{"id":35096,"date":"2018-10-09T06:18:16","date_gmt":"2018-10-09T09:18:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=35096"},"modified":"2018-10-10T14:47:52","modified_gmt":"2018-10-10T17:47:52","slug":"outubro-rosa-mitos-e-verdades-sobre-cancer-de-mama-e-a-mamografia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/10\/09\/outubro-rosa-mitos-e-verdades-sobre-cancer-de-mama-e-a-mamografia\/","title":{"rendered":"Outubro Rosa: mitos e verdades sobre c\u00e2ncer de mama e a mamografia"},"content":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea desconsiderar os tumores de pele, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais comum entre as mulheres, com 59 700 novos casos esperados para 2018, segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca). Ainda assim, o Outubro Rosa nos mostra que sobram d\u00favidas sobre essa doen\u00e7a e, em especial, sobre as formas de preven\u00e7\u00e3o e de detec\u00e7\u00e3o precoce, com a mamografia.<\/p>\n<p>Para discutir o assunto, a m\u00e9dica radiologista Santuzza Kelmer elencou mitos e verdades sobre o c\u00e2ncer de mama. Respons\u00e1vel t\u00e9cnica pelo setor de Diagn\u00f3stico Mam\u00e1rio da ProEcho (empresa especializada em diagn\u00f3stico por imagem), ela aborda o impacto da menstrua\u00e7\u00e3o e da hereditariedade no risco de desenvolver n\u00f3dulos malignos nos seios, os exames a serem feitos e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Aproveite o Outubro Rosa e confira:<\/p>\n<p><strong>Mulher que menstrua cedo na vida est\u00e1 mais propensa a ter c\u00e2ncer de mama \u2013 Verdade<\/strong><\/p>\n<p>A menstrua\u00e7\u00e3o precoce indica que o corpo j\u00e1 est\u00e1 produzindo bastante estrog\u00eanio e progesterona, os horm\u00f4nios femininos, desde cedo. Acontece que o estrog\u00eanio estimula a prolifera\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria. E, se uma delas \u00e9 cancerosa, a chance de produzir c\u00f3pias defeituosas sobe.<\/p>\n<p>Pelo mesmo motivo, mulheres que t\u00eam filhos apresentam um menor risco de c\u00e2ncer de mama. Isso porque, durante a gesta\u00e7\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o desses horm\u00f4nios cai devido \u00e0 interrup\u00e7\u00e3o da menstrua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A mamografia s\u00f3 deve ser realizada a partir dos 50 anos \u2013 Pol\u00eamica<\/strong><\/p>\n<p>O Inca de fato recomenda esse exame para a popula\u00e7\u00e3o geral s\u00f3 a partir dos 50 anos. No entanto, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem (CBR) e a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo) receitam a mamografia a partir dos 40 anos.<\/p>\n<p>Na faixa de 40 a 50 anos, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que a mulher se submeta a esse m\u00e9todo a cada dois anos (se n\u00e3o houver nenhuma altera\u00e7\u00e3o). A partir dos 50 anos, a mamografia deve ser anual.<\/p>\n<p>Vale dizer que o ideal mesmo \u00e9 procurar um m\u00e9dico para analisar seu risco individual de desenvolver c\u00e2ncer de mama. E, a partir da\u00ed, tra\u00e7ar o melhor plano de rastreamento para voc\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Se minha m\u00e3e teve c\u00e2ncer de mama, eu certamente terei \u2013 Mito<\/strong><\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de mama heredit\u00e1rio corresponde a menos de 5% dos casos. Ou seja, a maioria dos epis\u00f3dios n\u00e3o carrega um forte componente familiar. No entanto, quem possui hist\u00f3rico familiar de c\u00e2ncer de mama ou de outro tipo deve conversar com um oncologista, ginecologista ou mastologista para uma orienta\u00e7\u00e3o individualizada.<\/p>\n<p><strong>A mulher tamb\u00e9m pode ser submetida a ultrassonografia e resson\u00e2ncia magn\u00e9tica \u2013 Verdade<\/strong><\/p>\n<p>A ultrassonografia e a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica das mamas s\u00e3o exames complementares. S\u00e3o indicadas mais comumente para mulheres jovens, que t\u00eam os seios naturalmente mais densos. Mas e da\u00ed?<\/p>\n<p>Da\u00ed que, nessa situa\u00e7\u00e3o, a mamografia apresenta uma maior dificuldade de detectar eventuais n\u00f3dulos. A ultrassonografia tamb\u00e9m ajuda nos casos em que a mamografia se mostra inconclusiva devido \u00e0 presen\u00e7a de um n\u00f3dulo.<\/p>\n<p><strong>Pr\u00f3tese de silicone impede a realiza\u00e7\u00e3o de mamografia \u2013 Mito<\/strong><\/p>\n<p>Mesmo com implantes, \u00e9 poss\u00edvel fazer o exame e diagnosticar a doen\u00e7a. Agora, em alguns casos, o m\u00e9dico pode mesmo solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou resson\u00e2ncia.<\/p>\n<p><strong>Mulheres que est\u00e3o amamentando n\u00e3o podem fazer mamografia. \u2013 Mito<\/strong><\/p>\n<p>Se surge a necessidade de fazer o exame durante esse per\u00edodo, n\u00e3o h\u00e1 inconveniente para a crian\u00e7a. Ali\u00e1s, Santuzza afirma que a m\u00e3e n\u00e3o precisa ficar um dia distante do filho por causa da radia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O autoexame pode substituir a mamografia \u2013 Mito<\/strong><\/p>\n<p>Palpar os pr\u00f3prios seios em busca de n\u00f3dulos \u00e9 uma medida importante e deve ser realizada uma vez por m\u00eas. Por\u00e9m, o autoexame detecta massas j\u00e1 palp\u00e1veis, geralmente associadas a um c\u00e2ncer de mama mais avan\u00e7ado.<\/p>\n<p>J\u00e1 a mamografia pode diagnosticar n\u00f3dulos pequenos, quando \u00e9 mais prov\u00e1vel que a doen\u00e7a n\u00e3o tenha se espalhado.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Revista Sa\u00fade)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea desconsiderar os tumores de pele, o c\u00e2ncer de mama \u00e9 o mais comum entre as mulheres, com 59 700 novos casos esperados para 2018, segundo o Instituto Nacional de C\u00e2ncer (Inca). 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