{"id":34253,"date":"2018-07-30T15:47:40","date_gmt":"2018-07-30T18:47:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34253"},"modified":"2018-07-30T16:08:32","modified_gmt":"2018-07-30T19:08:32","slug":"escravidao-moderna-atinge-mais-de-40-milhoes-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/07\/30\/escravidao-moderna-atinge-mais-de-40-milhoes-no-mundo\/","title":{"rendered":"Escravid\u00e3o moderna atinge mais de 40 milh\u00f5es no mundo, aponta ONU"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 40,3 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo foram submetidas a atividades an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em 2016, segundo um relat\u00f3rio \u00cdndice Global de Escravid\u00e3o 2018, publicado pela funda\u00e7\u00e3o Walk Free e apresentado na ONU nesta quinta-feira (19). No Brasil, s\u00e3o quase 370 mil pessoas.<\/p>\n<p>No contexto do relat\u00f3rio, o conceito de escravid\u00e3o moderna abrange um conjunto de conceitos jur\u00eddicos espec\u00edficos, incluindo trabalho for\u00e7ado, servid\u00e3o por d\u00edvida, casamento for\u00e7ado, tr\u00e1fico de seres humanos, escravid\u00e3o e pr\u00e1ticas semelhantes \u00e0 escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com o documento, 71% das v\u00edtimas s\u00e3o mulheres, enquanto 29% s\u00e3o homens. Das 40,3 milh\u00f5es de pessoas afetadas, 15,4 milh\u00f5es estavam em casamentos for\u00e7ados, enquanto 24,9 milh\u00f5es se encontravam em condi\u00e7\u00f5es de trabalho escravo. A \u00c1sia representa 62% da estimativa global de pessoas em regime de escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>A escravid\u00e3o moderna \u00e9 mais comum na Coreia do Norte e em outros regimes repressivos, mas as na\u00e7\u00f5es desenvolvidas tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis porque importam 350 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em mercadoria produzidas em circunst\u00e2ncias suspeitas, afirmou a funda\u00e7\u00e3o Walk Free. Na Coreia do Norte, por exemplo, 104 em cada mil pessoas viviam em tais condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Completam o ranking dos pa\u00edses com maior percentual de escravid\u00e3o moderna em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o a Eritreia (93 para mil), o Burundi (40 para mil), a Rep\u00fablica Central Africana (22 para mil), o Afeganist\u00e3o (22 para mil), a Maurit\u00e2nia (21 para mil), o Sud\u00e3o do Sul (20,5 para mil), o Paquist\u00e3o (17 para mil), o Camboja (17 para mil) e o Ir\u00e3 (16 para mil).<\/p>\n<p>A Venezuela \u00e9, junto ao Haiti, o pa\u00eds com a maior incid\u00eancia proporcional da escravid\u00e3o moderna na Am\u00e9rica. Segundo o \u00edndice, 174 mil pessoas vivem nessa situa\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio venezuelano, uma taxa de 5,6 para cada mil habitantes. Essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 similar \u00e0 do Haiti, onde 59 mil pessoas seriam v\u00edtimas &#8211; uma propor\u00e7\u00e3o amplamente acima da de outros pa\u00edses da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O Brasil registrou uma taxa de apenas 1,8 pessoas em condi\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o moderna para cada mil habitantes. Por outro lado, em n\u00fameros absolutos, o Brasil det\u00e9m a segunda maior quantidade de pessoas em regime escravocrata na regi\u00e3o, com 369 mil habitantes. Os EUA registraram 403 mil pessoas (1,3 para mil).<\/p>\n<p>No total, a organiza\u00e7\u00e3o estimou que quase 2 milh\u00f5es de pessoas em toda a Am\u00e9rica estavam em 2016 em situa\u00e7\u00e3o de escravid\u00e3o &#8211; dois ter\u00e7os for\u00e7ados a trabalhar. O n\u00famero absoluto representa apenas 5% da estimativa global.<\/p>\n<p>No n\u00famero absoluto de pessoas consideradas em regimes de escravid\u00e3o moderna, \u00cdndia (7,99 milh\u00f5es de indiv\u00edduos estimados), China (3,86 milh\u00f5es), Paquist\u00e3o (3,19 milh\u00f5es), Coreia do Norte (2,64 milh\u00f5es), Nig\u00e9ria (1,39 milh\u00f5es), Ir\u00e3 (1,29 milh\u00f5es), Indon\u00e9sia (1,22 milh\u00f5es) e Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (1,05 milh\u00f5es) s\u00e3o os oito pa\u00edses acima de um milh\u00e3o de &#8220;escravos&#8221;.<\/p>\n<p>Por outro lado, Maurit\u00e2nia, Luxemburgo, Suriname e Barbados s\u00e3o os quatro pa\u00edses com um n\u00famero de casos estimados igual ou inferior a mil.<\/p>\n<p>O \u00cdndice Global de Escravid\u00e3o utiliza pesquisas de refer\u00eancia no mundo para estimar a preval\u00eancia da escravid\u00e3o moderna em mais de 160 pa\u00edses. Pela primeira vez, o relat\u00f3rio se baseia tamb\u00e9m em dados comerciais sobre produtos em risco de ser produzidos pela escravid\u00e3o moderna.<\/p>\n<p><em>(Fonte: G1)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 40,3 milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo foram submetidas a atividades an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em 2016, segundo um relat\u00f3rio \u00cdndice Global de Escravid\u00e3o 2018, publicado pela funda\u00e7\u00e3o Walk Free e apresentado na ONU nesta quinta-feira (19). No Brasil, s\u00e3o quase 370 mil pessoas. 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