{"id":34803,"date":"2018-08-28T14:41:21","date_gmt":"2018-08-28T17:41:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34803"},"modified":"2018-08-28T14:50:21","modified_gmt":"2018-08-28T17:50:21","slug":"para-endividados-e-isolados-garimpeiros-foram-resgatados-em-situacao-analoga-a-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/08\/28\/para-endividados-e-isolados-garimpeiros-foram-resgatados-em-situacao-analoga-a-escravidao\/","title":{"rendered":"Par\u00e1: garimpeiros foram resgatados em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 escravid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O garimpo de Raimunda Oliveira Nunes desenvolveu um &#8220;sistema eficiente&#8221; de produ\u00e7\u00e3o. Mas o seu diferencial n\u00e3o est\u00e1 no modo como extrai o metal do solo, e sim na t\u00e9cnica para tirar o ouro dos seus funcion\u00e1rios. H\u00e1 36 anos ela e sua fam\u00edlia aprimoram o sistema na propriedade ilegalmente instalada dentro da Floresta Nacional do Amana, no munic\u00edpio de Itaituba, oeste do Par\u00e1.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de patroa, Raimunda tamb\u00e9m \u00e9 banco e com\u00e9rcio do local. Ela \u201cguarda\u201d o pagamento dos funcion\u00e1rios (entre 3 e 7% do ouro que extraem) e usa esse cr\u00e9dito para descontar os gastos deles no garimpo. Todo o controle \u00e9 mantido por ela, em um famoso caderno que fica na sede e ningu\u00e9m acessa, apenas ela. A d\u00edvida s\u00f3 \u00e9 revelada quando eles v\u00e3o embora, momento em que a patroa faz as contas. Os garimpeiros se referem com temor ao momento em que ela \u201crisca o caderno\u201d.<\/p>\n<p>Raimunda criou uma s\u00e9rie de regras, at\u00edpicas at\u00e9 para os garimpeiros mais rodados, que fazem os trabalhadores gastar dentro do seu garimpo. \u00c9 proibido trazer comida de fora, compras apenas na sua cantina. \u00c9 proibido namorar, as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o intermediadas pelo pagamento de programas. \u00c9 proibido usar a internet dispon\u00edvel na sede, obrigando quem quer falar com a fam\u00edlia a pagar para ir at\u00e9 o local onde h\u00e1 um r\u00e1dio. Tudo isso vira d\u00edvida.<\/p>\n<p>Na hora que ela risca o caderno, alguns devem tanto que n\u00e3o t\u00eam saldo nem para sair do local. Era o caso de um trabalhador sentado na beira da estrada que liga a sede \u00e0 porteira quando o comboio de dez carros entrou na propriedade, na quinta dia 16.<\/p>\n<section class=\"special-thematic thematic um-texto caption-off claro um-texto\" data-name=\"tematico-3\" data-metrics-special=\"tematico-3|special-thematic\">\n<div class=\"container\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\" col-md-offset-3 col-md-18 col-lg-offset-4 col-lg-16 col-sm-offset-2 col-sm-20 col-xs-8\">\n<div class=\"wrap-content\">\n<div class=\"wrap-inner\">\n<div class=\"wrap-txt\">\n<p>Foi quando os 38 homens e mulheres que trabalhavam ali foram resgatados pelo grupo de fiscaliza\u00e7\u00e3o m\u00f3vel do Minist\u00e9rio do Trabalho. Os fiscais consideraram que os 30 garimpeiros e 8 cozinheiras viviam em situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga \u00e0 de escravos. Como o garimpo estava dentro da Floresta Nacional do Amana, a a\u00e7\u00e3o foi em parceria com o Icmbio, o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o para a Biodiversidade, que interditou as frentes de extra\u00e7\u00e3o. Participaram tamb\u00e9m o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, a Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e a Pol\u00edcia Militar.<\/p>\n<p>Olhando para os lados e muitas vezes sussurrando para falar com a equipe da Rep\u00f3rter Brasil, os trabalhadores s\u00f3 revelaram o esquema ao qual eram submetidos depois que foram retirados dali. Mesmo assim, com medo. \u201cPrefiro viver\u201d, respondeu uma das mulheres quando questionada se o seu nome poderia ser publicado. Respeitando a vontade da maioria, a identidade dos trabalhadores n\u00e3o ser\u00e1 revelada.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h3 class=\"hs-title\">&#8220;Um grande com\u00e9rcio&#8221;<\/h3>\n<div class=\"wrap-txt\">\n<p>Entre as primeiras regras impostas pela propriet\u00e1ria, estava a proibi\u00e7\u00e3o do namoro. Os relacionamentos monetizados eram permitidos. O valor do programa era anotado por ela no caderno de controle, onde o cr\u00e9dito passava do garimpeiro para a cozinheira. Na hora de acertar as contas, Raimunda cobrava primeiro o que o trabalhador devia a ela. Sobrando, as mulheres recebiam pelos programas.<\/p>\n<p>Havia casais que namoravam na clandestinidade. Se descobertos, ou a mulher era expulsa, ou o casal era separado em frentes de extra\u00e7\u00e3o distantes.<\/p>\n<p>Alguns trabalhadores relatam que era proibido trazer comida ou bebida de fora, sob o risco de os produtos serem confiscados na revista \u00e0 qual foram submetidos na portaria. Regra que os obrigava a comprar da venda que fica dentro da casa de Raimunda, onde tudo vale ouro.<\/p>\n<p>Uma garrafa de cacha\u00e7a sai por um grama, cerca de R$ 100. Um pacote com 12 latas de cerveja, dois gramas, R$ 200. Os pre\u00e7os na cantina e na farm\u00e1cia eram de cinco a dez vezes maiores que os da cidade, segundo apuraram os fiscais do trabalho, que encontraram v\u00e1rios itens com a validade vencida. A maioria dos trabalhadores, por\u00e9m, nem sabia os valores. \u201cA gente pergunta o pre\u00e7o das coisas, ela d\u00e1 de costas\u201d, diz um garimpeiro.<\/p>\n<p>Equipamentos de trabalho tamb\u00e9m eram vendidos por pre\u00e7os altos. Segundo um trabalhador, as botas custavam 2,5 gramas (R$ 250). Talvez por isso a maioria deles trabalhava descal\u00e7a, com as pernas enfiadas na lama, onde muitas vezes cai o merc\u00fario utilizado para separar o ouro. Entre os resgatados, um senhor tinha os p\u00e9s e as pernas cobertos de machucados e erup\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3 class=\"hs-title\">&#8220;Quem \u00e9 doido de mexer com uma diaba daquela?&#8221;<\/h3>\n<div class=\"wrap-txt\">\n<p>A regra que mais gerava indigna\u00e7\u00e3o era a proibi\u00e7\u00e3o em usar a internet ou o r\u00e1dio na sede. Para falar com a fam\u00edlia, eles precisavam pagar quatro gramas (R$ 400) para ir e voltar ao ponto onde Raimunda autorizava o uso o r\u00e1dio.<\/p>\n<p>Uma das mulheres que mais t\u00eam experi\u00eancia em outros garimpos fez uma rica leitura de como Raimunda operava: \u201cAli todo mundo tem livre arb\u00edtrio, ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a nada. Mas a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o te deixa outra op\u00e7\u00e3o\u201d, ela diz. \u201c\u00c9 assim. Tu n\u00e3o \u00e9 obrigada a pagar pra falar com a fam\u00edlia, mas a outra op\u00e7\u00e3o \u00e9 andar 30 quil\u00f4metros embaixo do sol. S\u00f3 de ida. Do mesmo modo, ningu\u00e9m te imp\u00f5e a prostitui\u00e7\u00e3o. Mas o gerente fica no teu ouvido toda noite, insistindo. Ele pode te queimar, tu n\u00e3o pode perder a vaga, acaba se submetendo. Mas a mulher \u00e9 esperta, o cabra gosta, e ela come\u00e7a a pedir pra ele comprar um monte de coisa, como agrado. O garimpeiro vai pegando da cantina sem nem saber a conta. Pra mim, tudo isso a\u00ed \u00e9 um grande com\u00e9rcio\u201d.<\/p>\n<p>Pior do que trabalhar e gastar tudo no garimpo, \u00e9 trabalhar e economizar, mas mesmo assim n\u00e3o receber. Foi a situa\u00e7\u00e3o relatada por um trabalhador que, quando quis sair, n\u00e3o conseguiu receber de Raimunda. No dia do acerto das contas, ele ouviu da propriet\u00e1ria que n\u00e3o havia ouro para lhe pagar. \u201cEla disse pra voltar pro trabalho, eu voltei\u201d, ele diz.<\/p>\n<p>Por que n\u00e3o contestou? Exigiu o seu pagamento? \u201cNingu\u00e9m tem essa for\u00e7a ali, dona\u201d, ele responde, incomodado. \u201cAcho que a senhora ainda n\u00e3o sabe de metade da hist\u00f3ria. Quem \u00e9 doido de mexer com uma diaba daquela?\u201d<\/p>\n<p>Raimunda n\u00e3o \u00e9 bem quista pelos funcion\u00e1rios. Nem mesmo um dos seus empregados de confian\u00e7a, que trabalha como operador de m\u00e1quinas, encontrou palavras boas para descrev\u00ea-la. Falando com \u00eanfase positiva, como quem faz um elogio, ele disse: \u201cela \u00e9 uma mulher dura. Muito dura\u201d.<\/p>\n<p>Para um dos gerentes dos barrac\u00f5es, uma mistura de respeito e medo impede os trabalhadores de \u201cencarar a v\u00e9ia\u201d. A Pol\u00edcia Militar encontrou quatro pistolas na propriedade. Segundo um trabalhador, o gerente principal da fazenda, bra\u00e7o direito de Raimunda, andava com uma 2.0 dentro do seu carro. \u201cBem \u00e0 vista\u201d, diz.<\/p>\n<p>Raimunda tem 59 anos e herdou o garimpo do marido, Francisco Pereira Nunes, o Chic\u00e3o. Conhecido na regi\u00e3o por ser um patr\u00e3o ainda mais duro que ela, Chic\u00e3o foi assassinado a tiros dentro do garimpo em 2010.<\/p>\n<p>\u201cO boato \u00e9 que ele era ruim, que mandou enterrar muito couro [corpos] l\u00e1 dentro\u201d, diz um antigo morador de Itaituba, que n\u00e3o quer se identificar. N\u00e3o h\u00e1 provas para as acusa\u00e7\u00f5es, mas o boato se espalhou entre os homens e mulheres do garimpo.<\/p>\n<p>Raimunda mant\u00e9m um retrato imponente de Chic\u00e3o na entrada da sede, o quadro fica pendurado entre a farm\u00e1cia e a cantina. Na sala da casa, onde h\u00e1 dois sof\u00e1s e uma televis\u00e3o, h\u00e1 diversos retratos dos filhos pendurados na parede. Em um deles, uma jovem exibe um diploma dentro de uma moldura que imita a capa da revista Caras, em tamanho ampliado.<\/p>\n<p>\u201cDesde que ele morreu, eu assumi tudo aqui com os meus filhos e meu genro\u201d, diz Raimunda. Uma de suas filhas, que mora na sede da cidade de Itaituba, \u00e9 respons\u00e1vel por encontrar os trabalhadores e providenciar o transporte at\u00e9 o garimpo. Os equipamentos utilizados no local, todos de propriedade da fam\u00edlia, valiam mais de R$ 1 milh\u00e3o, segundo c\u00e1lculo do Icmbio.<\/p>\n<p>Raimunda confirma que retinha o pagamento dos funcion\u00e1rios \u201cpara preservar eles e a gente. Se algu\u00e9m rouba ouro, e o garimpeiro tem guardado,\u00a0 v\u00e3o dizer que foi ele\u201d. Ela justifica ainda a proibi\u00e7\u00e3o do namoro como um jeito de garantir que a cozinheira n\u00e3o tenha favoritos no barrac\u00e3o:\u00a0 \u201cDizem que, quando amiga [quando um casal se junta], elas guardam peda\u00e7o de carne maior pro marido. Ent\u00e3o fa\u00e7o isso para n\u00e3o ter privil\u00e9gio\u201d.<\/p>\n<p>A carne \u00e9 um t\u00f3pico sens\u00edvel na propriedade. Raimunda diz que sua cria\u00e7\u00e3o de gado e cabras \u00e9 apenas para alimentar os garimpeiros. Nos barrac\u00f5es, por\u00e9m, a reportagem n\u00e3o conversou com um homem ou mulher que n\u00e3o reclamasse da aus\u00eancia de prote\u00edna animal nas refei\u00e7\u00f5es. Todos dizem que a carne enviada dura apenas dois dias. No resto da semana, o almo\u00e7o e o jantar se limitam a arroz e feij\u00e3o. S\u00f3 come mais quem compra da cantina.<\/p>\n<p>Raimunda diz que \u00e9 injusti\u00e7ada, que mata um boi por semana para eles. Ao final da entrevista, sentada no sof\u00e1 de sua casa, ela tira os \u00f3culos e chora. \u201cO bandido que t\u00e1 na rua ningu\u00e9m pega. A gente, que t\u00e1 aqui trabalhando, merecia mais considera\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta. \u201cEst\u00e3o me tratando que nem bandido\u201d, diz, em voz baixa, olhando para as viaturas e acampamento montado pela opera\u00e7\u00e3o na frente da sua casa.<\/p>\n<p>A chegada dos trabalhadores de volta \u00e0 cidade fez outra pessoa chorar, mas de al\u00edvio. \u201cEu passei esses meses acordada \u00e0 noite e agoniada de dia, achei que tinham enterrado meu filho l\u00e1 dentro\u201d, disse a m\u00e3e de um dos garimpeiros, feliz em ver o filho chegar em casa. Ele ficou mais de seis meses sem dar not\u00edcia, pois n\u00e3o queria gastar os R$ 400 de transporte at\u00e9 o r\u00e1dio. Ela repara que ele perdeu peso, e o faz prometer que vai no m\u00e9dico passar por \u201ctodos os exames\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"hs-title\">Puni\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<div class=\"wrap-txt\">\n<p>No riscado do caderno da opera\u00e7\u00e3o, a conta de Raimunda ficou alta. \u201cOs auditores fiscais do trabalho apuraram um total de R$ 366.812 de verbas salariais e rescis\u00f3rias devidas aos trabalhadores resgatados, a serem pagos pela propriet\u00e1ria do garimpo\u201d, afirma Maur\u00edcio Krepsky Fagundes, chefe da Divis\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o para Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo.<\/p>\n<p>A d\u00edvida da propriet\u00e1ria com seus funcion\u00e1rios chama a aten\u00e7\u00e3o mesmo entre outros casos de trabalho escravo. O valor corresponde a mais da metade do total de verbas recebidas pelos 324 trabalhadores resgatados at\u00e9 agosto deste ano, segundo Fagundes. Ela ainda pode ser alvo de a\u00e7\u00f5es de danos morais, que est\u00e3o sendo avaliadas pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do endividamento, outro elemento que caracterizou o trabalho escravo foram as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es e os riscos aos quais os garimpeiros estavam expostos. Vivendo em um barrac\u00e3o de lona e ch\u00e3o pisado, os homens e mulheres dormiam a poucos metros do lugar de onde extraiam o ouro: crateras de areia e lama cavadas no meio da floresta.<\/p>\n<p>A reportagem viu uma cobra venenosa e pisadas de on\u00e7a no caminho para o local. Nos po\u00e7os cavados para cada barrac\u00e3o, de onde se retirava a \u00e1gua para o consumo, havia sapos mortos.<\/p>\n<p>Apesar de ser uma amea\u00e7a aos trabalhadores, a floresta alta e a fauna local chamavam aten\u00e7\u00e3o pela sua riqueza. Ao redor do rastro deixado pela on\u00e7a, havia marcas de patas menores que sugerem a presen\u00e7a de filhotes.<\/p>\n<p>Pela destrui\u00e7\u00e3o causada pelas dez frentes de garimpo, a multa aplicada pelo Icmbio foi ainda maior: R$ 4,8 milh\u00f5es. O \u00f3rg\u00e3o interditou os equipamentos e embargou 224 hectares que ficavam dentro da Floresta Nacional.<\/p>\n<p>\u201cEsse era um alvo importante, mas claro que apenas essa a\u00e7\u00e3o seria muito pouco. O trabalho tem que ser cont\u00ednuo\u201d, afirma Diego Rodrigues, analista ambiental e chefe do setor de prote\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o em Itaituba. Estima-se que existam mais de 3.000 garimpos ilegais na regi\u00e3o do rio Tapaj\u00f3s, o setor \u00e9 o segundo maior vetor de desmatamento na \u00e1rea, perdendo apenas para a pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Raimunda e seus filhos t\u00eam outras terras, fora dali, onde exploram ainda mais frentes de garimpo. Na hora de pagar os trabalhadores, na sala da Justi\u00e7a do Trabalho em Itaituba, ela pediu tempo para vender ativos e acessar o valor. Boa cobradora, agora \u00e9 ela quem tem uma alta d\u00edvida pendurada com os trabalhadores e com o \u00f3rg\u00e3o ambiental.<\/p>\n<\/div>\n<p><em>(Fonte: UOL)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O garimpo de Raimunda Oliveira Nunes desenvolveu um &#8220;sistema eficiente&#8221; de produ\u00e7\u00e3o. Mas o seu diferencial n\u00e3o est\u00e1 no modo como extrai o metal do solo, e sim na t\u00e9cnica para tirar o ouro dos seus funcion\u00e1rios. H\u00e1 36 anos ela e sua fam\u00edlia aprimoram o sistema na propriedade ilegalmente instalada dentro da Floresta Nacional [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":34804,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34803"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34803"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34803\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34803"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34803"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34803"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}