{"id":34264,"date":"2018-07-30T16:14:04","date_gmt":"2018-07-30T19:14:04","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34264"},"modified":"2018-07-30T16:14:04","modified_gmt":"2018-07-30T19:14:04","slug":"pesquisa-expoe-800-casos-de-assedio-sexual-no-banco-mundial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/07\/30\/pesquisa-expoe-800-casos-de-assedio-sexual-no-banco-mundial\/","title":{"rendered":"Pesquisa exp\u00f5e 800 casos de ass\u00e9dio sexual no Banco Mundial"},"content":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada com funcion\u00e1rios do Banco Mundial, um dos pilares do sistema internacional de organismos multilaterais, mostrou que 1 de cada 4 mulheres que responderam \u00e0 enquete afirma ter sofrido ass\u00e9dio sexual na institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O resultado \u2014com cerca de 800 pessoas relatando epis\u00f3dios\u2014 foi obtido entre 5.056 colaboradores do banco, onde trabalham 24 mil pessoas e que financia projetos de desenvolvimento em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Realizada na esteira do movimento #MeToo, que provocou a explos\u00e3o de den\u00fancias de ass\u00e9dio sexual nos Estados Unidos, a pesquisa foi conduzida em mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n<div id=\"_dynad_c_I5550010343_15329768121961334914757\" style=\"border: 0px none; z-index: 1; margin: 0px; visibility: visible; display: block; transition: all 1s ease 0s; background-color: white; overflow: hidden; width: 0%; height: 0px;\"><iframe id=\"IF5550010343_15329768121961334914757\" style=\"border: 0; visibility: visible; -webkit-transition: all 1s; width: 100%; -o-transition: all 1s; transition: all 1s; height: 0px; -moz-transition: all 1s;\" src=\"https:\/\/s.dynad.net\/stack\/7YjL7bz9tsCa1KUvTHm3_Mju87HIKSD2eKZBylFyjyPDVKbQ_tcj7XAQPsWhT1lh.html\" name=\"I5550010343_15329768121961334914757\" width=\"100%\" height=\"0\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"No\" align=\"top\"><\/iframe><\/div>\n<p>Boa parte dos casos relatados no levantamento, obtido pela <strong>Folha<\/strong> e revelado pelo jornal El Pa\u00eds, ocorreu em escrit\u00f3rios da pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, tanto no edif\u00edcio principal em Washington quanto nos escrit\u00f3rios em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>A grande maioria (82%) dos ass\u00e9dios foi praticada por funcion\u00e1rios do grupo, e uma minoria, por clientes (11%) ou prestadores de servi\u00e7o (4%).<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica foi relatada por mulheres com todos os tipos de contrato, mas a maior porcentagem est\u00e1 entre as respondentes que n\u00e3o quiseram identificar seu v\u00ednculo empregat\u00edcio \u2014o que, para os respons\u00e1veis pela pesquisa, indica serem funcion\u00e1rias tempor\u00e1rias, que temem retalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Homens que responderam \u00e0 enquete tamb\u00e9m relataram casos de ass\u00e9dio, mas numa propor\u00e7\u00e3o menor: 4%. Por outro lado, 10% disseram ter testemunhado epis\u00f3dios que envolveram outras pessoas.<\/p>\n<p>O levantamento foi elaborado pela Associa\u00e7\u00e3o de Funcion\u00e1rios do Banco Mundial, mas teve o apoio da c\u00fapula da institui\u00e7\u00e3o, que incentivou os colaboradores a responderem e divulgou seus resultados.<\/p>\n<p>A enquete foi respondida espontaneamente pelos funcion\u00e1rios e n\u00e3o representa uma amostra proporcional da realidade da entidade. Parte deles afirmou, em coment\u00e1rios ao final da pesquisa, que considera a institui\u00e7\u00e3o um bom lugar para trabalhar, e 84% discordavam da afirma\u00e7\u00e3o de que seus superiores toleram ass\u00e9dio sexual.<\/p>\n<p>Mas o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, disse em comunicado que ficou \u201cdesapontado\u201d com o cen\u00e1rio que emergiu do levantamento.<\/p>\n<p>\u201cSerei claro: qualquer tipo de ass\u00e9dio sexual no Banco Mundial \u00e9 completamente inaceit\u00e1vel\u201d, escreveu. \u201cEssa \u00e9 uma prioridade cr\u00edtica para todo o grupo. Precisamos, e iremos, resolver isso.\u201d<\/p>\n<p>Na pesquisa, 82% dos respondentes afirmaram que n\u00e3o denunciavam por temer retalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o confiar no sistema de den\u00fancias ou n\u00e3o crer que isso mudaria as coisas.<\/p>\n<p>Entre os que denunciaram, metade estava insatisfeita com o resultado, e quase um quinto afirmou ter sofrido retalia\u00e7\u00f5es \u2014frequentemente mencionadas por funcion\u00e1rios tempor\u00e1rios.<\/p>\n<p>Cerca de 25% das v\u00edtimas de ass\u00e9dio afirmaram sentir medo e inseguran\u00e7a no trabalho ap\u00f3s o epis\u00f3dio, e a mesma parcela considerou se demitir.<\/p>\n<p>Houve quem comentasse, ao final da pesquisa, que o ass\u00e9dio sexual n\u00e3o era um problema real e que a institui\u00e7\u00e3o deveria centrar esfor\u00e7os em outros temas, como fazer as mulheres se vestirem de forma \u201capropriada\u201d. Mas foi \u201cuma minoria min\u00fascula\u201d, segundo os respons\u00e1veis pela enquete.<\/p>\n<p>Em paralelo \u00e0 pesquisa, o Banco Mundial reviu suas diretrizes para lidar com o problema. Uma auditoria externa est\u00e1 sendo conduzida no departamento que recebe den\u00fancias de ass\u00e9dio, e estas passaram a ser priorizadas.<\/p>\n<p>O c\u00f3digo de conduta da institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi atualizado, e um treinamento obrigat\u00f3rio foi criado para conscientizar colaboradores sobre o que caracteriza ass\u00e9dio sexual e de que forma ele pode ser prevenido e denunciado.<\/p>\n<p>Neste ano, o n\u00famero de casos de ass\u00e9dio relatados na institui\u00e7\u00e3o triplicou, de 11 para 33 \u2014algo que o banco interpreta como resultado da maior receptividade \u00e0s den\u00fancias.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 algo muito positivo\u201d, disse \u00e0<em> Folha <\/em>Daniel Sellen, presidente da associa\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rios. \u201cSem d\u00favida, a pesquisa e o di\u00e1logo institucional provocaram essa mudan\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>Em nota, a institui\u00e7\u00e3o afirmou que tem um robusto sistema para tratar do problema e que est\u00e1 comprometida a melhor\u00e1-lo. Nesta sexta (13), funcion\u00e1rios do banco se re\u00fanem na sede, em Washington, para debater o problema.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Folha de S. Paulo)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa realizada com funcion\u00e1rios do Banco Mundial, um dos pilares do sistema internacional de organismos multilaterais, mostrou que 1 de cada 4 mulheres que responderam \u00e0 enquete afirma ter sofrido ass\u00e9dio sexual na institui\u00e7\u00e3o. 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