{"id":26465,"date":"2017-03-21T14:28:41","date_gmt":"2017-03-21T17:28:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/?p=26465"},"modified":"2017-03-24T18:09:55","modified_gmt":"2017-03-24T21:09:55","slug":"numero-de-criancas-de-5-a-9-anos-que-trabalham-no-brasil-volta-a-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2017\/03\/21\/numero-de-criancas-de-5-a-9-anos-que-trabalham-no-brasil-volta-a-crescer\/","title":{"rendered":"N\u00famero de crian\u00e7as de 5 a 9 anos que trabalham no Brasil volta a crescer"},"content":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as brasileiras de cinco a nove anos que trabalham cresceu, conforme revela um levantamento da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Abrinq divulgado nesta ter\u00e7a-feira (21). Entre 2014 e 2015, houve um aumento de 11% do total de meninos e meninas nesta idade que substitu\u00edram o tempo de viver a inf\u00e2ncia pelas atividades profissionais, seja no campo ou na cidade. A pesquisa tem como base os n\u00fameros mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica).<\/p>\n<p>Pelo segundo ano consecutivo, \u00e9 registrado um crescimento nesta faixa et\u00e1ria. De 2005 a 2013, o trabalho infantil entre cinco e nove anos havia reduzido 81%, de 312.009 crian\u00e7as para 60.534. J\u00e1 2014 e 2015, foram encontrados nesta idade, respectivamente, 69.928 e 78.527 pequenos em condi\u00e7\u00f5es de trabalho.<\/p>\n<p>O trabalho infantil \u00e9 proibido no Brasil para menores de 14 anos, de acordo com o ECA (Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente). Para quem tem 14 ou 15 anos, \u00e9 permitida apenas a condi\u00e7\u00e3o de aprendiz. Entre os 16 e 17 anos, o trabalho \u00e9 liberado, desde que n\u00e3o comprometa a atividade escolar e que n\u00e3o ocorra em condi\u00e7\u00f5es insalubres e com jornada noturna.<\/p>\n<div class=\"mod-foto-embed w615x300\">\n<div class=\"figure\">\n<div class=\"pinit-wraper\"><img decoding=\"async\" class=\"pinit-img\" src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/90\/2017\/03\/20\/tabela-populacao-que-trabalha-1490055551965_615x300.png\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/90\/2017\/03\/20\/tabela-populacao-que-trabalha-1490055551965_615x300.png\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Heloisa Oliveira, porta-voz da Funda\u00e7\u00e3o Abrinq, afirma que o trabalho infantil entre cinco e nove anos \u00e9 exercido dentro do ambiente familiar, o que dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o s\u00e3o empresas que est\u00e3o contratando essas crian\u00e7as. Elas fazem trabalhos dom\u00e9sticos, ajudam na agricultura familiar ou at\u00e9 em pequenas confec\u00e7\u00f5es que funcionam nas pr\u00f3prias casas&#8221;, detalha. As pol\u00edticas de combate ao trabalho infantil est\u00e3o a cargo do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Combate \u00e0 Fome (MDS), respons\u00e1vel pelo Programa de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Infantil (Peti).<\/p>\n<p>De acordo com Heloisa, crian\u00e7as que trabalham nessa faixa et\u00e1ria podem ter os desenvolvimentos f\u00edsico e ps\u00edquico prejudicados. &#8220;Elas ainda podem sofrer acidentes, al\u00e9m de o trabalho aumentar o risco delas de se afastarem da escola&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>A porta-voz da funda\u00e7\u00e3o afirma que o trabalho infantil impede &#8220;a crian\u00e7a de ser crian\u00e7a&#8221;. &#8220;No contra-turno, ela teria que estudar, que horas ela ir\u00e1 brincar ou fazer as tarefas da escola?&#8221;.<\/p>\n<h3>Regi\u00e3o Sul concentra crian\u00e7as que trabalham na \u00e1rea rural<\/h3>\n<p>O IBGE divide o trabalho de crian\u00e7as e adolescentes entre setor agr\u00edcola e n\u00e3o-agr\u00edcola. Em 2015, a maioria dos menores entre cinco e nove anos trabalhou na \u00e1rea rural:\u00a085,5%.<\/p>\n<p>O estudo da Abrinq mostra que na Regi\u00e3o Sul, em 2015, 100% das crian\u00e7as entre cinco e nove anos que trabalhavam o faziam na \u00e1rea rural. No total, foram 8.537. Em seguida, o maior percentual foi registrado na Regi\u00e3o Norte, com 94,2% (11.248).<\/p>\n<h3>Redu\u00e7\u00e3o na faixa da 10 a 17 anos<\/h3>\n<p>Embora o registro da faixa et\u00e1ria de cinco a nove anos tenha crescido, dados do IBGE mostram que diminuiu em 20% o total de crian\u00e7as e adolescentes em condi\u00e7\u00f5es de trabalho entre 10 e 17 anos. De 2014 para 2015, o n\u00famero passou de 3.261.450 para 2.593.416, uma diferen\u00e7a de 668.034.<\/p>\n<p><em>(Fonte: UOL)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de crian\u00e7as brasileiras de cinco a nove anos que trabalham cresceu, conforme revela um levantamento da\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Abrinq divulgado nesta ter\u00e7a-feira (21). 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