{"id":34837,"date":"2018-08-31T11:19:44","date_gmt":"2018-08-31T14:19:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34837"},"modified":"2018-08-31T11:22:06","modified_gmt":"2018-08-31T14:22:06","slug":"stf-decide-que-e-constitucional-emprego-de-terceirizados-na-atividade-fim-das-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/08\/31\/stf-decide-que-e-constitucional-emprego-de-terceirizados-na-atividade-fim-das-empresas\/","title":{"rendered":"STF julga constitucional emprego de terceirizados na atividade-fim das empresas"},"content":{"rendered":"<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (30), por 7 votos a 4, que \u00e9 constitucional o emprego de terceirizados na atividades-fim das empresas. Isso j\u00e1 era permitido desde o ano passado, quando o presidente Michel Temer sancionou a lei da reforma trabalhista.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A <span class=\"ILfuVd yZ8quc\">mudan\u00e7a significativa na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), instrumentalizada pela lei \u2116 13.467 de 2017, <\/span>permite a terceiriza\u00e7\u00e3o tanto das chamadas atividades-meio (servi\u00e7os de limpeza e seguran\u00e7a em uma empresa de inform\u00e1tica, por exemplo) quanto das atividades-fim.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No entanto, havia um impasse em rela\u00e7\u00e3o a 4 mil a\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 lei da reforma trabalhista que questionavam entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em vigor desde 2011, segundo o qual era proibido terceirizar a atividade-fim. Agora, essas a\u00e7\u00f5es, que tramitam em v\u00e1rias inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a, dever\u00e3o ter resultado definitivo favor\u00e1vel \u00e0s empresas.<\/p>\n<div class=\"wall\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para a maioria dos ministros do STF, a op\u00e7\u00e3o pela terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito da empresa, que pode escolher o modelo mais conveniente de neg\u00f3cio em respeito ao princ\u00edpio constitucional da livre iniciativa. Segundo a compreens\u00e3o da maioria, a terceiriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o leva \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"42\" data-block-id=\"10\">\n<p data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Fragiliza\u00e7\u00e3o dos v\u00ednculos de trabalho<\/strong><\/p>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A decis\u00e3o do Supremo foi tomada no julgamento de duas a\u00e7\u00f5es apresentadas por empres\u00e1rios e que pediam a derrubada das decis\u00f5es do TST que proibiam a terceiriza\u00e7\u00e3o das atividades-fim. No julgamento, os ministros do STF mantiveram um outro entendimento do TST \u2013 o de que a empresa que terceirizar ser\u00e1 responsabilizada em caso de n\u00e3o pagamento de direitos trabalhistas pela empresa fornecedora da m\u00e3o-de-obra.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"25\" data-block-id=\"8\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O Supremo confirmou tamb\u00e9m que a decis\u00e3o vale apenas para casos que tramitam atualmente na Justi\u00e7a e que ainda est\u00e3o pendentes de decis\u00e3o ou recurso. Ou seja, o entendimento que considera constitucional a terceiriza\u00e7\u00e3o de atividade-fim n\u00e3o permitir\u00e1 reabertura de processos que j\u00e1 transitaram em julgado (quer dizer, dos quais n\u00e3o cabe mais recurso, mesmo que as empresas tenham sido eventualmente punidas).<\/p>\n<\/div>\n<p>Em face da <a href=\"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2017\/03\/24\/nota-publica-anamt-condena-a-terceirizacao-e-pede-veto-presidencial-ao-pl-4-3021998\/\">recente flexibiliza\u00e7\u00e3o das leis trabalhistas<\/a>, a decis\u00e3o acarreta na precariza\u00e7\u00e3o social do direito do trabalho e exp\u00f5e o trabalhador terceirizado a condi\u00e7\u00f5es laborais adversas. A ANAMT estar\u00e1 atenta aos desdobramentos e refor\u00e7ar\u00e1 seu cuidado com a sa\u00fade do coletivo de todos os trabalhadores.<\/p>\n<p>&#8220;Lamentamos que a decis\u00e3o do STF fragilize ainda mais os atuais v\u00ednculos de trabalho no Brasil. Esperamos que a responsabilidade dos contratantes, tal como previsto na Lei 13.467, seja cumprida e cobrada, com o objetivo da promo\u00e7\u00e3o e da prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos trabalhadores&#8221;, afirmou a presidente da ANAMT, Dra. Marcia Bandini.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (30), por 7 votos a 4, que \u00e9 constitucional o emprego de terceirizados na atividades-fim das empresas. Isso j\u00e1 era permitido desde o ano passado, quando o presidente Michel Temer sancionou a lei da reforma trabalhista. 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