{"id":35103,"date":"2018-10-10T06:04:42","date_gmt":"2018-10-10T09:04:42","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=35103"},"modified":"2018-10-10T10:11:03","modified_gmt":"2018-10-10T13:11:03","slug":"10-de-outubro-e-marcado-pelo-dia-mundial-da-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/10\/10\/10-de-outubro-e-marcado-pelo-dia-mundial-da-saude-mental\/","title":{"rendered":"10 de outubro: data \u00e9 marcada pelo Dia Mundial da Sa\u00fade Mental"},"content":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as de humor, tristeza, ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperan\u00e7a, perda de interesse, solid\u00e3o, sofrimento emocional, automutila\u00e7\u00e3o, choro excessivo, irritabilidade e isolamento social. Esses s\u00e3o alguns dos sintomas de quem sofre de transtornos mentais e comportamentais. A maneira como as condi\u00e7\u00f5es de trabalho das pessoas podem desencadear esse tipo de adoecimento \u00e9 um tema constantemente abordado pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) e que merece ser lembrado neste 10 de outubro, Dia Mundial da Sa\u00fade Mental.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio &#8220;Depress\u00e3o e outros dist\u00farbios mentais comuns: estimativas globais de sa\u00fade&#8221;, lan\u00e7ado em 2017 pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS ), aponta que esses agentes estressores atingem mais de 320 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo e ultrapassam 30 milh\u00f5es no Brasil. De acordo com o documento, o n\u00famero de pessoas que vivem com depress\u00e3o aumentou 18% entre 2005 e 2015.\u00a0 No Brasil, a depress\u00e3o atinge 11,5 milh\u00f5es de pessoas (5,8% da popula\u00e7\u00e3o), enquanto dist\u00farbios relacionados \u00e0 ansiedade afetam mais de 18,6 milh\u00f5es de brasileiros (9,3% da popula\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A cada ano, os baixos n\u00edveis de informa\u00e7\u00e3o e a falta de acesso a tratamentos para depress\u00e3o e ansiedade levam a uma perda econ\u00f4mica global estimada em mais de um trilh\u00e3o de d\u00f3lares. O estigma associado a esses transtornos mentais tamb\u00e9m permanece elevado.<\/p>\n<h3>Afastamentos<\/h3>\n<p>No Brasil, transtornos mentais e comportamentais s\u00e3o a terceira causa de incapacidade para o trabalho, correspondendo a 9% da concess\u00e3o de aux\u00edlio-doen\u00e7a e aposentadoria por invalidez, de acordo com dados do 1\u00ba Boletim Quadrimestral sobre Benef\u00edcios por Incapacidade (Secretaria de Previd\u00eancia\/Minist\u00e9rio da Fazenda\/2017).<br \/>\nO levantamento tamb\u00e9m mostra que os epis\u00f3dios depressivos s\u00e3o a principal causa de pagamento de aux\u00edlio-doen\u00e7a n\u00e3o relacionado a acidentes de trabalho, correspondendo a 30,67% do total, seguido de outros transtornos ansiosos (17,9%).<\/p>\n<p>Quando se olha para o quadro de aux\u00edlios pagos relacionado ao trabalho, os n\u00fameros s\u00e3o ainda mais expressivos. Rea\u00e7\u00f5es ao &#8220;stress&#8221; grave e transtornos de adapta\u00e7\u00e3o, epis\u00f3dios depressivos e outros transtornos ansiosos causaram 79% dos afastamentos no per\u00edodo de 2012 a 2016. Dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (SINAN), os cinco grupos de atividades mais vulner\u00e1veis a transtornos mentais s\u00e3o transporte coletivo urbano (motoristas e cobradores), atividade banc\u00e1ria (gerente de contas e ag\u00eancias), educa\u00e7\u00e3o fundamental (professor da 1\u00b0 a 4\u00b0 serie) e vigil\u00e2ncia e seguran\u00e7a (armada e desarmada).<\/p>\n<h3>Trabalho saud\u00e1vel<\/h3>\n<p>Um elemento importante para criar ambientes de trabalho saud\u00e1veis \u00e9 desenvolver legisla\u00e7\u00e3o, estrat\u00e9gias e pol\u00edticas governamentais sobre o tema. Ambiente de trabalho saud\u00e1vel pode ser descrito como aquele em que trabalhadores e gestores contribuem ativamente para o a promo\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, seguran\u00e7a e do bem-estar de todos os funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O bullying e o ass\u00e9dio psicol\u00f3gico s\u00e3o frequentes causas de estresse relacionado ao trabalho e apresentam riscos \u00e0 sa\u00fade de trabalhadores, lembra a OMS. Eles est\u00e3o associados tanto a problemas f\u00edsicos como psicol\u00f3gicos. As consequ\u00eancias em sa\u00fade podem ter custos aos empregadores em termos de produtividade reduzida e aumento da rotatividade de pessoal. Tamb\u00e9m podem ter impacto negativo nas intera\u00e7\u00f5es familiares e sociais.<\/p>\n<p>A amea\u00e7a do desemprego \u00e9 outro fator de risco reconhecido que pode ocasionar problemas de sa\u00fade mental, enquanto retornar ou obter um emprego s\u00e3o considerados fatores protetivos. Ainda contribuem para o cen\u00e1rio de agravamento do adoecimento mental no \u00e2mbito do trabalho as situa\u00e7\u00f5es de banaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia, como o ass\u00e9dio moral institucionalizado, as rela\u00e7\u00f5es interpessoais norteadas por autoritarismo e competitividade, a demanda constante por produtividade e a desvaloriza\u00e7\u00e3o das potencialidades e subjetividades dos trabalhadores.<\/p>\n<p>Esses t\u00f3picos t\u00eam sido observados em diversas atividades pela inspe\u00e7\u00e3o do trabalho, tornando-se uma preocupa\u00e7\u00e3o e um desafio para os \u00f3rg\u00e3os que atuam na seguran\u00e7a e sa\u00fade do trabalhador.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as de humor, tristeza, ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperan\u00e7a, perda de interesse, solid\u00e3o, sofrimento emocional, automutila\u00e7\u00e3o, choro excessivo, irritabilidade e isolamento social. Esses s\u00e3o alguns dos sintomas de quem sofre de transtornos mentais e comportamentais. A maneira como as condi\u00e7\u00f5es de trabalho das pessoas podem desencadear esse tipo de adoecimento \u00e9 um tema constantemente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":35104,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35103"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=35103"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/35103\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=35103"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=35103"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=35103"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}