{"id":35287,"date":"2018-11-01T08:00:12","date_gmt":"2018-11-01T11:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=35287"},"modified":"2018-10-31T10:54:52","modified_gmt":"2018-10-31T13:54:52","slug":"ate-12-horas-por-dia-apple-investiga-trabalho-ilegal-em-fabrica-na-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/11\/01\/ate-12-horas-por-dia-apple-investiga-trabalho-ilegal-em-fabrica-na-china\/","title":{"rendered":"At\u00e9 12 horas por dia: Apple investiga trabalho ilegal em f\u00e1brica na China"},"content":{"rendered":"<p>A Apple iniciou uma investiga\u00e7\u00e3o em sua cadeia de suprimentos depois que um grupo de defesa dos direitos dos trabalhadores da China alegou que um dos fornecedores da empresa americana estava empregando ilegalmente estudantes chineses para fabricar os rel\u00f3gios inteligentes Apple Watch. A den\u00fancia saiu no &#8220;Financial Times&#8221; no domingo (28).<\/p>\n<p>A gigante do Vale do Sil\u00edcio abriu a investiga\u00e7\u00e3o na semana passada, depois que a Sacom, um grupo de direitos humanos com sede em Hong Kong, alegou que a Quanta Computer, fornecedora taiwanesa da Apple, tem contratado estudantes para montar Apple Watches na cidade chinesa de Chongqing.<\/p>\n<p>Sacom disse que entrevistou 28 estudantes do ensino m\u00e9dio na f\u00e1brica da Quanta Computer em Chongqing no \u00faltimo trimestre. Todos os jovens ouvidos disseram que foram enviados para a f\u00e1brica para &#8220;est\u00e1gios&#8221;, mas realizaram os mesmos trabalhos que outros trabalhadores da linha de montagem e frequentemente trabalhavam horas extras e turnos noturnos, ambos ilegais para estudantes chineses.<\/p>\n<p>Onze estudantes disseram que seus professores disseram que eles n\u00e3o se graduariam no hor\u00e1rio se n\u00e3o completassem os est\u00e1gios. &#8220;Estamos programados para trabalhar \u00e0 noite, das 20h \u00e0s 8h. Apenas um dia de folga \u00e9 permitido por semana.&#8221;, disse um deles.<\/p>\n<p>&#8220;Repetimos o mesmo procedimento por centenas e milhares de vezes todos os dias, como um rob\u00f4&#8221;, disse outro estudante.<\/p>\n<p>Em resposta, um porta-voz da Apple disse ao jornal: &#8220;Estamos investigando com urg\u00eancia o relat\u00f3rio. Temos toler\u00e2ncia zero para o n\u00e3o cumprimento de nossos padr\u00f5es e garantimos uma a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e uma corre\u00e7\u00e3o adequada se descobrirmos viola\u00e7\u00f5es do c\u00f3digo do\u00a0fornecedor&#8221;. Procurada pela reportagem, a Quanta\u00a0Computer\u00a0n\u00e3o respondeu.<\/p>\n<p>Os supostos abusos remetem a viola\u00e7\u00f5es trabalhistas descobertas em 2017 na cadeia de suprimentos do iPhone na f\u00e1brica da\u00a0Foxconn\u00a0(fabricante de componentes da Apple)\u00a0em\u00a0Zhengzhou.,Tanto a Apple quanto a\u00a0Foxconn\u00a0reconheceram que estagi\u00e1rios de estudantes haviam trabalhado ilegalmente horas extras. As duas empresas disseram na \u00e9poca que acabariam com a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>As alega\u00e7\u00f5es levantam novas quest\u00f5es sobre como a Apple administra sua cadeia de suprimentos em um momento em que as f\u00e1bricas na China est\u00e3o encontrando dificuldades para atrair jovens trabalhadores. A Apple publica uma lista de fornecedores a cada ano, em uma tentativa de destacar seu rigoroso monitoramento de seus parceiros de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Uol)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Apple iniciou uma investiga\u00e7\u00e3o em sua cadeia de suprimentos depois que um grupo de defesa dos direitos dos trabalhadores da China alegou que um dos fornecedores da empresa americana estava empregando ilegalmente estudantes chineses para fabricar os rel\u00f3gios inteligentes Apple Watch. A den\u00fancia saiu no &#8220;Financial Times&#8221; no domingo (28). 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