{"id":36414,"date":"2019-02-21T10:21:38","date_gmt":"2019-02-21T13:21:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=36414"},"modified":"2019-02-21T10:21:38","modified_gmt":"2019-02-21T13:21:38","slug":"desemprego-diminui-no-mundo-mas-condicoes-de-trabalho-pioram-diz-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2019\/02\/21\/desemprego-diminui-no-mundo-mas-condicoes-de-trabalho-pioram-diz-oit\/","title":{"rendered":"Desemprego diminui no mundo, mas condi\u00e7\u00f5es de trabalho pioram, diz OIT"},"content":{"rendered":"<div class=\"intro\">\n<p>Segundo o relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (13), O n\u00famero de desempregados no mundo caiu em dois milh\u00f5es em 2018, retornando a 172 milh\u00f5es. O n\u00famero corresponde a uma taxa de desemprego global em 5,0%, a mesma registrada antes da crise financeira de 2008. Mas, mesmo se o desemprego diminuiu, a ag\u00eancia da ONU denuncia a constante precariza\u00e7\u00e3o do trabalho em todo o planeta. O documento deplora que a maioria dos 3,3 bilh\u00f5es de pessoas, que estavam empregadas em 2018, enfrentam a falta de seguran\u00e7a econ\u00f4mica, bem-estar material e igualdade de oportunidades no mercado de trabalho global.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Segundo o novo relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), trabalha-se mais e pior do que h\u00e1 10 anos. \u00c9 o caso, por exemplo, de todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, que demonstram n\u00edveis \u201cinquietantes\u201d de informalidade e de \u201cm\u00e1 qualidade\u201d do trabalho, em todas as categorias profissionais. Apesar de uma recupera\u00e7\u00e3o no crescimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o, o emprego dever\u00e1 crescer apenas 1,4% ao ano entre 2019 e 2020, diz o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ter um emprego nem sempre garante um estilo de vida decente&#8221;, afirmou Damian Grimshaw, diretor do Departamento de Pesquisa da OIT. Segundo ele, a prova s\u00e3o os 700 milh\u00f5es de pessoas vivem em extrema pobreza ou em pobreza moderada, \u201capesar de terem um emprego&#8221;. O relat\u00f3rio chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que alguns novos modelos de neg\u00f3cios, especialmente aqueles favorecidos por novas tecnologias, amea\u00e7am minar o mercado de trabalho em quesitos como a informalidade, a estabilidade, a prote\u00e7\u00e3o social e as normas trabalhistas.<\/p>\n<p>Entre os problemas destacados pelo relat\u00f3rio da OIT constam a diferen\u00e7a entre a taxa de participa\u00e7\u00e3o de homens e mulheres no mercado de trabalho, que continua extremamente desigual: as mulheres respondem por apenas 48%, comparado aos 75% dos homens.<\/p>\n<p>Outro problema \u00e9 que o emprego informal ainda \u00e9 predominante, com 2 bilh\u00f5es de trabalhadores &#8211; 61% da for\u00e7a de trabalho global &#8211; nessa categoria. A OIT tamb\u00e9m se mostrou preocupada com o fato de mais de 20% dos jovens (com menos de 25 anos) estarem fora da escola ou desempregados, comprometendo suas perspectivas de emprego no futuro.<\/p>\n<h3>Outras regi\u00f5es<\/h3>\n<p>No norte, sul e oeste da Europa, o desemprego se encontra em seu n\u00edvel mais baixo nos \u00faltimos dez anos e deve continuar a diminuir at\u00e9 2020. Em alguns pa\u00edses do continente, o desemprego de longa dura\u00e7\u00e3o atinge 40%. Na Europa do Leste, o n\u00famero de pessoas empregadas dever\u00e1 diminuir cerca de 0,7% em 2019 e 2020. A informalidade continua generalizada, mantendo uma taxa de 43% na \u00c1sia Central e Ocidental. Trabalhadores pobres, empregos de baixa qualidade e persistentes desigualdades no mercado de trabalho continuam sendo uma grande preocupa\u00e7\u00e3o nesta \u00e1rea do globo.<\/p>\n<p>J\u00e1 na Am\u00e9rica do Norte, espera-se que o desemprego atinja seu n\u00edvel mais baixo, com uma taxa de 4,1% em 2019. Tanto o crescimento do emprego como a atividade econ\u00f4mica devem come\u00e7ar, no entanto, a diminuir em 2020. Norte-americanos que possuem apenas ensino fundamental t\u00eam duas vezes mais probabilidade de ficarem desempregados do que aqueles com um alto n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esta sub-regi\u00e3o \u00e9 uma das l\u00edderes no campo das plataformas de trabalho digitais. O monitoramento rigoroso dessas atividades \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o para os formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas na \u00e1rea do trabalho, devido \u00e0 crescente informalidade e precariza\u00e7\u00e3o do emprego, segundo especialistas da OIT.<\/p>\n<p>Na \u00c1frica, apenas 4,5%\u00a0da popula\u00e7\u00e3o em idade ativa na regi\u00e3o est\u00e1 desempregada, com 60%\u00a0das pessoas empregadas. No entanto, este n\u00famero, longe de refletir o bom funcionamento do mercado de trabalho, explica-se pelo fato de muitos trabalhadores n\u00e3o terem escolha sen\u00e3o aceitar empregos de baixa qualidade, o que significa que n\u00e3o t\u00eam seguran\u00e7a no emprego, nem sal\u00e1rios decentes, nem prote\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p><em>(Fonte: RFI Brasil)<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (13), O n\u00famero de desempregados no mundo caiu em dois milh\u00f5es em 2018, retornando a 172 milh\u00f5es. O n\u00famero corresponde a uma taxa de desemprego global em 5,0%, a mesma registrada antes da crise financeira de 2008. 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