{"id":31699,"date":"2017-10-10T14:30:11","date_gmt":"2017-10-10T17:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=31699"},"modified":"2017-10-10T14:30:11","modified_gmt":"2017-10-10T17:30:11","slug":"conheca-a-sindrome-do-esgotamento-fisico-e-mental-do-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2017\/10\/10\/conheca-a-sindrome-do-esgotamento-fisico-e-mental-do-trabalho\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a s\u00edndrome do esgotamento f\u00edsico e mental do trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Cansa\u00e7o, irrita\u00e7\u00e3o, des\u00e2nimo, exaust\u00e3o, fadiga, altera\u00e7\u00f5es de humor, ins\u00f4nia, tens\u00e3o muscular e falta de energia s\u00e3o alguns dos sintomas da s\u00edndrome de Burnout, doen\u00e7a relacionada ao esgotamento f\u00edsico e mental em decorr\u00eancia do trabalho. Embora n\u00e3o seja t\u00e3o conhecida pela maioria das pessoas, ela atinge 30% dos trabalhadores, de acordo com pesquisa realizada pela filial nacional da International Stress Management Association (Isma), que avaliou mil pessoas.<\/p>\n<p>O professor e fundador da Dial\u00f3gica Jeft\u00e9 Amorim teve a doen\u00e7a neste ano, com dura\u00e7\u00e3o de quatro meses. O motivo? Ele trabalhava exaustivamente longas horas, e at\u00e9 emendava nos fins de semana, sem interrup\u00e7\u00e3o e consequentemente, sem descanso. Aliado a isso, estava h\u00e1 tr\u00eas anos sem f\u00e9rias. Essa rotina super excessiva de trabalho fez com que ele ficasse desanimado, irritado, cansado, com dores no corpo, entre outros sintomas.<\/p>\n<p>\u201cEu percebi por uma sensa\u00e7\u00e3o de tristeza, cansa\u00e7o, uma irrita\u00e7\u00e3o profunda mesmo, eu via uma notifica\u00e7\u00e3o no WhatsApp e j\u00e1 me dava raiva\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o busquei nenhuma ajuda m\u00e9dica nem acompanhamento psicoterap\u00eautico, o que n\u00e3o \u00e9 recomendado, mas busquei apoio de formas indiretas. Buscando conhecimento sobre o tema, conversando com algumas pessoas amigas que s\u00e3o profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade, principalmente sobre tratamentos naturais como aromaterapia\u201d, explica o professor, que se for\u00e7ou a \u201cdar um tempo\u201d para se recuperar.<\/p>\n<p>\u201cPassei a ter um tempo de descanso para estar com minha fam\u00edlia, para meditar e vivenciar minha f\u00e9. Sou crist\u00e3o, ent\u00e3o revi esses fatores todos e busquei me reconectar um pouco com coisas que me alegram e me d\u00e3o energia\u201d, diz Jeft\u00e9.<\/p>\n<p>Ele resume o esfor\u00e7o que fez em uma palavra: disciplina. \u201cOrganizar um tempo regulamentado de descanso, de lazer, para mim e para as pessoas que amo, \u00e9 fundamental para minha sa\u00fade mental e \u00e9 algo que hoje prezo bastante.\u201d.<\/p>\n<p>De acordo com a psic\u00f3loga Luciana Gropo, bombeiros, policiais, m\u00e9dicos, professores, enfermeiros, psic\u00f3logos, secret\u00e1rias, auxiliares administrativos e engenheiros civis s\u00e3o algumas das profiss\u00f5es com grande incid\u00eancia da doen\u00e7a. \u201cPessoas com n\u00edvel de responsabilidade exagerada, carga hor\u00e1ria excessiva, incluindo muitas horas extras e com aus\u00eancia de lazer e atividades prazerosas s\u00e3o mais propensas a desenvolverem a patologia\u201d, explica.<\/p>\n<p>No entanto, Luciana diz que o problema pode ser prevenido. \u201cA pessoa precisa ter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada, qualidade no sono, praticar exerc\u00edcio f\u00edsico, atividade de lazer e respeitar os pr\u00f3prios limites\u201d, destaca. A psic\u00f3loga acrescenta a necessidade da empresa fazer a sua parte e reconhecer que o problema do profissional \u00e9 um acidente de trabalho. \u201cA empresa deve respeitar os limites dos funcion\u00e1rios. Oferecer um ambiente salubre para o exerc\u00edcio do trabalho, n\u00e3o apenas com cadeira e mesa adequadas, mas com boa ilumina\u00e7\u00e3o e arejado. Ambiente amistoso \u00e9 essencial\u201d, defende a especialista. Ela ainda alerta que o empregador n\u00e3o pode demitir o colaborador acometido pela doen\u00e7a, pois a legisla\u00e7\u00e3o garante estabilidade.<\/p>\n<p>A psiquiatra Milena Fran\u00e7a explica que as organiza\u00e7\u00f5es devem prestar aten\u00e7\u00e3o integral \u00e0 sa\u00fade do trabalhador. \u201cDiante de um quadro instalado, a empresa deve encaminhar a um servi\u00e7o especializado, modificar os fatores estressores identificados e o funcion\u00e1rio do setor estressante. Ela deve priorizar a sa\u00fade f\u00edsica e mental do trabalhador\u201d , pontua.<\/p>\n<p>Milena relata que o tratamento mais adequado para a s\u00edndrome inclui o acompanhamento de psiquiatra, psic\u00f3logo, uso de t\u00e9cnicas de relaxamento e a decis\u00e3o de tentar integrar o paciente ao seu trabalho da melhor forma poss\u00edvel, fazendo com que os locais de trabalho estejam adequados ao bem-estar deles.<\/p>\n<p><em>(Fonte: Jornal do Commercio)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cansa\u00e7o, irrita\u00e7\u00e3o, des\u00e2nimo, exaust\u00e3o, fadiga, altera\u00e7\u00f5es de humor, ins\u00f4nia, tens\u00e3o muscular e falta de energia s\u00e3o alguns dos sintomas da s\u00edndrome de Burnout, doen\u00e7a relacionada ao esgotamento f\u00edsico e mental em decorr\u00eancia do trabalho. 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