{"id":36527,"date":"2019-03-08T13:32:51","date_gmt":"2019-03-08T16:32:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=36527"},"modified":"2019-03-08T13:34:08","modified_gmt":"2019-03-08T16:34:08","slug":"oit-participacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-ainda-e-menor-que-dos-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/03\/08\/oit-participacao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho-ainda-e-menor-que-dos-homens\/","title":{"rendered":"OIT: participa\u00e7\u00e3o das mulheres no mercado ainda \u00e9 menor que dos homens"},"content":{"rendered":"<p>As mulheres s\u00e3o menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e t\u00eam mais chances de estarem desempregadas na maior parte dos pa\u00edses do mundo, afirma novo estudo da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), lan\u00e7ado na v\u00e9spera do Dia Internacional da Mulher (8 de mar\u00e7o).<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio \u201cPerspectivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tend\u00eancias para Mulheres 2018\u201d, a taxa global de participa\u00e7\u00e3o das mulheres na for\u00e7a de trabalho ficou em 48,5% em 2018, 26,5 pontos percentuais abaixo da taxa dos homens.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a taxa de desemprego global das mulheres em 2018 ficou em 6%, aproximadamente 0,8 ponto percentual maior do que a taxa dos homens. No total, isso significa que, para cada dez homens empregados, apenas seis mulheres est\u00e3o empregadas.<\/p>\n<p>\u201cApesar dos avan\u00e7os conquistados e dos compromissos assumidos para continuar progredindo, as perspectivas das mulheres no mundo do trabalho ainda est\u00e3o longe de ser iguais \u00e0s dos homens\u201d, disse a diretora-geral adjunta de pol\u00edticas da OIT, Deborah Greenfield.<\/p>\n<p>\u201cSeja sobre acesso ao emprego, desigualdade salarial ou outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o, precisamos fazer mais para reverter essa tend\u00eancia persistente e inaceit\u00e1vel com a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas adaptadas \u00e0s mulheres, levando em conta tamb\u00e9m as demandas desiguais que elas enfrentam em rela\u00e7\u00e3o a responsabilidades dom\u00e9sticas e de cuidados de outros membros da fam\u00edlia\u201d, acrescentou Greenfield.<\/p>\n<p>No entanto, o estudo revela disparidades significativas, dependendo da riqueza dos pa\u00edses. Por exemplo, as diferen\u00e7as nas taxas de desemprego entre mulheres e homens nos pa\u00edses desenvolvidos s\u00e3o relativamente pequenas. As mulheres chegam at\u00e9 a registrar taxas de desemprego menores do que os homens no Leste Europeu e na Am\u00e9rica do Norte.<\/p>\n<p>Por outro lado, nos Estados \u00e1rabes e no Norte da \u00c1frica, as taxas de desemprego entre as mulheres ainda s\u00e3o duas vezes maiores do que as dos homens, com as normas sociais prevalecentes continuando a bloquear a participa\u00e7\u00e3o das mulheres em empregos remunerados.<\/p>\n<p>Outro exemplo dessas disparidades \u00e9 que a diferen\u00e7a nas taxas de participa\u00e7\u00e3o no emprego entre homens e mulheres est\u00e1 se reduzindo nos pa\u00edses em desenvolvimento (baixa renda) e nos pa\u00edses desenvolvidos (alta renda), enquanto continua a aumentar em pa\u00edses emergentes (m\u00e9dia renda). No entanto, isso pode ser um reflexo do fato de que um n\u00famero crescente de mulheres jovens nesses pa\u00edses entrou no sistema de educa\u00e7\u00e3o formal, o que atrasa sua entrada no mercado de trabalho.<\/p>\n<h3>Mulheres demais no trabalho informal; poucas em cargos de gest\u00e3o<\/h3>\n<p>O estudo tamb\u00e9m mostra que as mulheres enfrentam desigualdades significativas na qualidade do emprego que possuem. Por exemplo, em compara\u00e7\u00e3o com os homens, as mulheres ainda t\u00eam mais que o dobro de chances de serem trabalhadoras familiares n\u00e3o remuneradas.<\/p>\n<p>Isso significa que elas contribuem para um neg\u00f3cio familiar voltado para o mercado, muitas vezes sujeitas a condi\u00e7\u00f5es de emprego vulner\u00e1veis, sem contratos escritos, respeito pela legisla\u00e7\u00e3o trabalhista ou acordos coletivos.<\/p>\n<p>Enquanto nos pa\u00edses emergentes a participa\u00e7\u00e3o das mulheres entre trabalhadores familiares n\u00e3o remunerados diminuiu na \u00faltima d\u00e9cada, nos pa\u00edses em desenvolvimento ela continua alta, representando 42% do emprego feminino em 2018, em compara\u00e7\u00e3o com 20% do emprego masculino, e sem sinais de melhoria at\u00e9 2021.<\/p>\n<p>Como resultado, h\u00e1 mais mulheres no emprego informal nos pa\u00edses em desenvolvimento. Estes resultados confirmam pesquisas anteriores da OIT que alertaram sobre desigualdades significativas de g\u00eanero em rela\u00e7\u00e3o a sal\u00e1rios e prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Analisando as mulheres que administram empresas, o estudo observa que, no mundo todo, quatro vezes mais homens est\u00e3o trabalhando como empregadores do que mulheres em 2018. Essas desigualdades de g\u00eanero tamb\u00e9m se refletem em cargos de gest\u00e3o, onde as mulheres continuam a enfrentar barreiras do mercado de trabalho para acessar estes postos.<\/p>\n<p>\u201cOs desafios e obst\u00e1culos persistentes que as mulheres enfrentam ir\u00e3o reduzir a possibilidade de as sociedades desenvolverem caminhos para alcan\u00e7ar crescimento econ\u00f4mico com desenvolvimento social. Portanto, acabar com as desigualdades de g\u00eanero no mundo do trabalho deve continuar a ser uma prioridade m\u00e1xima se quisermos conquistar a igualdade de g\u00eanero e empoderar todas as mulheres e meninas at\u00e9 2030\u201d, concluiu o diretor do Departamento de Pesquisa da OIT, Damian Grimshaw.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ilo.org\/global\/about-the-ilo\/newsroom\/news\/WCMS_619550?lang=es\">Clique aqui para acessar o relat\u00f3rio da OIT.<\/a><\/p>\n<p><em>(Fonte: OIT)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mulheres s\u00e3o menos propensas a participar do mercado de trabalho do que os homens e t\u00eam mais chances de estarem desempregadas na maior parte dos pa\u00edses do mundo, afirma novo estudo da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), lan\u00e7ado na v\u00e9spera do Dia Internacional da Mulher (8 de mar\u00e7o). De acordo com o relat\u00f3rio \u201cPerspectivas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31363,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36527"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36527"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36527\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31363"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36527"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36527"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36527"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}