{"id":34957,"date":"2018-09-25T10:57:19","date_gmt":"2018-09-25T13:57:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34957"},"modified":"2018-09-25T10:57:19","modified_gmt":"2018-09-25T13:57:19","slug":"medica-recebera-hora-extra-por-nao-repousar-a-cada-90-minutos-de-servico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/09\/25\/medica-recebera-hora-extra-por-nao-repousar-a-cada-90-minutos-de-servico\/","title":{"rendered":"M\u00e9dica receber\u00e1 hora extra por n\u00e3o repousar a cada 90 minutos de servi\u00e7o"},"content":{"rendered":"<p>A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Funda\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (Funpar) a pagar, como extras, os intervalos de 10 minutos a cada 90 minutos de servi\u00e7o n\u00e3o usufru\u00eddos por uma m\u00e9dica. O direito ao intervalo para os m\u00e9dicos est\u00e1 previsto em lei, e o empregador n\u00e3o comprovou que concedia o per\u00edodo de repouso, o qual deveria constar no registro de ponto.<\/p>\n<p><strong>Intervalo para descanso<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00e9dica trabalhou num centro de urg\u00eancia de Curitiba (PR) de janeiro de 2010 a abril de 2012, em plant\u00f5es de 6h ou de 12h.\u00a0 No processo judicial, ela afirmou que a funda\u00e7\u00e3o n\u00e3o concedia o repouso de dez minutos, apesar de ser garantido no <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/1950-1969\/L3999.htm#art8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo 8\u00ba<\/a>, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei 3.999\/1961, que trata da dura\u00e7\u00e3o do trabalho dos m\u00e9dicos. Portanto, pediu o pagamento do per\u00edodo como servi\u00e7o extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>O ju\u00edzo da 14\u00aa Vara do Trabalho de Curitiba julgou improcedente o pedido. Nos termos da senten\u00e7a, o empregador n\u00e3o registrava no ponto o intervalo da Lei 3.999\/1961, mas a m\u00e9dica o aproveitava entre as consultas. Ao tamb\u00e9m negar o pedido no julgamento de recurso, o Tribunal Regional do Trabalho da 9\u00aa Regi\u00e3o entendeu que a m\u00e9dica deixou de comprovar a falta de concess\u00e3o do intervalo. Para o TRT, o \u00f4nus da prova era dela.<\/p>\n<p><strong>\u00d4nus da prova<\/strong><\/p>\n<p>Em recurso de revista, a m\u00e9dica questionou esse entendimento, e a relatora, ministra K\u00e1tia Magalh\u00e3es Arruda, lhe deu raz\u00e3o. De acordo com a ministra, \u00e9 do empregador o \u00f4nus de comprovar a regular frui\u00e7\u00e3o do intervalo, pois, nos termos do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/Del5452.htm#art74\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">artigo 74<\/a>, par\u00e1grafo 2\u00ba, da CLT, \u00e9 sua obriga\u00e7\u00e3o manter os registros dos per\u00edodos destinados a repouso e descanso.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n<p>(GS\/CF)<\/p>\n<p>Processo: <a href=\"http:\/\/aplicacao4.tst.jus.br\/consultaProcessual\/resumoForm.do?consulta=1&amp;numeroInt=59412&amp;anoInt=2015\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">RR-1129-07.2012.5.09.0014<\/a><\/p>\n<p><em>(Fonte: TST)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Funda\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Paran\u00e1 (Funpar) a pagar, como extras, os intervalos de 10 minutos a cada 90 minutos de servi\u00e7o n\u00e3o usufru\u00eddos por uma m\u00e9dica. O direito ao intervalo para os m\u00e9dicos est\u00e1 previsto em lei, e o empregador n\u00e3o comprovou que concedia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34958,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[79],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34957"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34957"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34957\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34958"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34957"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34957"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34957"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}