{"id":35505,"date":"2018-11-27T15:20:08","date_gmt":"2018-11-27T17:20:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=35505"},"modified":"2018-11-27T15:20:08","modified_gmt":"2018-11-27T17:20:08","slug":"apenas-18-das-empresas-mantem-um-programa-para-cuidar-da-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/11\/27\/apenas-18-das-empresas-mantem-um-programa-para-cuidar-da-saude-mental\/","title":{"rendered":"Apenas 18% das empresas mant\u00eam um programa para cuidar da sa\u00fade mental"},"content":{"rendered":"<p>Nove em cada dez brasileiros no mercado de trabalho apresentam sintomas de ansiedade, do grau mais leve ao incapacitante. Metade (47%) sofre de algum n\u00edvel de depress\u00e3o, recorrente em 14% dos casos. Os dados s\u00e3o da \u00faltima pesquisa da Isma-BR, representante local da International Stress Management Association, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos dedicada ao tema.<\/p>\n<p>Os transtornos mentais e emocionais s\u00e3o a segunda causa de afastamento do servi\u00e7o. Nos \u00faltimos dez anos, a concess\u00e3o de aux\u00edlio-doen\u00e7a acident\u00e1rio devido a tais males aumentou em quase em 20 vezes, segundo o Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social. Com frequ\u00eancia, os doentes ficam mais de 100 dias longe de suas fun\u00e7\u00f5es. Em todo o mundo, os gastos relacionados a transtornos emocionais e psicol\u00f3gicos podem chegar a 6 trilh\u00f5es de d\u00f3lares at\u00e9 2030, mais do que a soma dos custos com diabetes, doen\u00e7as respirat\u00f3rias e c\u00e2ncer, apontam estimativas do F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial. A previs\u00e3o pode ser subestimada, j\u00e1 que dois ter\u00e7os dos indiv\u00edduos n\u00e3o procuram aux\u00edlio m\u00e9dico especializado.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade alerta que uma em cada quatro pessoas sofrer\u00e1 com um transtorno da mente ao longo da vida. Apesar dos n\u00fameros, s\u00e3o raras as empresas que mant\u00eam um programa de sa\u00fade psicol\u00f3gica e emocional para seus empregados.<\/p>\n<p>A maioria dos casos ainda \u00e9 tratada como tabu. Chegou a hora de falarmos abertamente sobre o tema.<\/p>\n<div class=\"ad-content\">\n<div id=\"abrAD_dyn_rectangle1\" class=\"appear\" data-appear-top-offset=\"300\"><\/div>\n<\/div>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">A mente adoece<\/span><\/h3>\n<p>Pesquisas ligam os transtornos mentais a diversas fontes. O excesso de est\u00edmulos \u00e9 uma delas. Na era da hiperconectividade, as pessoas s\u00e3o atingidas por uma avalanche de informa\u00e7\u00f5es na forma de mensagens instant\u00e2neas, e-mails, alertas de compromisso, not\u00edcias em tempo real e aplicativos de todos os tipos e g\u00eaneros. \u201cA inform\u00e1tica fez com que tiv\u00e9ssemos mais controle de nossa vida, mas isso implica maior carga cerebral\u201d, diz a neurocientista Carla Tieppo, professora da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Estamos o tempo todo sendo lembrados do que n\u00e3o fizemos, das tarefas que n\u00e3o cumprimos, das liga\u00e7\u00f5es que n\u00e3o atendemos e dos e-mails n\u00e3o respondidos. E a falta de habilidade em lidar com isso pode levar ao estresse e a dist\u00farbios de ansiedade e humor.<\/p>\n<p>Embora especialistas indiquem a vida pessoal, n\u00e3o s\u00f3 a profissional, como fator de risco, em todo o mundo, apenas um de cada cinco indiv\u00edduos aponta a fam\u00edlia e os vizinhos como fonte de preocupa\u00e7\u00e3o, segundo uma pesquisa realizada com 16 000 pessoas pela Regus, especializada em escrit\u00f3rios flex\u00edveis.<\/p>\n<p>Para mais da metade (60%), o trabalho \u00e9 a causa de se sentirem nervosos, irritados, cansados, tristes ou sem energia. Em tempos de recess\u00e3o econ\u00f4mica, a cobran\u00e7a por resultados, o medo de demiss\u00e3o e o enxugamento dos quadros de funcion\u00e1rios tornam as empresas locais ainda mais estressantes.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e0 toa, a procura por atendimento no consult\u00f3rio de Porto Alegre da psic\u00f3loga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR, cresceu 30% nos \u00faltimos seis meses. Quase dois ter\u00e7os dos pacientes s\u00e3o executivos. Entre os novos est\u00e1 uma gestora que descobriu, ao voltar de f\u00e9rias, que havia sido demitida. \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 se tornando cada vez mais comum e causa um grande impacto tanto em quem sai quanto nos que permanecem na organiza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Ana Maria. Os que ficam, diz, convivem com o medo de sair de f\u00e9rias ou de perder o colega que se arrisque a tanto \u2014 tendo de arcar com mais trabalho. \u201c\u00c9 como se as corpora\u00e7\u00f5es colocassem os trabalhadores em um barco e mandassem jogar os coletes salva-vidas no mar, para reduzir o peso, deixando todo mundo por sua pr\u00f3pria sorte\u201d, diz<\/p>\n<p>Um ambiente de trabalho com pouco apoio, excesso de demanda, baixo controle sobre as tarefas, recompensas inadequadas e comprometimento individual excessivo s\u00e3o fatores que aumentam a chance de afastamento. O sentimento de nunca cumprir as tarefas e a dificuldade de se desligar do servi\u00e7o leva ao burnout \u2014 quando o corpo, sobrecarregado, simplesmente desliga.<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">O custo do estresse<\/span><\/h3>\n<p>No Brasil, os transtornos mentais s\u00e3o a terceira causa de longos afastamentos do trabalho por doen\u00e7a. Em 2011, eles foram respons\u00e1veis pelo pagamento de mais de 211 milh\u00f5es de reais a novos benefici\u00e1rios, de acordo com um levantamento do m\u00e9dico do trabalho Jo\u00e3o Silvestre da Silva-Junior, da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>O \u00faltimo Anu\u00e1rio Estat\u00edstico de Acidentes do Trabalho, do Dieese, departamento p\u00fablico de estudos socioecon\u00f4micos, revela que o n\u00famero de pessoas afastadas do emprego e que receberam aux\u00edlio do INSS chegou a 16 381, em junho de 2015. Epis\u00f3dios depressivos, transtornos ansiosos, rea\u00e7\u00f5es ao estresse grave e transtornos de adapta\u00e7\u00e3o foram os principais diagn\u00f3sticos.<\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, empregados diagnosticados com depress\u00e3o faltam quase nove dias ao servi\u00e7o, o dobro da m\u00e9dia para trabalhadores saud\u00e1veis, segundo o instituto de pesquisa Gallup. O preju\u00edzo com a perda de produtividade supera os 19 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do estrago financeiro, h\u00e1 o impacto nos colegas que seguram as pontas quando algu\u00e9m n\u00e3o aparece. Um estudo da sociedade americana de recursos humanos, a SHRM, revela que os supervisores gastam em m\u00e9dia mais de quatro horas por semana lidando com as faltas n\u00e3o programadas, o que inclui fazer recoloca\u00e7\u00f5es, ajustar o fluxo de tarefas e dar treinamento a quem ir\u00e1 assumir a fun\u00e7\u00e3o por aquele dia. Quando cobrem algu\u00e9m, os superiores ficam 15% menos produtivos e os colegas, 30%. Quase metade das aus\u00eancias reflete-se em horas extras dos que ficam.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda o custo do presente\u00edsmo \u2014 quando o funcion\u00e1rio vai trabalhar, mas est\u00e1 com a cabe\u00e7a em outro lugar. Segundo Ana Maria Rossi, da Isma-BR, 96% das pessoas que t\u00eam burnout se sentem incapacitadas para trabalhar. Mesmo assim, 92% continuam indo para a empresa, com medo de serem demitidas ou de se afastarem e n\u00e3o conseguirem voltar. \u201cElas v\u00e3o ao trabalho, as luzes est\u00e3o acesas, mas n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m em casa\u201d, diz. Esse h\u00e1bito desencadeia erros, baixo desempenho, aumento dos problemas de sa\u00fade e piora na qualidade de vida, afetando mais a produtividade que o pr\u00f3prio absente\u00edsmo.<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">Tabu corporativo<\/span><span style=\"font-weight: bold;\"><br \/>\n<\/span><\/h3>\n<p>Os problemas mentais ainda s\u00e3o um assunto velado na sociedade. Um estudo do Dieese, de maio de 2015, mostra que, em 2012, foram realizadas 260 greves com o tema de sa\u00fade do trabalhador \u2014 tr\u00eas vezes mais do que em 2010. Contudo, nenhuma abordou doen\u00e7as emocionais e psicol\u00f3gicas. Quest\u00f5es como ritmo de trabalho, lazer, estresse, compromisso com a qualidade de vida e trabalho decente est\u00e3o fora das pautas de sindicatos e patr\u00f5es.<\/p>\n<p>Das 267 companhias de m\u00e9dio e grande porte avaliadas pela consultoria Mercer, 46% n\u00e3o planejam investir em um programa de sa\u00fade mental nos pr\u00f3ximos anos. Apenas 18% mant\u00eam algo nesse sentido, sendo que 54% oferecem exclusivamente palestras sobre o tema. Somente 5% contam com um psic\u00f3logo nas suas depend\u00eancias.<\/p>\n<p>Para Milene Rosenthal, fundadora da Psicolink, empresa que oferece orienta\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica online, as corpora\u00e7\u00f5es n\u00e3o est\u00e3o preparadas para lidar com os transtornos mentais. \u201cA \u00e1rea de RH possui indicadores e n\u00fameros de mercado, mas faltam profissionais capazes de acompanhar esses dados de forma correta\u201d, diz a executiva. Quando os casos chegam ao departamento de recursos humanos j\u00e1 \u00e9 tarde demais. \u201cO trabalhador j\u00e1 gritou com algu\u00e9m ou agrediu outro colega, ou diz que vai se matar\u201d, afirma Milene.<\/p>\n<p>Uma vez, ela atendeu um rapaz que ficou 48 horas trabalhando direto para finalizar um projeto. \u201cEle teve um derrame ocular, o olho come\u00e7ou a sangrar. Ele n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o terminou a tarefa como foi afastado e deixou o time sem uma pessoa estrat\u00e9gica\u201d, diz.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio indiv\u00edduo pode n\u00e3o perceber seu limite. Fatima Macedo, diretora da Mental Clean, consultoria de bem-estar emocional, explica que os sintomas come\u00e7am \u201cdissociados e discretos\u201d. A pessoa dorme mal uma noite, mas n\u00e3o chega a ter uma ins\u00f4nia; sente dor ou fica com o est\u00f4mago inchado; noutro dia, tem uma pequena coceira na pele; depois sente uma ang\u00fastia ou uma tristeza sem motivos. \u201cO funcion\u00e1rio sente vergonha de estar doente e minimiza os sinais\u201d, diz F\u00e1tima. H\u00e1 casos em que o diagn\u00f3stico correto demorou oito anos.<\/p>\n<p>A melhor forma de acompanhar o bem-estar ps\u00edquico e emocional \u00e9 preparar a companhia para tratar depress\u00e3o, estresse e outros transtornos mentais como qualquer outra doen\u00e7a do corpo.<\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: bold;\">O tratamento<\/span><span style=\"font-weight: bold;\"><br \/>\n<\/span><\/h3>\n<p>Primeiro, a equipe de recursos humanos deve estudar o tema e levantar indicadores internos. Feito isso, \u00e9 hora de buscar apoio. Para Milene, da Psicolink, o RH vai jogar dinheiro fora se ficar apenas nos grupos de corrida ou nas palestras de consultorias especializadas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso desenvolver uma cultura corporativa que englobe a sa\u00fade emocional \u2014 e isso significa comprometimento da alta lideran\u00e7a\u201d, diz. Depois, \u00e9 hora de usar as ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis para alertar sobre o problema.<\/p>\n<p>Foi isso o que fez a Abyara Brokers, uma das maiores imobili\u00e1rias do pa\u00eds. Em 2013, o time de recursos humanos recebia por m\u00eas at\u00e9 cinco funcion\u00e1rios, principalmente corretores de im\u00f3veis terceirizados, com sinais de estresse, alcoolismo e abuso de drogas. Na \u00e9poca, eram 1 000 corretores. Fossem CLT ou aut\u00f4nomos, a aus\u00eancia dessas pessoas afetava a produtividade e o resultado dos neg\u00f3cios. O aumento de casos chamou a aten\u00e7\u00e3o da diretoria, que autorizou a cria\u00e7\u00e3o de um programa de sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Em 2014, Vanessa Melo, analista de treinamento, mapeou a sa\u00fade de 32% do quadro de funcion\u00e1rios. Dos 221, quase 70% responderam que se sentiam estressados \u201cesporadicamente\u201d ou \u201cfrequentemente\u201d; 53% estavam acima do peso; e quase metade n\u00e3o praticava exerc\u00edcios. \u201cT\u00ednhamos pessoas constantemente estressadas, com sobrepeso e sedent\u00e1rias\u201d, diz Cristiane Zanoelo, gerente de treinamento e desenvolvimento da Abyara.<\/p>\n<p>Depois do mapeamento, a companhia ofereceu ajuda para 56 pessoas. Apenas 23 aceitaram \u2014 tr\u00eas estavam em n\u00edvel de \u201cquase exaust\u00e3o\u201d ou \u201cexaust\u00e3o\u201d, a um triz de receber afastamento m\u00e9dico. Paralelamente, a Abyara treinou os l\u00edderes, a fim de ter um ambiente menos estressante e de abordar corretamente quem apresentasse os sintomas de estresse.<\/p>\n<p>Fez palestras e oficinas sobre burnout, desenhadas com o intuito de instruir e vencer o preconceito. Realizou dois plant\u00f5es de atendimento psicol\u00f3gico, com dura\u00e7\u00e3o de 40 minutos cada sess\u00e3o, em um andar espec\u00edfi co. Criou um time de \u201cterapia em grupo\u201d e um comit\u00ea multidisciplinar de sa\u00fade e qualidade de vida. \u201cA ideia era mostrar que a empresa entende que qualquer um pode ter esse problema\u201d, diz Vanessa.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es foram estendidas aos corretores terceirizados. Em 2015, por causa da crise, dos 215 empregados, restaram 95. Ficou dif\u00edcil seguir com o mapeamento de estresse, mas, como muitas pessoas procuravam o RH com medo de ser demitidas, a companhia manteve os plant\u00f5es de atendimento psicol\u00f3gico. \u201cNesse per\u00edodo, a produtividade caiu e o n\u00edvel de ansiedade subiu, mas acredito que conseguimos reduzir os afastamentos m\u00e9dicos\u201d, diz Cristiane.<\/p>\n<p>A empresa de cart\u00f5es de benef\u00edcios Sodexo passou a mapear a sa\u00fade mental dos trabalhadores h\u00e1 dois anos e descobriu tr\u00eas, dos cerca de 600, com problema \u2014 sendo que dois se afastaram do servi\u00e7o. A base de baixo n\u00famero, acredita Rogerio Bragherolli, diretor de RH, est\u00e1 nos valores corporativos, que v\u00e3o desde intera\u00e7\u00e3o social, facilidade e efi ci\u00eancia at\u00e9 reconhecimento e sa\u00fade. \u201cEstamos saindo do conceito de \u2018work life balance\u2019, de equil\u00edbrio entre vida pessoal e profissional, para o de \u2018life integration\u2019, pois a vida \u00e9 uma s\u00f3\u201d, afirma Bragherolli.<\/p>\n<p>Reformada recentemente, a sede da Sodexo, em Barueri, Grande S\u00e3o Paulo, \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o f\u00edsica dessa ideologia: m\u00f3veis coloridos, espa\u00e7os abertos, nada de baias, e rotatividade nas mesas de trabalho. Um andar inteiro se destina \u00e0s pr\u00e1ticas de bem-estar, onde os empregados t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o quiropata, cadeiras de massagem, manicures, churrasqueira e at\u00e9 uma horta. Bragherolli garante que o resultado nos neg\u00f3cios e no engajamento dos profissionais foi t\u00e3o bom que os escrit\u00f3rios da Sodexo na B\u00e9lgica e na Fran\u00e7a planejam copiar as pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Ainda cabe um esfor\u00e7o da sociedade (e dos indiv\u00edduos) para melhorar o autoconhecimento. As comunidades modernas tendem a abandonar as an\u00e1lises mais profundas e tratar os transtornos \u00a0mentais com medica\u00e7\u00e3o. Mas, do ponto de vista neurol\u00f3gico, o que faz a diferen\u00e7a \u00e9 o nosso c\u00e9rebro. J\u00e1 dizia o fil\u00f3sofo: \u201cConhece-te a ti mesmo\u201d.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Exame)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nove em cada dez brasileiros no mercado de trabalho apresentam sintomas de ansiedade, do grau mais leve ao incapacitante. Metade (47%) sofre de algum n\u00edvel de depress\u00e3o, recorrente em 14% dos casos. 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