{"id":2912,"date":"2015-01-13T08:38:28","date_gmt":"2015-01-13T10:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2015\/01\/13\/trabalhadores-enfrentam-rotina-de-muito-suor-sob-calor-de-macarico\/"},"modified":"2015-01-13T08:38:28","modified_gmt":"2015-01-13T10:38:28","slug":"trabalhadores-enfrentam-rotina-de-muito-suor-sob-calor-de-macarico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2015\/01\/13\/trabalhadores-enfrentam-rotina-de-muito-suor-sob-calor-de-macarico\/","title":{"rendered":"Trabalhadores enfrentam rotina de muito suor sob calor de ma\u00e7arico"},"content":{"rendered":"<p><em>Data: 13 de janeiro<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>O vento provocado pela passagem dos carros n\u00e3o \u00e9 al\u00edvio para os soldadores de uma obra na Rua Frei Caneca, no Est\u00e1cio. Quando o ma\u00e7arico atinge a ferragem, a brisa espalha a fa\u00edsca para perto da pele \u2014 coberta pela espessa roupa de seguran\u00e7a. Enquanto os trabalhadores secavam o suor, a noite de segunda-feira demorava a chegar. Longe da sombra e entre os entulhos da constru\u00e7\u00e3o, eles continuavam seu trabalho.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Aturar a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica beirando os 50 graus \u00e9 mais dif\u00edcil dentro de um uniforme de seguran\u00e7a. H\u00e1 27 ver\u00f5es trabalhando com solda, Valnei Costa desligou o ma\u00e7arico para dizer uma \u00fanica palavra quando percebeu que a equipe de reportagem registrava o seu trabalho: \u201cEscaldante\u201d. A alguns metros de dist\u00e2ncia, o serralheiro Marco Aur\u00e9lio Gomes, de 41 anos, entrava no buraco para preparar a funda\u00e7\u00e3o de uma grade. O calor \u00e9 tal que chega a ser contradit\u00f3rio: \u201cAqui dentro esquenta tanto que d\u00e1 at\u00e9 frio na espinha\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na rua ao lado da constru\u00e7\u00e3o, o motorista Iranildo Santos, de 46 anos, acelera at\u00e9 Vila Isabel. No \u00f4nibus sem ar-condicionada, o \u00fanico jeito de se refrescar \u00e9 jogar \u00e1gua no corpo e dobrar a cal\u00e7a at\u00e9 o joelho. \u201c\u00e9 um bafo t\u00e3o forte quanto o que voc\u00ea sente quando abre o forno. Imagina sentir isso o dia inteiro\u201d, afirmou. Ele cobrou uma mudan\u00e7a no vestu\u00e1rio: \u201cN\u00e3o faz o menor sentido a gente n\u00e3o poder usar bermuda. Mas s\u00f3 mesmo com o ar-condicionado resolve\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para cumprir o hor\u00e1rio, os funcion\u00e1rios de uma empresa de carga se apressavam para levar as caixas de um caminh\u00e3o para um restaurante da Pra\u00e7a Vanhargem, na Tijuca. Al\u00e9m de suportar o peso, eles precisam usar roupas pesadas para evitar acidentes, como cortes . \u201cAcho que a gente deveria poder usar bermuda, mas s\u00e3o normas da empresa, ent\u00e3o respeitamos. O pessoal que n\u00e3o est\u00e1 acostumado fica com tonteira e j\u00e1 vi muitos passando mal\u201d, afirmou Valter Bretas, de 56 anos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Al\u00e9m do desconforto, a calor representa um perigo a mais para os garis que trabalham pendurados nos caminh\u00f5es da Comlurb. \u201cO ferro que a gente segura fica fervendo. Mesmo com luvas, nossas m\u00e3os ficam pelando\u201d, disse. \u201cA gente j\u00e1 fica meio sem energia debaixo desse sol. Para algu\u00e9m cair do ve\u00edculo, n\u00e3o custa nada\u201d, alertou o gari Vicente Dias, de 55 anos, enquanto varria uma cal\u00e7ada no Engenho Novo.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Depois de uma tarde de trabalho, o churrasqueiro Ivan Pereira, de 38 anos, comemorava a hora de voltar para casa: \u201cD\u00e1 vontade de dormir debaixo do chuveiro. Mas amanh\u00e3 tem mais\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Rio de Janeiro com pouca chuva<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Segundo o Instituto Climatempo, a previs\u00e3o para os pr\u00f3ximos dias \u00e9 que o calor passe dos 40 graus, com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica de mais de 50 em alguns bairros da Zona Oeste. De acordo com a meteorologista Bianca Lopes, as altas temperaturas registrada nos \u00faltimos dias v\u00e3o continuar. O calor se deve a um sistema de alta press\u00e3o, que inibe a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e estimula a diminui\u00e7\u00e3o da umidade do ar.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c\u00e9 algo at\u00edpico, que tem gerado uma massa de ar quente sobre todo o Sudeste, Nordeste e trechos do Centro-Oeste. Por conta disso, a previs\u00e3o \u00e9 de que as chuvas para a esta\u00e7\u00e3o sejam abaixo da m\u00e9dia\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O calor vai continuar at\u00e9 o fim da semana quando a massa de ar quente enfraquece e o tempo come\u00e7a a mudar. \u201cVai aumentar a forma\u00e7\u00e3o de nuvens e a umidade. A temperatura tamb\u00e9m vai baixar um pouco\u201d, disse Lopes. A previs\u00e3o para hoje \u00e9 m\u00ednima de 22 graus e m\u00e1xima de 40.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Os riscos<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Trabalhadores que labutam ao ar livre est\u00e3o mais sujeitos aos efeitos da exposi\u00e7\u00e3o prolongada ao sol \u00e9 grande: envelhecimento prematuro, pele mais fr\u00e1gil e suscet\u00edvel a ferimentos e sangramentos, propens\u00e3o ao desenvolvimento de c\u00e2ncer de pele, catarata, insola\u00e7\u00e3o e desidrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O m\u00e9dico Egon Daxbacher, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro, explica: \u201cO organismo tenta se adaptar \u00e0 temperatura e dilata o tamanho dos vasos sangu\u00edneos para compensar o calor, assim a perda de \u00e1gua aumenta. \u00e9 um mecanismo natural do corpo\u201d.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para Daxbacher, devido \u00e0 incid\u00eancia dos raios ultra violeta, o ideal \u00e9 que os trabalhadores usem roupas que cubram todo o corpo. Ele reconhece, por\u00e9m, que \u00e9 um conselho ingrato. \u201cO jeito \u00e9 dobrar os outros cuidados&#8221;, disse. Uso de roupas leves, protetor solar, \u00f3culos, chap\u00e9us e bon\u00e9s s\u00e3o indispens\u00e1veis, al\u00e9m da hidrata\u00e7\u00e3o para compensar a perda de l\u00edquidos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Fonte: O Dia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Soldadores, garis e motoristas s\u00e3o alguns dos profissionais que mais sofrem com as altas temperaturas no ver\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2912"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2912"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2912\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2912"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2912"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2912"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}