. Ainda no panorama mundial, 75% das v\u00edtimas de ass\u00e9dio sexual n\u00e3o reportam os casos. A principal raz\u00e3o, segundo a pesquisa, \u00e9 o medo da repercuss\u00e3o no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>O estudo mostra que 57% das v\u00edtimas de bullying tamb\u00e9m n\u00e3o reportam os casos. Al\u00e9m disso, 53% dos ambientes de trabalho dos profissionais entrevistados tinham algum tipo de pol\u00edtica contra ass\u00e9dio e bullying e 22% dos advogados e advogadas passaram por treinamento sobre como lidar com esses casos.<\/p>\n<p>Outro dado identificado pela pesquisa \u00e9 que 65% das v\u00edtimas de bullying pensam em largar ou j\u00e1 sa\u00edram de seus empregos em decorr\u00eancia desta pr\u00e1tica. No caso do ass\u00e9dio sexual, 37% das v\u00edtimas sa\u00edram ou pensam em largar o emprego.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o aos outros pa\u00edses, a propor\u00e7\u00e3o de advogados e advogadas que j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio sexual ficou na m\u00e9dia global. De todos os profissionais brasileiros e brasileiras, praticamente 22% j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio sexual. N\u00fameros de pa\u00edses como Estados Unidos, Austr\u00e1lia e \u00c1frica do Sul est\u00e3o piores que os brasileiros. As porcentagens de profissionais que sofreram ass\u00e9dio sexual s\u00e3o respectivamente 32,6%, 29,6% e 27,5%.<\/p>\n<figure id=\"attachment_194116\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-194116 size-large\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/69973184a9d3c0567ce0062083cfd4c0-1024x515.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.jota.info\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/69973184a9d3c0567ce0062083cfd4c0-1024x515.jpg 1024w, https:\/\/www.jota.info\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/69973184a9d3c0567ce0062083cfd4c0-300x151.jpg 300w, https:\/\/www.jota.info\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/69973184a9d3c0567ce0062083cfd4c0-768x386.jpg 768w, https:\/\/www.jota.info\/wp-content\/uploads\/2019\/05\/69973184a9d3c0567ce0062083cfd4c0.jpg 1060w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"515\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">M\u00e9dia de ass\u00e9dio sexual de profissionais do Direito<\/figcaption><\/figure>\n<p>No caso do bullying, a m\u00e9dia brasileira \u00e9 de 45%. Ou seja, quase metade dos profissionais que foram entrevistados j\u00e1 sofreu com esse tipo de a\u00e7\u00e3o. A m\u00e9dia mundial est\u00e1 em 43%.<\/p>\n<p>A pesquisa tamb\u00e9m identificou que somente 35% do entrevistados no Brasil afirmaram que o ambiente de trabalho tinha algum tipo de pol\u00edtica contra o ass\u00e9dio.<\/p>\n<p>O n\u00famero \u00e9 inferior \u00e0 m\u00e9dia global de 53%. Al\u00e9m disso, somente 18% dos entrevistados brasileiros afirmaram que tiveram algum tipo de treinamento para lidar com essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os entrevistados do Brasil tamb\u00e9m dizem, mais da metade dos questionados, que as iniciativas de preven\u00e7\u00e3o das empresas que possuem algum tipo de pol\u00edtica contra o ass\u00e9dio s\u00e3o insuficientes.<\/p>\n<p><em>(Fonte: JOTA)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As advogadas e advogados brasileiros t\u00eam 14% a mais de chances de serem assediadas sexualmente por um cliente do que a m\u00e9dia mundial. As mulheres s\u00e3o os alvos preferenciais de assediadores. No mundo, uma a cada tr\u00eas mulheres afirmou j\u00e1 ter sofrido algum tipo de ass\u00e9dio sexual no trabalho. 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