{"id":33124,"date":"2018-03-13T16:17:25","date_gmt":"2018-03-13T19:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=33124"},"modified":"2018-03-13T16:17:25","modified_gmt":"2018-03-13T19:17:25","slug":"perda-com-acidentes-e-doencas-do-trabalho-chega-a-r-264-bi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/03\/13\/perda-com-acidentes-e-doencas-do-trabalho-chega-a-r-264-bi\/","title":{"rendered":"Perda com acidentes e doen\u00e7as do trabalho chega a R$ 264 bi"},"content":{"rendered":"<p>De 2012 at\u00e9 2017, cerca de 15 mil trabalhadores n\u00e3o voltaram para casa, no Brasil, entrando para a estat\u00edstica de v\u00edtimas de acidentes de trabalho fatais. &#8220;Al\u00e9m da perda de mais de 15 mil vidas humanas, s\u00e3o 2.500 fam\u00edlias que ficam \u00f3rf\u00e3s a cada ano devido \u00e0 neglig\u00eancia de empregadores que n\u00e3o consideram o trabalho seguro como condi\u00e7\u00e3o para o trabalho digno&#8221;, alertou o procurador-geral do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, durante apresenta\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros atualizados do Observat\u00f3rio Digital de Sa\u00fade e Seguran\u00e7a do Trabalho (<a href=\"http:\/\/observatoriosst.mpt.mp.br\/\">observatoriosst.mpt.mp.br\/<\/a>), na manh\u00e3 desta segunda-feira (5).<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, foram quase 4 milh\u00f5es de acidentes e doen\u00e7as do trabalho, gerando um gasto maior que R$ 26 bilh\u00f5es somente com despesas previdenci\u00e1rias e 315 milh\u00f5es de dias de trabalho perdidos. &#8220;Segundo estimativas globais da OIT, acidentes e doen\u00e7as de trabalho implicam em perda anual de cerca de 4% do Produto Interno Bruto, o que, no caso do Brasil, equivaleria, em n\u00fameros de 2017, a R$ 264 bilh\u00f5es&#8221;, revela o procurador do Trabalho Lu\u00eds Fabiano de Assis, respons\u00e1vel pelo observat\u00f3rio.<\/p>\n<p>Para Ronaldo Fleury, a ferramenta, que \u00e9 alimentada automaticamente por meio de cruzamento de dados p\u00fablicos, permite ao pr\u00f3prio governo elaborar pol\u00edticas p\u00fablicas mais dirigidas e eficazes na \u00e1rea da sa\u00fade e da seguran\u00e7a do trabalho. &#8220;Um pa\u00eds que esconde a sua realidade \u00e9 um pa\u00eds fadado ao fracasso. Precisamos reconhecer nossas fragilidades para termos melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho em um meio ambiente mais seguro para todos&#8221;, destacou o PGT.<\/p>\n<p>O novo diretor da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Martin Hahn, e a diretora da OIT na \u00e1rea de gest\u00e3o do trabalho e inspe\u00e7\u00e3o em sa\u00fade e seguran\u00e7a do trabalho, Nancy Leppink, prestigiaram a apresenta\u00e7\u00e3o dos dados atualizados, assim como o ministro interino dos Direitos Humanos, Gustavo do Vale Rocha, e a ministra do TST Dela\u00edde Alves Miranda.<\/p>\n<p>Participaram, ainda, do evento: a vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Ana Cl\u00e1udia Monteiro e o coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho do MPT, Leonardo Os\u00f3rio.<\/p>\n<p><b>Ranking &#8211; <\/b>Segundo o observat\u00f3rio, a maior parte dos acidentes entre 2012 e 2017 foram causados por m\u00e1quinas e equipamentos (15%), atividade em que as amputa\u00e7\u00f5es s\u00e3o 15 vezes mais frequentes e que gera tr\u00eas vezes mais v\u00edtimas fatais que a m\u00e9dia geral. Para o procurador Luis Fabiano de Assis, &#8220;os dados demonstram a car\u00eancia de medidas de prote\u00e7\u00e3o coletiva e de pol\u00edticas de preven\u00e7\u00e3o espec\u00edficas para m\u00e1quinas e equipamentos&#8221;.<\/p>\n<p>Os profissionais que atuam no atendimento hospitalar s\u00e3o os que mais sofrem acidentes (10% dos casos), em especial aqueles que trabalham na enfermagem e na limpeza. As principais ocupa\u00e7\u00f5es atingidas s\u00e3o: alimentadores de linha de produ\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnico de Enfermagem, faxineiro servente de obras e motoristas de caminh\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante do cen\u00e1rio p\u00f3s reforma trabalhista, o procurador Luis Fabiano de Assis afirma tamb\u00e9m que &#8220;\u00e9 preciso fazer uma an\u00e1lise relativa dos dados&#8221;. Apesar de os registros de acidente de trabalho em 2017 (574.053 CATs) serem menores que os de 2016 (585.982 CATs), a acidentalidade n\u00e3o mudou. &#8220;Se considerarmos o n\u00famero m\u00e9dio de empregos com carteira assinada em cada ano analisado, verificamos que o total de acidentes a cada 100 mil trabalhadores formais n\u00e3o caiu, sendo de 1760 em 2016, e de 1761 em 2017&#8221;, explica o procurador.<\/p>\n<p>No ranking geral, os estados de S\u00e3o Paulo (37%) e de Minas Gerais (10%) lideram as Comunica\u00e7\u00f5es de Acidentes de Trabalho (CATs), e os gastos com afastamentos previdenci\u00e1rios s\u00e3o maiores em S\u00e3o Paulo (23,34%) e em Santa Catarina (10,11%). O ranking completo pode ser acessado na aba &#8220;Achados&#8221;, com informa\u00e7\u00f5es por estado e por munic\u00edpios, inclusive das despesas previdenci\u00e1rias realizadas.<\/p>\n<h3>Compliance<\/h3>\n<p>Na oportunidade, tamb\u00e9m foi apresentada uma nova ferramenta que mapeia 35 milh\u00f5es de estabelecimentos em todo o pa\u00eds, por meio da combina\u00e7\u00e3o de dezenas de bancos de dados oficiais, para uso dos procuradores do MPT e dos empregadores. &#8220;O objetivo \u00e9 tra\u00e7ar um raio-x das empresas no campo das rela\u00e7\u00f5es do trabalho, envolvendo todos os atores respons\u00e1veis pela busca do trabalho decente&#8221;, conta o procurador Luis Fabiano de Assis.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Procuradoria Geral do Trabalho)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De 2012 at\u00e9 2017, cerca de 15 mil trabalhadores n\u00e3o voltaram para casa, no Brasil, entrando para a estat\u00edstica de v\u00edtimas de acidentes de trabalho fatais. &#8220;Al\u00e9m da perda de mais de 15 mil vidas humanas, s\u00e3o 2.500 fam\u00edlias que ficam \u00f3rf\u00e3s a cada ano devido \u00e0 neglig\u00eancia de empregadores que n\u00e3o consideram o trabalho [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31643,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[80],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33124"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33124\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31643"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}