{"id":31839,"date":"2017-10-31T10:30:47","date_gmt":"2017-10-31T12:30:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=31839"},"modified":"2017-10-31T10:30:47","modified_gmt":"2017-10-31T12:30:47","slug":"metade-dos-acidentes-de-trabalho-da-saude-fica-sem-tratamento-ideal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2017\/10\/31\/metade-dos-acidentes-de-trabalho-da-saude-fica-sem-tratamento-ideal\/","title":{"rendered":"Metade dos acidentes de trabalho da sa\u00fade fica sem tratamento ideal"},"content":{"rendered":"<p>Metade dos profissionais de sa\u00fade que se acidentam com materiais biol\u00f3gicos (sangue e outros fluidos org\u00e2nicos) abandona ou ignora o acompanhamento de 180 dias p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o recomendado pelo protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Aferido em pesquisa da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), o dado leva em conta os registros do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Agravos de Notifica\u00e7\u00e3o (Sinan) de 2007 a 2014.<\/p>\n<p>O abandono foi um dos temas abordados no debate Seguran\u00e7a do Trabalhador de Sa\u00fade, realizado pela Folha e a BD, empresa que produz dispositivos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Considerados um problema de sa\u00fade p\u00fablica pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, os acidentes de trabalho com exposi\u00e7\u00e3o a fluidos biol\u00f3gicos podem transmitir mais de 20 pat\u00f3genos diferentes, alguns deles causadores de doen\u00e7as infecciosas como hepatites e HIV.<\/p>\n<p class=\"folhagraficos rs_skip\">\n<p>Entre 2010 e 2015, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade registrou 276,6 mil desses acidentes. Enfermeiros, m\u00e9dicos, t\u00e9cnicos e auxiliares de enfermagem representaram 65% dos casos de 2014, segundo o Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social.<\/p>\n<h3>Sa\u00fade sem sa\u00fade<\/h3>\n<p>Pelo protocolo, o profissional deve passar por acompanhamento cl\u00ednico-laboratorial, com exames peri\u00f3dicos e consultas m\u00e9dicas, mas nem sempre isso ocorre.<\/p>\n<p>&#8220;Dessa vez estou no acompanhamento porque me acidentei com um paciente HIV positivo, mas das outras nem notifiquei. \u00c9 muito trabalhoso&#8221;, conta Bruna, 26, residente em cirurgia pl\u00e1stica, que preferiu omitir o sobrenome.<\/p>\n<p>Em agosto, ela feriu-se com agulha ao final de um procedimento cir\u00fargico e soube ent\u00e3o que o paciente era portador do v\u00edrus. A residente tomou antirretrovirais por 30 dias, mas diz n\u00e3o ter tempo de ir \u00e0s consultas e tem feito os exames por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p class=\"folhagraficos rs_skip\">\n<p>Foi o quarto acidente com perfurocortante de Bruna neste ano. Ela afirma que tanto as ocorr\u00eancias como o comportamento s\u00e3o comuns: \u00e9 costume que os pr\u00f3prios m\u00e9dicos pe\u00e7am exames para descobrir se o paciente \u00e9 portador de alguma doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O acompanhamento por conta pr\u00f3pria, no entanto, n\u00e3o garante seguran\u00e7a. &#8220;H\u00e1 a janela imunol\u00f3gica. Pode ser que na hora o resultado seja negativo, mas dali a 30 ou 180 dias a doen\u00e7a se manifeste&#8221;, disse Fernanda Miranda, autora do estudo da UFPR e enfermeira no Hospital do Trabalhador, unidade de refer\u00eancia para acidentes de trabalho com fluidos biol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Desde que come\u00e7aram as notifica\u00e7\u00f5es, em 1996, at\u00e9 2015, o Sinan registrou 16 casos de contamina\u00e7\u00e3o por HIV entre profissionais de sa\u00fade no Brasil. De 2007, quando se tornaram obrigat\u00f3rias, a 2015, foram 425 para hepatite B e 699 para hepatite C.<\/p>\n<p>Fernanda Miranda destaca que, sem acompanhamento, o profissional n\u00e3o pode provar o acidente de trabalho nem garantir direitos previdenci\u00e1rios, como ajuda de custos para tratamento de sa\u00fade e aux\u00edlio do INSS.<\/p>\n<p>A subnotifica\u00e7\u00e3o \u00e9 outra consequ\u00eancia negativa: enquanto o Brasil tem m\u00e9dia di\u00e1ria de 98 acidentes por material biol\u00f3gico, nos Estados Unidos ela chega a 1.000. &#8220;\u00c9 preciso mostrar a realidade dos acidentes para obter mais investimentos em sistema de seguran\u00e7a para a sa\u00fade&#8221;, afirmou a enfermeira.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Folha de S. Paulo)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Metade dos profissionais de sa\u00fade que se acidentam com materiais biol\u00f3gicos (sangue e outros fluidos org\u00e2nicos) abandona ou ignora o acompanhamento de 180 dias p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o recomendado pelo protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. 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