{"id":36946,"date":"2019-04-30T15:55:15","date_gmt":"2019-04-30T18:55:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=36946"},"modified":"2019-04-30T15:55:15","modified_gmt":"2019-04-30T18:55:15","slug":"construcao-civil-esta-entre-os-setores-com-maior-risco-de-acidentes-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/04\/30\/construcao-civil-esta-entre-os-setores-com-maior-risco-de-acidentes-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o civil est\u00e1 entre os setores com maior risco de acidentes de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Um dos segmentos que mais registram acidentes de trabalho no Brasil, a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 o primeiro do pa\u00eds em incapacidade permanente, o segundo em mortes (perde apenas para o transporte terrestre) e o quinto em afastamentos com mais de 15 dias.<\/p>\n<p>O setor \u00e9 um dos alvos da Campanha Nacional de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes do Trabalho (Canpat), lan\u00e7ada em abril pela Secretaria Especial de Previd\u00eancia e Trabalho do Minist\u00e9rio da Economia, que se estende at\u00e9 novembro.<\/p>\n<p>O mais recente Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Acidentes de Trabalho (AEAT) aponta que em 2017 ocorreram 549.405 acidentes de trabalho em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>Na constru\u00e7\u00e3o civil, foram 30.025, equivalente a 5,46% de todos os casos. O n\u00famero de afastamentos do emprego por mais de 15 dias por conta das atividades profissionais no Brasil foi de 142.782. No setor, o n\u00famero chegou a 11.894 na constru\u00e7\u00e3o &#8211; 8,3% do total.<\/p>\n<p>Se comparado a outras ocupa\u00e7\u00f5es, o n\u00famero \u00e9 alto, afirma o auditor-fiscal do Trabalho Jeferson Seidler, da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho da Secretaria Especial de Previd\u00eancia e Trabalho.<\/p>\n<p>Ele entende que \u00e9 preciso considerar que o setor \u00e9 bastante representativo \u2013 em 2017 havia 1,8 milh\u00e3o de pessoas trabalhando na \u00e1rea \u2013 e que a natureza da atividade na constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 perigosa.<\/p>\n<p>Mas pondera que a maioria dos acidentes poderia ser evitada se fossem tomadas medidas preventivas.<\/p>\n<h3>Preven\u00e7\u00e3o de acidentes<\/h3>\n<p>Para reduzir os riscos de acidentes de trabalho na constru\u00e7\u00e3o civil existem regras dispostas na Norma Reguladora 18 (NR-18), que trata especificamente da sa\u00fade e seguran\u00e7a na Constru\u00e7\u00e3o Civil.<\/p>\n<p>Para conhecimento e aplica\u00e7\u00e3o dessa regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso treinamento inicial e peri\u00f3dico (por fase da obra), com dura\u00e7\u00e3o de seis horas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m conhecer e seguir as Recomenda\u00e7\u00f5es T\u00e9cnicas de Procedimento publicadas pela Fundacentro- RTP.<\/p>\n<p>Todo canteiro de obra deve contar com uma Comiss\u00e3o Interna de Preven\u00e7\u00e3o de Acidentes (Cipa) ou um representante.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que o ambiente de trabalho esteja preparado de acordo com as normas e que os oper\u00e1rios adotem medidas de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 importante lembrar que a preven\u00e7\u00e3o de acidentes n\u00e3o se resume aos Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual. As prote\u00e7\u00f5es coletivas e a organiza\u00e7\u00e3o do trabalho s\u00e3o as principais medidas de gerenciamento dos riscos ocupacionais.<\/p>\n<p>Os EPI s\u00e3o complementares.<\/p>\n<p>A Canpat tem o objetivo justamente de contribuir para que no Brasil todos tenhamos uma cultura de preven\u00e7\u00e3o, entendendo os riscos e as melhores solu\u00e7\u00f5es em cada atividade&#8221;, afirma o auditor.<\/p>\n<p>Caso o empregado se sinta inseguro ou v\u00edtima de neglig\u00eancia, a orienta\u00e7\u00e3o da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Seguran\u00e7a e Sa\u00fade no Trabalho \u00e9 conversar com a Cipa e o Servi\u00e7o Especializado em Engenharia de Seguran\u00e7a e em Medicina do Trabalho (SESMT) da empresa.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o houver \u00eaxito, a den\u00fancia deve ser feita ao sindicato da categoria ou na unidade mais pr\u00f3xima da Rede de Atendimento do Trabalhador.<\/p>\n<h3>Taxas<\/h3>\n<p>Em 2017, mil pessoas n\u00e3o puderam retornar ao trabalho ou retornaram com limita\u00e7\u00f5es porque ficaram com algum tipo de incapacidade permanente, o que representa 7,9% do total de 12.651 casos. E 227 pessoas morreram de um total de 2.096 (10,8%).<\/p>\n<p>Enquanto a taxa de mortalidade no trabalho no Brasil \u00e9 de 5,21 mortes para cada 100 mil v\u00ednculos, na constru\u00e7\u00e3o civil a taxa \u00e9 de 11,76 casos para cada grupo de 100 mil.<\/p>\n<p>As principais causas destes acidentes s\u00e3o impactos com objetos, quedas, choques el\u00e9tricos e soterramento ou desmoronamento.<\/p>\n<p>&#8220;Tem que considerar que o risco na constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 muito maior do que no servi\u00e7o p\u00fablico, por exemplo. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 para justificar o alto n\u00famero de acidentes com isso, porque h\u00e1 procedimentos e equipamentos que, se adotados, evitariam esses acidentes e mortes&#8221;, afirmou Seidler.<\/p>\n<h3>Informalidade<\/h3>\n<p>Os dados presentes no AEAT se referem apenas ao mercado formal, n\u00e3o considerando a informalidade, onde os acidentes acontecem e n\u00e3o s\u00e3o registrados.<\/p>\n<p>&#8220;De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua, a informalidade na constru\u00e7\u00e3o civil gira em torno de 40% na m\u00e9dia do Brasil e at\u00e9 60% em alguns estados.<\/p>\n<p>Esses trabalhadores informais atuam certamente em situa\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria, mas os acidentes que eles sofrem n\u00e3o entram na estat\u00edstica&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Os casos de adoecimento no setor tamb\u00e9m s\u00e3o destacados pelo auditor. Segundo ele, os mais comuns s\u00e3o de lombalgia, perda auditiva induzida por ru\u00eddo e doen\u00e7as do sistema respirat\u00f3rio por exposi\u00e7\u00e3o a poeiras.<\/p>\n<p>&#8220;Embora os dois \u00faltimos n\u00e3o apare\u00e7am nas estat\u00edsticas, sabe-se que s\u00e3o fatores importantes em todos os tipos de obra&#8221;, diz Seidler.<\/p>\n<p>Preju\u00edzos decorrentes de acidentes ocupacionais s\u00e3o muitas vezes imensur\u00e1veis, acrescenta o auditor. Os trabalhadores voltam ao servi\u00e7o com medo e a imagem da empresa sofre desgaste.<\/p>\n<p>Em caso de neglig\u00eancia por parte do empregador, h\u00e1 a possibilidade de pagar indeniza\u00e7\u00e3o ao INSS ou at\u00e9 responder a processo criminal por les\u00e3o corporal ou homic\u00eddio culposo, dependendo da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>(Fonte: EBC)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos segmentos que mais registram acidentes de trabalho no Brasil, a constru\u00e7\u00e3o civil \u00e9 o primeiro do pa\u00eds em incapacidade permanente, o segundo em mortes (perde apenas para o transporte terrestre) e o quinto em afastamentos com mais de 15 dias. 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