{"id":34889,"date":"2018-09-06T13:37:30","date_gmt":"2018-09-06T16:37:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34889"},"modified":"2018-09-06T13:37:30","modified_gmt":"2018-09-06T16:37:30","slug":"brasil-reduz-em-446-numero-de-fumantes-passivos-no-ambiente-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/09\/06\/brasil-reduz-em-446-numero-de-fumantes-passivos-no-ambiente-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Brasil reduz em 44,6% n\u00famero de fumantes passivos no ambiente do trabalho"},"content":{"rendered":"<p>No Dia Nacional de Combate ao Fumo, o pa\u00eds comemora a queda em 44,6% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho nos \u00faltimos nove anos. O percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 12,1% em 2009, para 6,7% em 2017. Os dados s\u00e3o do \u00faltimo levantamento do Sistema de Vigil\u00e2ncia de Fatores de Risco e Prote\u00e7\u00e3o para Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas por Inqu\u00e9rito Telef\u00f4nico (Vigitel 2017), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. O estudo verificou tamb\u00e9m redu\u00e7\u00e3o na frequ\u00eancia entre os fumantes passivos no domicilio. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal e contou com 53.034 entrevistas.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa apontou ainda uma redu\u00e7\u00e3o significativa de 45,6% entre as mulheres e 43,5% entre os homens. Em 2009, as mulheres representavam 7,9%, passando para 4,3% em 2017. J\u00e1 entre os homens o percentual era de 17% e reduziu para 9,6% no ano passado.<\/p>\n<p>&#8220;Houve um avan\u00e7o importante na redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o de pessoas ao fumo passivo, e esse impacto foi verificado ap\u00f3s a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei que pro\u00edbe o ato de fumar cigarros, charutos, narguil\u00e9s e outros produtos em locais fechados e de uso coletivo. No entanto, ainda \u00e9 preciso continuar fiscalizando os locais de trabalho e dar continuidade com a pol\u00edtica de aumento dos pre\u00e7os de cigarros. O aumento no pre\u00e7o tem impacto direto na redu\u00e7\u00e3o de fumantes no pa\u00eds&#8221;, afirmou a diretora geral de Doen\u00e7as e Agravos N\u00e3o Transmiss\u00edveis e Promo\u00e7\u00e3o da Sa\u00fade, Maria de F\u00e1tima Marinho.<\/p>\n<p>Os dados do Vigitel 2017, destacam que a frequ\u00eancia dos fumantes passivos no local de trabalho \u00e9 mais frequente entre os homens de 45 a 54 anos e em mulheres de 35 a 44 anos de idade. O menor percentual foi entre as mulheres e os homens na faixa et\u00e1ria de 65 a mais anos de idade. Os dados do Vigitel 2017 apontam ainda que a frequ\u00eancia de fumantes passivos no local de trabalho diminuiu com o aumento da escolaridade para ambos sexos.<\/p>\n<p>Quando verificado a situa\u00e7\u00e3o das capitais, a frequ\u00eancia de fumantes passivos no local de trabalho variou entre 3,7% em Porto Alegre e 9,7% em Porto Velho. Entre os homens, as maiores frequ\u00eancias foram observadas em Porto Velho (14,5%), Recife (13,0%) e Campo Grande (12,9%), e entre as mulheres, no Distrito Federal (6,4%), em Jo\u00e3o Pessoa (6,0%) e Rio Branco (5,9%).<\/p>\n<p>As menores frequ\u00eancias entre os homens foram observadas em Porto Alegre (5,2%), Curitiba (5,9%) e Distrito Federal (6,7%). J\u00e1 para o sexo feminino, as menores frequ\u00eancias ocorreram em S\u00e3o Lu\u00eds (2,1%), Porto Alegre (2,4%) e Vit\u00f3ria (2,6%).<\/p>\n<h3>Fumantes passivos no domicilio<b><br \/>\n<\/b><\/h3>\n<p>Em 2017, o Brasil apontou queda 37,8% no n\u00famero de fumantes passivos no local de domicilio, saindo de 12,7% em 2009, para 7,9% em 2017. A queda tamb\u00e9m foi verificada entre os sexos no mesmo per\u00edodo. Entre as mulheres foi verificado uma redu\u00e7\u00e3o de 43,3% e entre os homens 37,8%.<\/p>\n<p>Em 2009, as mulheres representavam 13,4%, passando para 8,4% em 2017. J\u00e1 entre os homens o percentual era de 11,9% e reduziu para 7,4% no ano passado.<\/p>\n<p>Os dados do Vigitel 2017, apontam ainda que a frequ\u00eancia dos fumantes passivos no domicilio \u00e9 mais frequente entre os homens de 25 a 34 anos e em mulheres de 18 a 24 anos de idade. O menor percentual foi entre as mulheres e os homens na faixa et\u00e1ria de 65 a mais anos de idade.<\/p>\n<p>A preval\u00eancia de fumantes passivos no domic\u00edlio variou entre 5,2% em Palmas e 10,4% em Macap\u00e1. Entre os homens, as maiores frequ\u00eancias foram observadas nas capitais, Aracaju (9,8%), Belo Horizonte (9,5%) e Fortaleza (9,4%) e, entre as mulheres, em Macap\u00e1 (12,7%), Recife (11,4%) e Natal (10,4%). As menores frequ\u00eancias entre os homens foram observadas em Salvador e S\u00e3o Lu\u00eds (4,6%) e Manaus (4,8%); as menores frequ\u00eancias entre as mulheres ocorreram em Palmas e Vit\u00f3ria (4,7%) e Florian\u00f3polis (5,5%).<\/p>\n<h3>Vigitel 2017<\/h3>\n<p>Dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade apontam que a frequ\u00eancia do consumo do tabaco entre os fumantes nas capitais brasileiras reduziu em 36%, no per\u00edodo de 2006 a 2017. Nos \u00faltimos anos, a preval\u00eancia de fumantes caiu de 15,7%, em 2006, para 10,1% em 2017.<\/p>\n<p>A frequ\u00eancia do h\u00e1bito de fumar foi maior entre os adultos com menor escolaridade (13,2%), e cai para 7,4% entre aqueles com 12 anos e mais de estudo. O inqu\u00e9rito tamb\u00e9m mostrou que entre as capitais do pa\u00eds com maior preval\u00eancia de fumantes est\u00e3o Curitiba (15,6%), S\u00e3o Paulo (14,2%) e Porto Alegre (12,5%). Salvador foi a capital com menor preval\u00eancia de fumantes (4,1%).<\/p>\n<h3>Preven\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o no consumo do tabaco no Brasil \u00e9 resultado de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo Governo Federal para combater o uso. Em junho deste ano, o ministro da Sa\u00fade, Gilberto Occhi, assinou, durante a 42\u00aa Reuni\u00e3o Ordin\u00e1ria de Ministros de Sa\u00fade do Mercosul, declara\u00e7\u00e3o que ratifica a elimina\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio Ilegal de Produtos de Tabaco. A pol\u00edtica de pre\u00e7os m\u00ednimos \u00e9 outro exemplo, pois est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo do cigarro em todas as faixas et\u00e1rias. Considerando que a experimenta\u00e7\u00e3o de cigarro entre os jovens \u00e9 alta e que cerca de 80% dos fumantes iniciam o h\u00e1bito antes dos 18 anos, o pre\u00e7o \u00e9 um inibidor.<\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o importante foi a legisla\u00e7\u00e3o antifumo que proibiu o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos e outros produtos fum\u00edgenos, derivados ou n\u00e3o do tabaco, em locais de uso coletivo, p\u00fablicos ou privados &#8211; mesmo que o ambiente esteja s\u00f3 parcialmente fechado por uma parede, divis\u00f3ria, teto ou at\u00e9 toldo. Os narguil\u00e9s tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos na proibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O SUS oferece tratamento gratuito para os fumantes. Para isso, a popula\u00e7\u00e3o deve procurar centros\/postos de sa\u00fade ou a Secretaria de Sa\u00fade do munic\u00edpio para informa\u00e7\u00f5es sobre locais e hor\u00e1rios de tratamento. Para outras informa\u00e7\u00f5es, ainda \u00e9 poss\u00edvel consultar a Coordena\u00e7\u00e3o de Controle do Tabagismo na Secretaria Estadual de Sa\u00fade ou entrar em contato com o Disque Sa\u00fade 136. S\u00e3o ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposi\u00e7\u00e3o de nicotina) e bupropiona.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Minist\u00e9rio da Sa\u00fade)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Nacional de Combate ao Fumo, o pa\u00eds comemora a queda em 44,6% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho nos \u00faltimos nove anos. O percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 12,1% em 2009, para 6,7% em 2017. Os dados s\u00e3o do \u00faltimo levantamento do Sistema de Vigil\u00e2ncia de Fatores [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":30620,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34889"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/30620"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}