{"id":31772,"date":"2017-10-19T10:11:38","date_gmt":"2017-10-19T12:11:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=31772"},"modified":"2017-10-19T10:11:38","modified_gmt":"2017-10-19T12:11:38","slug":"mpf-e-mpt-recomendam-governo-a-revogar-portaria-do-trabalho-escravo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2017\/10\/19\/mpf-e-mpt-recomendam-governo-a-revogar-portaria-do-trabalho-escravo\/","title":{"rendered":"MPF e MPT recomendam governo a revogar portaria do trabalho escravo"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho recomendaram ao governo Michel Temer a revoga\u00e7\u00e3o da portaria do governo que mudou as regras para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo.<\/p>\n<p>A portaria n\u00ba 1.129\/2017 foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o nesta segunda (16) determinando que jornadas extenuantes e condi\u00e7\u00f5es degradantes, a partir de agora, s\u00f3 ser\u00e3o consideradas trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o se houver restri\u00e7\u00e3o de locomo\u00e7\u00e3o do trabalhador.<\/p>\n<p>A lista suja de empregadores ser\u00e1 divulgada pelo ministro do Trabalho, e n\u00e3o mais pelo corpo t\u00e9cnico do minist\u00e9rio, a a fiscaliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 ser feita com a presen\u00e7a de policias.<\/p>\n<p>Para os dois \u00f3rg\u00e3os dos MP, a portaria \u00e9 ilegal, contrariando o C\u00f3digo Penal e a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), trazendo \u201cconceitos equivocados e tecnicamente falhos dos elementos caracterizadores do trabalho escravo\u201d.<\/p>\n<p>O governo Temer tem dez dias para se manifestar sobre a recomenda\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o atender o pedido do MPF e do MPT, os \u00f3rg\u00e3os devem entrar com a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a em busca de anular os efeitos da portaria.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Alterar e esvaziar&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>O Grupo de Trabalho Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo, da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU), emitiu nota hoje em rep\u00fadio \u00e0 portaria do Minist\u00e9rio do Trabalho.<\/p>\n<p>Antes da portaria, a configura\u00e7\u00e3o do trabalho escravo exigia quatro elementos: servid\u00e3o por d\u00edvida, condi\u00e7\u00f5es degradantes, jornada exaustiva e trabalho for\u00e7ado.<\/p>\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o do documento, o governo Temer determina que \u00e9 imprescind\u00edvel comprovar a restri\u00e7\u00e3o da liberdade de ir e vir para que caracterizar o trabalho escravo.<\/p>\n<p>Segundo a nota da DPU, a portaria pretende \u201calterar e esvaziar\u201d o conceito de trabalho escravo sem a participa\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira.<\/p>\n<p>O documento ainda destaca que o Brasil \u201cvem se omitindo no combate ao trabalho escravo\u201d, apesar dos esfor\u00e7os dos \u00f3rg\u00e3os de controle, e chama de \u201cretrocesso social\u201d a mudan\u00e7a feita pelo governo.<\/p>\n<p><em>(Fonte: G1)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho recomendaram ao governo Michel Temer a revoga\u00e7\u00e3o da portaria do governo que mudou as regras para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do trabalho escravo. A portaria n\u00ba 1.129\/2017 foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o nesta segunda (16) determinando que jornadas extenuantes e condi\u00e7\u00f5es degradantes, a partir de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":31773,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[79],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31772"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31772\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31773"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}