{"id":35090,"date":"2018-10-04T06:52:25","date_gmt":"2018-10-04T09:52:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=35090"},"modified":"2018-10-08T13:55:10","modified_gmt":"2018-10-08T16:55:10","slug":"brasil-reduz-mortes-no-transito-mas-esta-longe-da-meta-para-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/10\/04\/brasil-reduz-mortes-no-transito-mas-esta-longe-da-meta-para-2020\/","title":{"rendered":"Brasil reduz mortes no tr\u00e2nsito, mas est\u00e1 longe da meta para 2020"},"content":{"rendered":"<p>As mortes por acidentes de tr\u00e2nsito no pa\u00eds est\u00e3o em queda. Um levantamento in\u00e9dito do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade divulgado hoje (18), que marca o in\u00edcio da Semana Nacional do Tr\u00e2nsito, aponta que, em seis anos, houve uma redu\u00e7\u00e3o de 27,4% dos \u00f3bitos nas capitais do pa\u00eds. Em 2010, foram registrados 7.952 \u00f3bitos, contra 5.773 em 2016, o que representa uma diminui\u00e7\u00e3o de 2,1 mil mortes no per\u00edodo. Apesar da redu\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds segue longe da meta estabelecida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o de 50% no n\u00famero de v\u00edtimas em 10 anos, contados a partir de 2011.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, considerando todas as cidades do Brasil, n\u00e3o apenas as capitais, foram registradas 37.345 mortes de tr\u00e2nsito em 2016, que \u00e9 o \u00faltimo ano com dados dispon\u00edveis no Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O n\u00famero \u00e9 14,8% menor do que o registrado, por exemplo, em 2014, quando ocorreram 43.870 \u00f3bitos no tr\u00e2nsito brasileiro. A meta do pa\u00eds, em 2020, \u00e9 n\u00e3o ultrapassar o n\u00famero de 19 mil v\u00edtimas fatais por ano.<\/p>\n<p>\u201cEsse n\u00famero de 37 mil vidas perdidas em acidentes por ano \u00e9 superior \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de muitas cidades brasileiras. Infelizmente, quando boa parte da popula\u00e7\u00e3o pensa em tr\u00e2nsito, o que vem \u00e0 mente s\u00e3o os congestionamentos e chamada ind\u00fastria da multa, mas o que temos \u00e9 uma ind\u00fastria da dor e da morte\u201d, afirma Renato Campestrini, advogado, especialista em tr\u00e2nsito e gerente t\u00e9cnico do Observat\u00f3rio Nacional de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria (ONSV). Al\u00e9m das mortes, 600 mil pessoas ficam com sequelas permanentes todos os anos em decorr\u00eancia de acidentes de tr\u00e2nsito.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) mostra que o Brasil aparece em quinto lugar entre os pa\u00edses recordistas em mortes no tr\u00e2nsito, atr\u00e1s somente da \u00cdndia, China, Estados Unidos e R\u00fassia. Al\u00e9m desses, Ir\u00e3, M\u00e9xico, Indon\u00e9sia, \u00c1frica do Sul e Egito est\u00e3o entre os pa\u00edses de tr\u00e2nsito mais violento do planeta. Juntas, essas dez na\u00e7\u00f5es s\u00e3o respons\u00e1veis por 62% das 1,2 milh\u00e3o de mortes por acidente no tr\u00e2nsito que ocorrem no mundo todos os anos. Al\u00e9m dos mortos, acidentes de tr\u00e2nsito resultam em mais de 50 milh\u00f5es de feridos a cada ano.<\/p>\n<p>No Brasil, mais de 60% dos leitos hospitalares do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) s\u00e3o ocupados por v\u00edtimas por acidente de tr\u00e2nsito. Nos centros cir\u00fargicos do pa\u00eds, 50% da ocupa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o por v\u00edtimas de acidentes rodovi\u00e1rios. Segundo o Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria, os acidentes no tr\u00e2nsito resultam em custos anuais de R$ 52 bilh\u00f5es.<\/p>\n<h3>Dez anos da Lei Seca<\/h3>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o dos \u00f3bitos pode estar relacionada \u00e0s a\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Lei Seca, que neste ano completou 10 anos de vig\u00eancia. Al\u00e9m de mudar os h\u00e1bitos dos brasileiros, a lei trouxe um maior rigor na puni\u00e7\u00e3o e no bolso de quem a desobedece, com regras mais severas para quem misturar bebida com dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diretora do Departamento de Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as e Agravos n\u00e3o Transmiss\u00edveis e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Maria de F\u00e1tima Marinho, avalia que a diminui\u00e7\u00e3o das mortes no tr\u00e2nsito mostra que o brasileiro tem mudado, aos poucos, as atitudes, prezando cada vez mais pela seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cHouve um aprimoramento da legisla\u00e7\u00e3o, aumento na fiscaliza\u00e7\u00e3o e alguns programas estrat\u00e9gicos, como o Vida no Tr\u00e2nsito. No entanto, o n\u00famero de \u00f3bitos e interna\u00e7\u00f5es ainda preocupa, especialmente os de motociclistas. Precisamos avan\u00e7ar na mobilidade segura para reduzir esses n\u00fameros\u201d, enfatizou Maria de F\u00e1tima Marinho.<\/p>\n<h3>Fiscaliza\u00e7\u00e3o reduz mortes<\/h3>\n<p>Um estudo recente do Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria mostrou que s\u00f3 h\u00e1 efic\u00e1cia da Lei Seca nos estados que realizam o maior n\u00famero de blitz de fiscaliza\u00e7\u00e3o. No Brasil, a taxa m\u00e9dia nacional de fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 de um em cada 500 ve\u00edculos da frota total do pa\u00eds, enquanto em pa\u00edses como Portugal e Espanha, essa m\u00e9dia \u00e9 de um a cada cinco ve\u00edculos da frota. Na Fran\u00e7a, essa taxa \u00e9 ainda melhor: um a cada tr\u00eas ve\u00edculos do pa\u00eds s\u00e3o fiscalizados em blitz.<\/p>\n<p>\u201cOs estados que t\u00eam mais fiscaliza\u00e7\u00e3o, t\u00eam menos acidentes relacionados \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o. Quando ele tem a sensa\u00e7\u00e3o de que a fiscaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente, acaba sendo mais prudente\u201d, explica Renato Campestrini. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o analisadas, Pernambuco, Cear\u00e1, Alagoas, Amazonas, Rio de Janeiro, Bahia e Para\u00edba conseguiram reduzir para menos de 9% o n\u00famero de motoristas flagrados em opera\u00e7\u00f5es da Lei Seca. Esses mesmos estados s\u00e3o, pelas estat\u00edsticas, os que realizam o maior n\u00famero de fiscaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Semana do Tr\u00e2nsito<\/h3>\n<p>O tema da Semana Nacional de Tr\u00e2nsito de 2018 \u00e9 <em>N\u00f3s somos o tr\u00e2nsito<\/em>. Prevista no C\u00f3digo Brasileiro de Tr\u00e2nsito (CBT) e organizada anualmente entre os dias 18 e 25 de setembro, a semana busca conscientizar condutores de ve\u00edculos e motocicletas a respeitarem a legisla\u00e7\u00e3o e ajudar a construir um ambiente vi\u00e1rio mais seguro. Segundo o Registro Nacional de Infra\u00e7\u00f5es de Tr\u00e2nsito, do Departamento Nacional de Tr\u00e2nsito (Denatran), entre as cinco principais infra\u00e7\u00f5es cometidas por motoristas e motociclistas est\u00e3o excesso de velocidade, falta de cinto de seguran\u00e7a e avan\u00e7o de sinal vermelho.<\/p>\n<p>\u201cCerca de 95% dos acidentes s\u00e3o causados por falha humana ou falha mec\u00e2nica por falta de manuten\u00e7\u00e3o, o que tamb\u00e9m n\u00e3o deixa de ser uma falha humana do condutor. \u00c9 preciso mudar, de fato, a cultura no tr\u00e2nsito\u201d, afirma Campestrini, do Observat\u00f3rio de Seguran\u00e7a Vi\u00e1ria. Segundo o especialista, al\u00e9m de refor\u00e7ar a fiscaliza\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito, com a realiza\u00e7\u00e3o de um maior n\u00famero de fiscaliza\u00e7\u00f5es, o pa\u00eds precisa avan\u00e7ar na forma\u00e7\u00e3o dos seus condutores.<\/p>\n<p>\u201cA moto \u00e9, reconhecidamente, um dos ve\u00edculos que causam o maior n\u00famero de v\u00edtimas fatais no tr\u00e2nsito, mas, para tirar a habilita\u00e7\u00e3o, o motociclista faz a prova em circuito fechado, em primeira marcha, e apenas com o funcionamento do freio traseiro. Isso precisa ser revisto\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Ag\u00eancia Brasil)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As mortes por acidentes de tr\u00e2nsito no pa\u00eds est\u00e3o em queda. 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