{"id":32137,"date":"2017-12-19T09:25:37","date_gmt":"2017-12-19T11:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=32137"},"modified":"2017-12-19T09:25:37","modified_gmt":"2017-12-19T11:25:37","slug":"sao-paulo-fiscais-flagram-trabalho-escravo-em-producao-de-pecas-de-roupa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2017\/12\/19\/sao-paulo-fiscais-flagram-trabalho-escravo-em-producao-de-pecas-de-roupa\/","title":{"rendered":"S\u00e3o Paulo: fiscais flagram trabalho escravo em produ\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de roupa"},"content":{"rendered":"<p>Imigrantes bolivianos recebiam, em m\u00e9dia, R$ 5 para costurar pe\u00e7as de roupa vendidas por at\u00e9 R$ 698 em lojas da Animale.<\/p>\n<p>A marca, que define &#8220;luxo e sofistica\u00e7\u00e3o&#8221; como suas &#8220;palavras de ordem&#8221;, tem mais de 80 estabelecimentos pelo pa\u00eds, muitos em shoppings de alto padr\u00e3o.<\/p>\n<p>Os costureiros subcontratados trabalhavam mais de 12 horas por dia no mesmo local onde dormiam, dividindo o espa\u00e7o com baratas e instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas que ofereciam risco de inc\u00eandio.<\/p>\n<p>Os casos foram flagrados em tr\u00eas oficinas na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo e levaram os auditores fiscais do trabalho a responsabilizar a Animale e a A.Brand, marcas do grupo Soma, por produzir roupas com trabalho an\u00e1logo ao escravo.<\/p>\n<p>Com as duas grifes, o Brasil contabiliza 37 marcas de roupa responsabilizadas por explora\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra an\u00e1loga \u00e0 de escravo nos \u00faltimos oito anos.<\/p>\n<p>Os casos fazem parte da base de dados do aplicativo Moda Livre, ferramenta desenvolvida pela <em>Rep\u00f3rter Brasil <\/em>que mostra como 119 empresas de roupa combatem (ou n\u00e3o) esse tipo de explora\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o da roupa que oferecem aos consumidores.<\/p>\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o das oficinas que forneciam para a Animale ocorreu em setembro deste ano e foi composta pela equipe da Superintend\u00eancia Regional do Trabalho e Emprego de S\u00e3o Paulo, com o aux\u00edlio de auditores da Receita Federal.<\/p>\n<p>Os auditores constataram trabalho an\u00e1logo ao escravo devido \u00e0s jornadas exaustivas e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es degradantes &#8211;elementos que caracterizam o crime, segundo o C\u00f3digo Penal. Em todas as oficinas os costureiros faziam jornadas acima dos limites legais. Em uma delas, os imigrantes costuravam das 7h \u00e0s 21h, com apenas uma hora de descanso.<\/p>\n<p>Os costureiros n\u00e3o ganhavam sal\u00e1rio mensal, mas eram remunerados por pe\u00e7a costurada. Um deles relatou \u00e0 Rep\u00f3rter Brasil que recebia R$ 6 para costurar uma cal\u00e7a que demorava uma manh\u00e3 inteira para ficar pronta.<\/p>\n<p>As longas jornadas eram resultado do sistema de remunera\u00e7\u00e3o por produ\u00e7\u00e3o somado a padr\u00f5es de costura extremamente detalhados para cada lote de pe\u00e7as, todos estabelecidos pela empresa.<\/p>\n<p>As m\u00e1quinas de costura ficavam a poucos metros das camas dos trabalhadores, o que estimulava ainda mais as longas jornadas, que, por sua vez, aumentavam o risco dos trabalhadores ficarem doentes ou sofrerem acidentes.<\/p>\n<p><em>(Fonte: UOL)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imigrantes bolivianos recebiam, em m\u00e9dia, R$ 5 para costurar pe\u00e7as de roupa vendidas por at\u00e9 R$ 698 em lojas da Animale. 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