{"id":37608,"date":"2019-07-01T15:05:10","date_gmt":"2019-07-01T18:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=37608"},"modified":"2019-07-01T15:05:10","modified_gmt":"2019-07-01T18:05:10","slug":"oit-adverte-para-grandes-perdas-economicas-por-estresse-termico-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/07\/01\/oit-adverte-para-grandes-perdas-economicas-por-estresse-termico-no-trabalho\/","title":{"rendered":"OIT adverte para grandes perdas econ\u00f4micas por estresse t\u00e9rmico no trabalho"},"content":{"rendered":"<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica custar\u00e1 \u00e0 economia mundial perdas no valor de US$ 2,4 trilh\u00f5es at\u00e9 2030 em consequ\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o de produtividade que o calor provocar\u00e1 nos trabalhadores, segundo adverte um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) apresentado nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>O estudo, revelado em entrevista coletiva pelos especialistas da OIT Catherine Saget e Nicolas Maitre, autores do mesmo, calcula os efeitos do calor e do estresse t\u00e9rmico causado nos trabalhadores e conclui que haver\u00e1 uma perda de 2,2% das horas de trabalho global, equivalentes a 80 milh\u00f5es de empregos em tempo integral.<\/p>\n<p>&#8220;A perda ser\u00e1 equivalente a 1,4% do PIB mundial (de 2030) ou ao atual Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido&#8221;, comparou Saget, que ressaltou que setores como a agricultura e a constru\u00e7\u00e3o, onde costuma-se trabalhar ao ar livre, ser\u00e3o os mais afetados.<\/p>\n<p>&#8220;Trata-se de uma estimativa muito conservadora, que leva em considera\u00e7\u00e3o um aumento de temperatura de 1,5 graus at\u00e9 o final do s\u00e9culo, portanto, trata-se do melhor cen\u00e1rio poss\u00edvel&#8221;, acrescentou Maitre em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia Efe.<\/p>\n<p>O estresse t\u00e9rmico acontece quando o corpo humano alcan\u00e7a o limite de calor que pode suportar sem sofrer uma degrada\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e, em geral, ocorre a uma temperatura ambiente superior aos 35 graus em condi\u00e7\u00f5es de elevada umidade.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 basicamente quando faz calor demais para trabalhar, ou pelo menos para faz\u00ea-lo em alta intensidade&#8221;, declarou Saget para explicar que este estresse reduz a capacidade laboral e, al\u00e9m disso, representa um risco para a sa\u00fade do trabalhador porque, em casos extremos, pode causar insola\u00e7\u00f5es que podem ser mortais.<\/p>\n<p>No estudo est\u00e1 previsto que as regi\u00f5es mais afetadas por este problema ser\u00e3o aquelas nas quais os trabalhadores j\u00e1 s\u00e3o atualmente mais vulner\u00e1veis, como a \u00c1frica Ocidental e a \u00c1sia Meridional, raz\u00e3o pela qual o fen\u00f4meno pode contribuir para uma maior desigualdade econ\u00f4mica e de desenvolvimento no planeta.<\/p>\n<p>Oito dos dez pa\u00edses que devem ser os mais afetados em termos relativos pelo estresse t\u00e9rmico laboral s\u00e3o do grupo de na\u00e7\u00f5es menos desenvolvidas: Benin, Burkina Faso, Camboja, Chade, Serra Leoa, Sud\u00e3o, Togo e N\u00edger.<\/p>\n<p>No setor agr\u00edcola, as mais afetadas ser\u00e3o as mulheres, que constituem a maioria dos trabalhadores dos cultivos de subsist\u00eancia em \u00e1reas pobres, enquanto na constru\u00e7\u00e3o ser\u00e3o os homens os mais prejudicados, alerta o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&#8220;Haver\u00e1 um aumento da disparidade entre os pa\u00edses de menor e maior n\u00edvel de renda, uma piora das condi\u00e7\u00f5es de trabalho das pessoas mais vulner\u00e1veis e deslocamentos de popula\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou Saget.<\/p>\n<p>Para fazer frente ao desafio, a OIT recomenda a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas em escala nacional, que incluam infraestruturas adequadas contra o calor, sistemas de alarme antecipado para fazer frente aos fen\u00f4menos t\u00e9rmicos e uma melhor aplica\u00e7\u00e3o das normas internacionais de seguran\u00e7a e sa\u00fade laboral.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o calculamos quanto custaria esse investimento, mas quando s\u00e3o previstas perdas de US$ 2,3 trilh\u00f5es, \u00e9 preciso encontrar solu\u00e7\u00f5es para diminu\u00ed-las&#8221;, ressaltou Maitre.<\/p>\n<p>De qualquer forma, empregadores e empregados tamb\u00e9m devem assumir responsabilidades neste problema e para suas solu\u00e7\u00f5es, e incluir este ponto de vista no di\u00e1logo social, recomendou a OIT nas conclus\u00f5es do relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Neste, devem ser negociadas adapta\u00e7\u00f5es de hor\u00e1rios de trabalho, mudan\u00e7as de uso de vestimenta e equipamentos, estabelecimento de locais situados em \u00e1reas de sombra e a designa\u00e7\u00e3o de recessos na jornada de trabalho, destacou a organiza\u00e7\u00e3o com sede em Genebra.<\/p>\n<p>O estudo \u00e9 apresentado em meio a uma das maiores ondas de calor na Europa dos \u00faltimos anos, o que obrigou os pa\u00edses da regi\u00e3o a tomar medidas de preven\u00e7\u00e3o para tentar evitar que a sa\u00fade de seus cidad\u00e3os seja gravemente afetada pelas altas temperaturas.<\/p>\n<p><em>(Fonte: UOL)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica custar\u00e1 \u00e0 economia mundial perdas no valor de US$ 2,4 trilh\u00f5es at\u00e9 2030 em consequ\u00eancia da diminui\u00e7\u00e3o de produtividade que o calor provocar\u00e1 nos trabalhadores, segundo adverte um relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) apresentado nesta segunda-feira. 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