{"id":33100,"date":"2018-03-07T14:47:17","date_gmt":"2018-03-07T17:47:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=33100"},"modified":"2018-03-07T14:47:39","modified_gmt":"2018-03-07T17:47:39","slug":"cai-a-participacao-de-mulheres-em-cargos-gerenciais-no-brasil-em-2016-aponta-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2018\/03\/07\/cai-a-participacao-de-mulheres-em-cargos-gerenciais-no-brasil-em-2016-aponta-ibge\/","title":{"rendered":"Cai a participa\u00e7\u00e3o de mulheres em cargos gerenciais no Brasil"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"51\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Embora as mulheres brasileiras j\u00e1 alcancem n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o superior ao dos homens, elas ainda s\u00e3o minoria no comando das empresas. Em 2016, 37,8% dos cargos gerenciais no pa\u00eds eram ocupados por elas. \u00c9 o que revela uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">De acordo com o levantamento, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD), a presen\u00e7a feminina em cargos de ger\u00eancia diminuiu nos \u00faltimos anos. Em 2011, elas respondiam por 39,5% destes cargos &#8211; uma queda de 1,7 pontos percentuais em cinco anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"34\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O retrocesso em 2016 foi puxado pela crise econ\u00f4mica, que afetou principalmente os grupos mais vulner\u00e1veis no mercado de trabalho, explicou a gerente da Coordena\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE, Barbara Cobo.<\/p>\n<h3 class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\">Barreiras persistem<\/h3>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A divulga\u00e7\u00e3o antecede o Dia Internacional da Mulher e denota que passados 107 anos da trag\u00e9dia que motivou a cria\u00e7\u00e3o da data \u2013 mais de 100 mulheres morreram em um inc\u00eandio em uma f\u00e1brica t\u00eaxtil de Nova York em mar\u00e7o de 1911 \u2013 ainda h\u00e1 muitas barreiras para a igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>O IBGE revela ainda que a desigualdade entre homens e mulheres na gest\u00e3o das empresas aumenta com a idade. Conforme os dados mais recentes, de 2016, a propor\u00e7\u00e3o de mulheres nos cargos gerenciais era de 43,4% na faixa et\u00e1ria de 16 a 29 anos e ca\u00eda para 31,3% no grupo de 60 anos ou mais.<\/p>\n<p>\u201cA quest\u00e3o da faixa et\u00e1ria mais baixa ter indicativos melhores pode representar que esteja come\u00e7ando a refletir agora a quest\u00e3o da melhor forma\u00e7\u00e3o educacional das mulheres em rela\u00e7\u00e3o aos homens\u201d, aponta a pesquisadora da Coordena\u00e7\u00e3o de Popula\u00e7\u00e3o e Indicadores Sociais do IBGE, Luanda Botelho.<\/p>\n<p>O IBGE destacou, ainda, que a desigualdade na ocupa\u00e7\u00e3o de cargos gerenciais \u00e9 maior entre mulheres pretas e pardas e homens pretos e pardos do que entre mulheres brancas e homens brancos. Do total de brancos em cargos de ger\u00eancia, 38,5% eram mulheres, enquanto entre pardos e negros a propor\u00e7\u00e3o delas cai para 34,5%.<\/p>\n<h3 class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\">Cuidados dom\u00e9sticos<\/h3>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo a pesquisadora Luanda Botelho, alguns fatores objetivos contribuem para esta desigualdade. As mulheres, efetivamente, dedicam 73% a mais de horas semanais que os homens aos afazeres dom\u00e9sticos e aos cuidados de pessoas, por exemplo.<\/p>\n<p>Conforme a pesquisa do IBGE, as mulheres que t\u00eam ocupa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho dedicam 18,1 horas por semana aos cuidados com o lar ou com outras pessoas da fam\u00edlia, como filhos, por exemplo. J\u00e1 os homens ocupados dedicam 10,5 horas por semana aos mesmos afazeres.<\/p>\n<p>Observa-se que a desigualdade se acentua em decorr\u00eancia de quest\u00f5es regionais, bem como de cor ou ra\u00e7a. No Nordeste do Brasil, chega a 19 a m\u00e9dia de horas semanais dedicadas aos afazeres dom\u00e9sticos pelas mulheres, contra 10,5 horas dos homens. No Centro-Oeste, a m\u00e9dia cai para 16,7 horas para elas e 9,6 horas para eles.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u201cO recorte por cor ou ra\u00e7a indica que as mulheres pretas ou pardas s\u00e3o as que mais se dedicam aos cuidados de pessoas e\/ou afazeres dom\u00e9sticos, com registro de 18,6 horas semanais\u201d, destacou IBGE.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m deste fator objetivo, a pesquisadora Luanda Botelho enfatiza que quest\u00f5es subjetivas, que n\u00e3o podem ser mensuradas atrav\u00e9s de pesquisas quantitativas, s\u00e3o as determinantes para que a mulher seja subestimada no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Luanda ressaltou que a pesquisa sobre a ocupa\u00e7\u00e3o de cargos gerenciais feita pelo IBGE n\u00e3o se restringe \u00e0 iniciativa privada. \u201cEstamos falando tamb\u00e9m da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cujos cargos s\u00e3o de livre nomea\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\">Teto de vidro<\/h3>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A pesquisadora Luanda Botelho apontou que o preconceito contra as mulheres cria uma barreira sutil e invis\u00edvel no mercado de trabalho. Da\u00ed surgiu o conceito de \u201cTeto de Vidro\u201d, que prop\u00f5e um modelo de discrimina\u00e7\u00e3o pela qual se sup\u00f5e que a produtividade feminina seria melhor que a dos homens.<\/p>\n<h3 class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\">Desigualdade de renda<\/h3>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para al\u00e9m da ocupa\u00e7\u00e3o de cargos no mercado de trabalho, a pesquisa evidenciou tamb\u00e9m que as mulheres ainda enfrentam desigualdade de renda \u2013 elas recebem cerca de \u00be dos homens.<\/p>\n<p>Em 2016, a m\u00e9dia de rendimento dos homens no Brasil foi de R$ 2.306, enquanto das mulheres foi de R$ 1.764. Ou seja, em m\u00e9dia, as mulheres recebem 76,5% do montante recebido pelos homens.<\/p>\n<p>O IBGE n\u00e3o divulga dados por setor, mas uma pesquisa da ag\u00eancia de empregos Catho mostra que os homens ganham mais que a mulheres em todos os cargos e \u00e1reas.<\/p>\n<p>Neste c\u00e1lculo de rendimento, o IBGE considerou apenas a renda advinda do trabalho. Ou seja, n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos os rendimentos de pens\u00e3o, alugueis, entre outros.<\/p>\n<p>\u201cContribui para a explica\u00e7\u00e3o deste resultado a pr\u00f3pria natureza dos postos de trabalho ocupados pelas mulheres, em que se destaca a maior propor\u00e7\u00e3o dedicada ao trabalho em tempo parcial\u201d, apontou o IBGE.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisa, 28,2% das mulheres brasileiras estavam ocupadas em 2016 em trabalhos com carga hor\u00e1ria de at\u00e9 30 horas semanais. Entre os homens, esta propor\u00e7\u00e3o foi de 14,1%.<\/p>\n<p>\u201cMulheres que necessitam conciliar trabalho remunerado com os afazeres dom\u00e9stico e cuidados, em muitos casos acabam por trabalhar em ocupa\u00e7\u00f5es com carga hor\u00e1ria reduzida\u201d, avaliou o IBGE.<\/p>\n<h3 class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\">Filho pequeno<\/h3>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A pesquisa investigou, ainda, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o de pessoas que t\u00eam crian\u00e7a com idade inferior a 3 anos de idade em casa. No grupo et\u00e1rio entre 25 e 49 anos nesta condi\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres chegou a 54,4% em 2016, enquanto dos homens foi de 70,8%. Entre os trabalhadores que n\u00e3o tinham crian\u00e7a em casa, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o aumentou para 65,8% entre as mulheres e 74,4% entre os homens.<\/p>\n<p>Outro dado que se relaciona com o menor rendimento recebido pelas mulheres na compara\u00e7\u00e3o com os homens est\u00e1 a de ocupa\u00e7\u00e3o em postos informais de trabalho. A propor\u00e7\u00e3o delas nestes postos chegou a 37% em 2016, enquanto a deles foi de 34,4%.<\/p>\n<p>J\u00e1 a ocupa\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria, considerado o ramo com maior formaliza\u00e7\u00e3o de trabalho no pa\u00eds, a distribui\u00e7\u00e3o das mulheres no setor foi de 10,7%, enquanto a dos homens foi de 28,4%.<\/p>\n<p>O IBGE concluiu que \u201cde uma forma geral, o caminho a ser percorrido em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 igualdade de g\u00eanero, ou seja, em cen\u00e1rio onde homens e mulheres gozem dos mesmos direitos e oportunidades ainda \u00e9 longo para as mulheres e ainda mais tortuoso se esta for preta ou parda e residir fora dos centros urbanos das regi\u00f5es Sul e Sudeste\u201d.<\/p>\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><em>(Fonte: G1)<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Embora as mulheres brasileiras j\u00e1 alcancem n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o superior ao dos homens, elas ainda s\u00e3o minoria no comando das empresas. 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