{"id":34090,"date":"2018-07-10T11:35:43","date_gmt":"2018-07-10T14:35:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=34090"},"modified":"2018-07-10T11:37:12","modified_gmt":"2018-07-10T14:37:12","slug":"dor-e-afastamento-do-trabalho-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/07\/10\/dor-e-afastamento-do-trabalho-no-brasil\/","title":{"rendered":"Dor nas costas \u00e9 o principal motivo de afastamento do trabalho no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Em 2017, a <strong>lombalgia<\/strong> &#8211; popularmente chamada de dor nas costas &#8211; foi a doen\u00e7a que mais afastou brasileiros do trabalho. De acordo com o INSS, foram 83,8 mil casos no ano. \u00c9 estimado que entre 65% e 90% da popula\u00e7\u00e3o mundial sofrer\u00e1 pelo menos um epis\u00f3dio dessa dor que gera impactos pessoais, ocupacionais, sociais e econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Quando a doen\u00e7a se torna cr\u00f4nica, os impactos s\u00e3o ainda maiores. S\u00f3 nos Estados Unidos, segundo recente artigo publicado no livro Tratado da Dor, a estimativa \u00e9 que a lombalgia cr\u00f4nica tenha um custo anual estimado de US$ 635 bilh\u00f5es, incluindo despesas m\u00e9dicas diretas e perda de trabalho e produtividade.<\/p>\n<p>Para o coordenador do Comit\u00ea de Dor e Medicina do Trabalho da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), Dr. Marcos de Toledo, embora alguns pacientes com lombalgia tenham as causas identificadas para suas dores, muitas vezes <strong>n\u00e3o h\u00e1 associa\u00e7\u00e3o clara<\/strong> entre dor e doen\u00e7as identific\u00e1veis da coluna vertebral.<\/p>\n<p>\u201cFoca-se ainda muito no resultado anat\u00f4mico do problema e, nisso, temos um grande desafio. Quando o paciente busca o m\u00e9dico do trabalho, normalmente a comprova\u00e7\u00e3o padr\u00e3o da doen\u00e7a que o impede de trabalhar s\u00e3o os exames de imagem\u201d comenta o m\u00e9dico.<\/p>\n<h3>Fatores complicadores<\/h3>\n<p>As dores nas costas podem estar relacionadas \u00e0 diversos fatores, como envelhecimento natural, estresse, sobrepeso e tabagismo. A dor por si s\u00f3 pode ser tamb\u00e9m um sintoma, seja de problemas ginecol\u00f3gicos, renais ou de outras patologias relacionadas \u00e0 dores cr\u00f4nicas, como osteoporose e fibromialgia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos in\u00fameros fatores biol\u00f3gicos, existe a <strong>lombalgia ocupacional<\/strong>, em que o preju\u00edzo atrelado \u00e0s profiss\u00f5es podem acelerar ou causar a dor. O uso excessivo de computadores no trabalho, of\u00edcios que envolvem carregamento de carga e longas jornadas de trabalho s\u00e3o fatores agravantes.<\/p>\n<h3>Reabilita\u00e7\u00e3o profissional<\/h3>\n<p>Para Dr. Toledo, n\u00e3o h\u00e1 nada pior para o paciente com dor cr\u00f4nica que afast\u00e1-lo do conv\u00edvio social. Por isso, em muitos casos, ao inv\u00e9s do afastamento, \u00e9 indicada a reabilita\u00e7\u00e3o profissional do paciente, caso ele tenha condi\u00e7\u00f5es de ser reinserido no ambiente de trabalho.<\/p>\n<p>A reabilita\u00e7\u00e3o profissional \u00e9 hoje uma atribui\u00e7\u00e3o do INSS, mas o m\u00e9dico acredita que cabe tamb\u00e9m ao empregador assisti-lo nesse per\u00edodo. \u201cEssa reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, e falar sobre isso no ambiente de trabalho pode trazer <strong>mais confian\u00e7a no relacionamento entre o funcion\u00e1rio e seu gestor<\/strong>, principalmente porque, muitas vezes, o funcion\u00e1rio retoma em outras fun\u00e7\u00f5es laborais\u201d comenta o m\u00e9dico.<\/p>\n<p>\u201cEm todos os casos, \u00e9 fundamental a rela\u00e7\u00e3o entre o paciente e seu m\u00e9dico, pois existem uma s\u00e9rie de medidas, inclusive preventivas, que podem auxiliar tanto o trabalhador quanto empregadores e poder p\u00fablico\u201d, conclui.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Di\u00e1rio do Nordeste)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2017, a lombalgia &#8211; popularmente chamada de dor nas costas &#8211; foi a doen\u00e7a que mais afastou brasileiros do trabalho. 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